segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Brasil: a culpa da crise é também dos maus políticos e pouco se fala nisso!

Um quadro de situação lamentável                                            


Atualmente o Brasil atravessa uma dificuldade enorme em vários setores. Aspectos econômicos internacionais que afetaram a economia, má gestão de nossas próprias contas, crise política, crise moral, ética, muita corrupção, uma roubalheira intensa que vem sendo revelada dia após dia e que nos fazem sentir um verdadeiro pesadelo, tudo gerando mais problemas sociais que e população não está mais tolerando. Isto sem falar no aumento da criminalidade, da inadimplência, dos problemas na área de Saúde, Educação, Segurança Pública em geral etc. Estaríamos perto do fundo do poço? Acho que chegamos muito perto diminuímos a velocidade de nossa queda, mas nada que possa nos alegrar muito.

Muitas condicionantes contribuem para a crise

Mas do que adianta falar somente de um aspecto? Nada.
Eu particularmente não aprecio o governo atual depois de descobertos os mais recentes escândalos e envolvimentos com a corrupção em vários escalões. Mas culpar somente ele pelos problemas é demais, no meu entendimento. Há que se observar os nossos maus políticos, que em sua grande maioria não atendem ao que lhes foi confiado.

- Os maus políticos NÃO trabalham bem e são muito nocivos ao país. Acusam o governo não por boa intenção, mas para esconder os seus reais e escusos interesses.
- Os maus políticos NÃO contribuem para a resolução de nossos problemas, esta é a verdade.
- Os maus políticos SIM, votaram descaradamente contra um processo de investigação contra o Presidente da República, simplesmente o engavetando, pela troca de cargos, de mais dinheiro para seus projetos. Ou seja, vendem suas almas pelo poder.

O que foi feito na Reforma política?

Há em curso uma oportunidade para que a classe política, com todos os seus partidos colabore com o Brasil através de uma reforma política. Mas o que fizeram até agora? Praticamente nada que nos interesse. Nada. Não modificaram aquilo que realmente era necessário, como o fim do voto obrigatório (que os reelege), uma modificação do Estatuto do Desarmamento, este que desamparou totalmente os cidadãos de bem e favoreceu aos bandidos, a redução da maioridade penal para todos os crimes etc.

É uma negociata total. Enquanto o País precisa de reformas sérias para sair da crise os maus políticos, de partidos diversos, estão praticando chantagem contra o governo para conseguir seus interesses. E principalmente, não querem ajudar nosso país a se recuperar da situação que se encontra. Existem exceções, mais que são muito raras e compõe uma minoria que não consegue suplantar os aproveitadores da classe política brasileira, boa parte interessada apenas no “quanto pior, melhor”...

Alguém poderia citar um tema relevante que a Reforma Política consertou ou melhorou: duvido. As manifestações populares perderam forças após inúmeras tentativas, sem obtenção dos resultados esperados.

O Congresso Nacional, completamente inchado e ineficiente

Entre os deputados e senadores o número de parlamentares é muito grande para o Brasil. Acaba tudo aquilo ficando recheado de políticos incompetentes e gerando cada vez mais despesas para o país. Na reforma política poderiam ter reduzido o número de parlamentares para a metade, no mínimo. E seus salários também. O problema, além do Congresso Nacional, é o fato de que tudo é levado a todos os rincões do país pelos efeitos cascata.

Nas redes sociais observamos uma parcela de internautas, cansados e cada vez mais perplexos ante os acontecimentos. A salvação nacional no momento é a Operação Lava-Jato, desencadeada pela Polícia Federal, com esforço hercúleo, e Ministério Público Federal. Circulam vídeos com opiniões de associações ligadas a militares, alertando que eles estão atentos e que a própria falta de ação dos políticos pode gerar para o futuro uma condição para que a própria sociedade clame por uma intervenção.  

Tudo isso nos faz pensar em uma triste realidade: temos um governo ruim, formado por algumas pessoas denunciadas por ilícitos, que tenta acertar um pouco na economia para desviar a atenção do público de seu lado negativo. Ainda consegue se manter às custas de uma maioria de maus políticos que protegem até mesmo o Presidente da República de uma investigação, jogando tudo para as gavetas.

Um pesadelo sem fim

Não vislumbro um estadista de porte que pudesse substituir o atual governo. A palavra que serve de “norte” para os larápios de todo o país, nas mais diferentes camadas sociais e segmentos da sociedade, é IMPUNIDADE. E para mudar isso os políticos é quem podem alterar as leis, mas não o fazem. Uma verdadeira “sinuca de bico” onde o povo continuará perdendo o jogo, enfrentando dificuldades na Saúde, na Segurança Pública, na Educação e em vários outros setores.

Foram descobertas falcatruas de todas as espécies e ainda tem muito mais por aí, quando for aberta a caixa-preta sobre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Os achacadores da pátria realmente meteram à mão, desviaram, furtaram, de todas as maneiras. Políticos, empresários, empreiteiros, doleiros, gerentes e funcionários etc. Em breve veremos mais este capítulo da história do maior caso de corrupção descoberto no Brasil.

Lentidão da Justiça

Falta em nosso entendimento um trabalho mais rápido, ações mais rápidas da Justiça Brasileira, frente à situação atual. Há muitos privilégios, muitos foros privilegiados, muita condescendência e favorecimento das leis que poderiam ser alteradas. De nada adianta milhões de processos tramitando sem que não haja final para todos. Fica a impressão de IMPUNIDADE, levada pela lentidão da justiça em muitos casos.

Alguma saída à vista?


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sentimentos de Vida


Estou meio perdido. Tenho que atualizar meus resumos de vida e avaliar muitas situações que mudaram. Talvez seja pelo próprio tempo ou por circunstâncias que não consegui definir ainda ou quem sabe, por decisões difíceis de serem tomadas ou mesmo impossíveis a esta altura dos acontecimentos.

O fato é que sempre dediquei minha vida primeiramente ao aprendizado, como até hoje, e com o próprio crescimento físico e idades certas, aos trabalhos que desenvolvi em cada período de vida. Mas tudo levando à meta principal, que é a família. Um sacrifício desde novo para conseguir proporcionar um bem-estar para todos, sempre, sempre. Muito trabalho, estudo e dedicação. A saúde (ou a falta dela) recebe hoje os reflexos de algumas atitudes advindas do tipo de trabalho, iniciado praticamente desde meus 15 anos de idade.

A vida é assim: quando os filhos se afastam e desenvolvem suas próprias famílias aparece certo vácuo, muitas vezes preenchido pela presença dos netos. É como se fosse uma repescagem, um resgate que ajuda a seguir em frente. Por outro lado, face à rotina e convivência pessoal o diálogo não é mais o mesmo, nem de perto. Parece que tudo se tornou apenas obrigação, ou seja, tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo e nada parece ter fim ou trazer uma saciedade, apesar de meus esforços. Observo que isso ocorre talvez em razão de uma relativa segurança.

Vou perdendo gradativamente o interesse por algumas causas, talvez motivado pelas inúmeras tentativas e resultados nada satisfatórios. Acho que acertei ao me preocupar com o equilíbrio financeiro da família, ao transmitir os princípios básicos do planejamento, em seu sentido mais amplo, e também de traçar para todos o que em minha visão seria o melhor. Pelos resultados acho que atingi este objetivo.

E continua o tempo: penso em melhorias para todos, procuro organizar, planejar e manter o que há de melhor dentro de nossas possibilidades. Mas a sensação de que estou remando contra a maré persiste. Tento repassar alguns conhecimentos de vida, mas a relutância por parte de algumas pessoas a aprender ou pelo menos a continuar tentando aprender diminui meus limites de paciência e de tolerância. Neste ponto tenho que aceitar um de meus erros, o de desejar que todas as pessoas sejam rápidas, que assimilem logo, perguntem, critiquem o que achar necessário, francamente, elogiem e apresentem ideias e soluções.   

Sempre em meus trabalhos, em especial como músico, procurei avançar o que fosse possível. E me espelhava nos melhores músicos para o alcance de melhoras. E consequentemente este meu jeito de ser, de notar falhas, apontar soluções, cobrar determinadas mudanças no estilo ou maneira de trabalhar, fez com que em diversas vezes eu ouvisse expressões do tipo: “você reclama muito nos ensaios”. E eu repliquei um dia dizendo: “E vocês nunca apontam erros”, forma pela qual nunca iremos nos desenvolver. E insistia: apontem minhas falhas porque os ensaios têm esta finalidade mesmo. São para o aperfeiçoamento, portanto muito importantes.

Aliado a estes fatores a vida, ao mesmo tempo em que o tempo e a idade nos favoreceram muito em diversos aspectos, nos proporcionaram também algumas decepções inesperadas. Tenho a impressão de que não há limites para a satisfação de todos. O copo d’água da satisfação de muita gente não enche nunca! As dificuldades aumentam na proporção em que os dias passam.

O meu saudoso e inteligente pai disse algumas vezes, quando tinha mais de 75 anos, que “há momentos para falar e outros para calar”. E eu ficava sem entender a razão dessa afirmação. Agora parece que comecei a entender perfeitamente o que ele queria dizer. O mundo é composto de vários ciclos de vida. Os mais novos se tornam adultos e quase todos pensam que sabem muito mais que os seus pais, um conceito que aqui no ocidente é muito diverso do que ocorre nos países orientais, onde existem conselhos, formados por pessoas de mais idade, que são respeitados pelos mais jovens.

Vou procurar o afastamento de certas atividades profissionais que já não fazem tanto sentido para mim como antes. Como eu tive chances de aprender os melhores caminhos para a organização do trabalho, através da atividade de Inteligência, que exerci plenamente e da qual me orgulho muito, outras pessoas não passaram pelo mesmo processo, vivências ou simplesmente não possuem características semelhantes para tal. O que é uma constatação, tendo em vista que até nossos dedos são diferentes...


Como disse no início deste texto “Estou meio perdido”. Acrescento: e ansioso também, pelo que virá a seguir nesta breve e efêmera passagem. Mas tenho certeza de que isso não é privilégio meu. Com o tempo virá para todos. E por isso mesmo temos que viver todos os instantes de forma intensa. 

domingo, 20 de agosto de 2017

As amizades virtuais e os tempos modernos


Quem diz ou aconselha que é preciso termos cuidado para não nos fecharmos ao mundo real e adotar o mundo virtual como uma fuga tem razão, em parte. Mas por outro lado, a sociedade sofre alterações dia a dia, os meios de comunicação também, as distâncias são encurtadas de certa maneira que podemos conversar com amigos, amigas, parentes, enfim, pessoas de qualquer natureza à distância. E isso é muito bom!

Sou uma pessoa que gosta de novidades e de acompanhar a evolução dos tempos. E está aí exatamente o ponto chave da história: descobri que as inúmeras redes sociais possuem particularidades diversas. E dentro deste princípio aderi a elas, gradativamente.

Em razão disso conheci várias pessoas muito interessantes, encontrei amigos e amigas que há tempos não falava, localizei muito parentes pelo Brasil afora e também encontrei espaços para colocar no mundo um pouco de minhas ideias. Através de um blog, de vídeos familiares, fotografias. A comunicação ficou muito mais fácil, não resta a menor dúvida. Quem possui o famoso Whatsapp sabe disso.

Dentro dos limites impostos pela privacidade ou pela segurança, que cada um de nós deve procurar manter, de acordo com suas próprias convicções ou necessidades, tudo isso, o Facebook, o Twitter, o Instagram, o Google Plus e outros mais, são ferramentas que ficam disponíveis para nosso bom uso. Dizem que as redes sociais fazem parte das maravilhas do mundo, pois através delas pessoas se comunicam a todo instante de qualquer lugar do planeta, compartilham suas experiências e, até no comércio, as mais inexperientes marcas fazem esforço para se comunicarem com seus clientes.

Vale dizer que as restrições a determinados temas, que aprendi no tempo em que eu era um radioamador muito ativo, tendo feito milhares de contatos que envolveram 172 países, também são até certo ponto válidas nas redes sociais de hoje em dia. Por exemplo, Política, Religião e Futebol são temas que possibilitam muitas discórdias. Mas a diferença do que existe hoje em termos de comunicação social, através das diversas redes, é que podemos e devemos externar nossos pensamentos ou ideias de forma a que não ofenda a quem conosco não concordar.

O convencimento de alguém a adotar algum conceito através de imposições ou de pressões não existe. Quando pessoas acreditam, de boa fé ou de má fé em determinada causa, não há jeito mesmo. Então o que fazer? Não aceitar provocações, evitar choques desnecessários de ideias de forma a provocar o rompimento até de amizades. E escrever sempre os conceitos, iniciando ou intermediando os termos “em meu entendimento” ou expressões similares. O que indica claramente ao leitor que ele pode ter outra ideia. E que pode apresentá-la, desde que o faça dentro dos mesmos parâmetros do respeito, educação e cordialidade.

O que virá a seguir é muito fácil. Se você acha que determinada pessoa ou grupo está prejudicando o seu espaço, simplesmente não responda e não aceite provocações. E se ao adicionar um novo amigo virtual constatar que ele também não é o que você pensava, é bem mais fácil desfazer essa amizade virtual.

Em suma, tenho as amizades virtuais como plenamente legítimas. Passo a conhecê-las primeiramente pelo espírito, que é bem desenhado através da palavra. E sempre que possível gostaria de conhecer mais a todos, o que certamente é impossível. Mas o fundamental talvez é que algumas de nossas amizades virtuais, são na realidade nossas amizades reais, as quais nossos contatos são apenas mais facilitados com o uso da tecnologia.     

(*) João Ribeiro é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); atuou também na Chefia da Segurança Orgânica, de Informática e da Documentação, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente é Diretor do Instituto Portal Messejana e escreve também em seu blog, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional. Prático e racional e com múltiplos interesses, gosta de música e aprecia Artes Marciais e a natureza, com ênfase para técnicas de sobrevivência na selva e ambientalismo.

sábado, 19 de agosto de 2017

Quem fará uma verdadeira faxina no País?

Uma difícil situação


Estamos em uma difícil situação. A economia do país foi estraçalhada em anos de má gestão, corrupção praticamente generalizada. Nunca houve neste país um número de desempregados tão grande, uma violência crescente e sem controle em todos os Estados, um crescimento avassalador do crime organizado, as áreas de Saúde e da Educação apresentando precariedades de todo tipo e com um Judiciário totalmente emperrado dentre um sem número de mazelas. Ou seja, a população brasileira come o pão que o diabo amassou.

É difícil, praticamente impossível e enfadonho enumerar tantos males no Brasil. A população brasileira, pelo que se observa, já não acredita mais nas manifestações. Acreditamos que se houvesse uma operação Lava-Jato em cada município brasileiro ainda assim seria muito difícil. Em todo lugar que se procura são encontradas irregularidades, desvios, maracutaias. Inúmeras autoridades estão altamente envolvidas com os ilícitos. A polícia vai prendendo e, por conta de recursos e interferências mil, os acusados vão sendo soltos. A impunidade é um verdadeiro combustível para o crime.

Uma reforma política necessária!

Além das inúmeras reformas propostas pelo Poder Executivo, em uma tentativa de tirar o país do buraco em que se encontra, é importante observar o comportamento da classe política, no Congresso Nacional. As prioridades são esquecidas e se trava uma eterna luta pela perpetuação dos cargos, dos mandatos, com a finalidade específica de ficar perto do Poder e dele usufruir cada vez mais. As negociatas pelos votos continuam como em outros governos. O troca-troca, o “toma lá, dá cá” são os artifícios mais utilizados como articulações e manobras políticas. Todos estão, na realidade, indiferentes para a situação do país. Como exemplo das verdadeiras imoralidades e absurdos é um juiz ganhar em um só mês mais do que R$ 500 mil reais e dizer, ao ser questionado: “pouco estou me lixando com isso. No próximo mês irei receber 750 mil e vou postar no Facebook”... A que ponto chegou o país? E tudo dentro da legalidade! Ou seja, as leis é que fornecem os aspectos legais para que as imoralidades com o erário público aconteçam.

Com 13,5 milhões de desempregados a tônica no Congresso é se o “Distritão” é melhor do que o Distrital Misto ou o que quer que seja.

O teto salarial do funcionalismo público

A lei determina que haja um teto para os salários dos servidores públicos. Mas isso na realidade nunca aconteceu, porque existem mil artifícios que tornam as inúmeras gratificações e auxílios ou penduricalhos salariais de qualquer espécie sejam incorporados aos salários.

E na situação de crise intensa o Poder Executivo pode apenas determinar os cortes em seu pessoal. Como o aumento de impostos, da contribuição previdenciária, do teto para as carreiras, valendo a ressalva: sempre com exceção dos militares. 

Ilusão geral

Todos aqueles que acreditam na representatividade dos políticos no sentido de trabalharem em prol da sociedade estão redondamente enganados. As diversas agremiações existentes, em sua maioria, estão voltadas para seus interesses. Portanto alheias ao que acontece no Brasil. Buscam apenas as condições ideais, os financiamentos de suas campanhas para se eternizarem no poder.

Em última análise, raciocine: você ser obrigado, através dos impostos que paga, a financiar as campanhas daqueles que estão eternamente espoliando o país? Ora, na verdade o certo seria que cada político ou partido fizesse, arcasse com os custos de suas campanhas. E ponto final.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Uma alegria indescritível!


Era tarde, uma brisa agradável tomava conta de nós. Tínhamos passado muito tempo conversando, com troca de olhares, sorrisos e brincadeiras. O clima de tão descontraído estava muito envolvente. Uma espécie de amor e ternura nos impregnava. Tudo aconteceu no dia nove de julho de 2017!

Passava o tempo e em nossa casa continuava o encontro, sorrisos e um sentimento que não dá mesmo para ser descrito fielmente. Com um violão por perto, uma rede que balançava ao sabor do vento naquele terraço tão gostoso e acolhedor.

O dia parecia que estava marcado para acontecer algo de novo, imaginei. Conversa vai, conversa vem, acenos e trejeitos de lado a lado, uma atmosfera ingênua, emocionante e alegre. Até nos filmamos e fotografamos para registrar aqueles momentos mágicos.

E assim a tarde foi nos envolvendo, o sol cedendo suas forças para um pôr-do-sol magnífico naquele local. Eu não poderia saber o que nos aguardava... Mas as conversas não paravam! Vários momentos de abstração total, de descontração e alegria, tudo quase ao mesmo tempo!

E eis que tinha chegado o momento da grande experiência. Foi por total iniciativa minha. Seria para ela uma grande descoberta, um pequeno passo na vida que significaria certamente uma sequência magnífica para o amanhã. E tomei a grande decisão!  

De repente, quase do nada, decidi que minha netinha Bárbara, com apenas três meses de idade, iria tocar os pezinhos no chão pela primeira vez! Eu a segurei pelos braços e delicadamente a coloquei de forma a encontrar o piso de nossa casa, simplesmente isso!

E foi lindo ver a alegria dela ao sentir aquele friozinho gostoso, que descarregava suas energias para a terra. Era como se estivesse correndo. Pela sua expressão de felicidade ela andava igualmente a todos nós! Foram momentos intensos e guardarei para sempre o sorriso de felicidade de minha querida Bárbara. Uma verdadeira princesa que já aprendi a amar muito!

A felicidade pode ser encontrada sem que a esperemos!



quinta-feira, 22 de junho de 2017

O 5º Encontro dos Filhos e Amigos de Balsas e a inesquecível apresentação do Conjunto Big Brasa no Clube Recreativo Balsense, em 1967!

  
Considerações iniciais aos filhos e amigos de Balsas – Maranhão

 (*) João Ribeiro da Silva Neto
 
Necessário este breve histórico para aqueles que não conhecem nossas origens familiares. Meu nome é João Ribeiro da Silva Neto. Meus avós, João Ribeiro da Silva, que foi uma referência local e Maria Ribeiro da Silva nasceram em Balsas, no sul do Maranhão. Os meus pais, Alberto Ribeiro da Silva e Francisca Amasile Pereira da Silva também nasceram na mesma cidade. Na cidade de Balsas as famílias praticamente todas se uniam e quase todo mundo era primo ou parente próximo ou amigo. Nas férias todos se encontravam e assim ocorriam encontros muito felizes durantes essas saudosas e inesquecíveis temporadas. 

Em razão da grande afeição pela cidade de Balsas, que o meu pai sempre manteve, além das amizades e parentescos existentes, logo surgiu a ideia de uma apresentação musical em Balsas, com o nosso Conjunto Big Brasa, fundado em abril de 1967 e que completaria hoje 50 Anos de Lembranças! O grupo nasceu com as novidades de um dos maiores movimentos musicais do Brasil, a Jovem Guarda, nos chamados “Anos 60”, o que se estende até hoje em dia marcando sempre sucesso. A intenção deste texto é unicamente associar um grande evento de amigos, em Balsas, através de uma festa organizada pelo meu primo Esmaragdo Neiva, aos 50 anos de existência do Conjunto Big Brasa e sua participação como primeiro conjunto musical da Jovem Guarda a se apresentar no Clube Recreativo Balsense, que acredito ser de muita importância para todos que preservam os aspectos culturais e históricos. Além de oferecer essas lembranças a todos os nossos amigos e parentes.

O Encontro dos Filhos e Amigos de Balsas

No dia 29 de julho de 2017 vai ser realizado mais um grande Encontro dos Filhos e Amigos de Balsas, já em sua quinta edição. O brilhante evento bienal é realizado pelo nosso primo Esmaragdo e Silva Neiva e tem conquistado mais sucesso a cada ano. A festa congrega amigos, filhos de Balsas e pessoas que admiram a cidade, muitas delas que se encontram morando em praticamente todo o Brasil.
Assim, em 2017 este Encontro será novamente realizado no Clube Recreativo Balsense! E com um detalhe, com músicas dos Anos 60 e de Jovem Guarda. O fato fez surgir uma ideia, de minha parte, no sentido de comemorar também os 50 anos da primeira apresentação em Balsas de um conjunto que utilizava as ainda não tão conhecidas “guitarras” e a música da Jovem Guarda, quando o Conjunto Big Brasa se apresentou de forma marcante e inesquecível no mesmo Clube, em Balsas, no final de 1967! Seria um registro fundamental desta participação musical em Balsas.

Em Balsas, uma festa marcante em 1967, há 50 anos, com o Conjunto Big Brasa!

O Clube que recebeu a festa com o Conjunto Big Brasa em 1967 há exatamente 50 anos ainda funciona no mesmo local da cidade, com uma estrutura bem melhor. É o conhecido Clube Recreativo Balsense (CRB). O Conjunto Big Brasa era integrado pelo Dummar, Carló, Marcos Oriá, Severino e eu (João Ribeiro). Chegamos à cidade e foi aquele sucesso estrondoso. Como grande novidade aquele grupo de jovens, muito novos, que com muito entusiasmo levavam o som de nossas guitarras. O fato de uma música nova, diferente, tocada por jovens e com instrumentos novos despertava muita atenção por parte de todos. Foto original de 1967, pertencente ao acervo do Conjunto Big Brasa.

Pensando nisso lembrei como seria importante uma homenagem para todas aquelas pessoas – e foram muitas - que participaram e incentivaram o evento, além logicamente dos componentes do grupo, (os irmãos e meus primos legítimos Carlomagno, "Carló" -in memoriam- e Adalberto Pereira Lima, ambos balsenses, que integravam o Conjunto Big Brasa de forma brilhante!  

E há outra feliz coincidência em 2017! O atual Prefeito da cidade de Balsas, Erik Silva, também meu primo e amigo, filho de José Bernardino Pereira da Silva (in memoriam), além de outras personalidades locais que deveriam ser homenageadas com os registros em meus livros que retratam a história, para que tudo pudesse ficar disponível nos centros culturais e históricos de Balsas!

E mais: a presença de componentes balsenses do Big Brasa!

E há outro motivo enriquecedor desata data. Dois componentes do Conjunto Big Brasa, que moravam em Fortaleza conosco, são de Balsas! Nada menos de que o nosso inesquecível Carlomagno Pereira Lima, o Carló (in memoriam) e seu irmão Adalberto Pereira Lima, os quais respectivamente tocavam contrabaixo e guitarra. Além disso, eu, João Ribeiro, guitarrista-solo do Big Brasa, que apesar de ter nascido em São José dos Campos, São Paulo, por uma contingência da vida, sempre me considerei balsense de coração, desde os tempos de infância até os dias atuais.

Uma verdadeira “Festa de Arromba” em Balsas, em 1967!

Os maiores entusiastas daquele evento foram sem dúvida o meu pai, Alberto Ribeiro e meu primo e amigo José Bernardino Pereira da Silva, conceituado e inesquecível médico da cidade, além de inúmeros outros parentes e amigos, como o Gonzaguinha e tantas outras pessoas. Os dois vibravam muito com a presença do Big Brasa, subiam ao palco, sendo visível a sua satisfação e gosto pela nossa apresentação, pela novidade apresentada e principalmente por sermos todos amigos e parentes! Assim o pessoal estava todo mobilizado e entusiasmado com a nossa presença.

A festa - muita curiosidade em torno das novidades!

A curiosidade e o desconhecimento de conjuntos faziam que surgissem confusões até mesmo de nomenclatura dos novos instrumentos (guitarras), quando uma pessoa da cidade perguntou para o meu pai Alberto Ribeiro, o “Mestre Alberto” como era chamado por muitos de seus amigos, logo após nossa chegada, se o nome daquele instrumento era “tarracha” ou guitarra. Ele sorriu pelo desconhecimento daquele termo e explicou direitinho, que o nome era mesmo “guitarra”. Seguimos do aeroporto de Balsas em cima de um caminhão, que rodou pelo centro e principais ruas de Balsas, acompanhado por outros carros (a maioria jipes), como uma “carreata”. O pessoal ficava olhando aquilo tudo, admirado e acenando das portas e janelas. Tudo aquilo foi realmente impressionante para nós e a responsabilidade pesava mais ainda, depois daquela recepção. E foi assim que o Big Brasa se tornou o primeiro conjunto com guitarras a se apresentar em Balsas. Daí se explicava toda aquela curiosidade e como muita gente ainda relembra com saudades dos acontecimentos.

A divulgação da festa no CRB, em Balsas, no ano de 1967!

Um panfleto circulou pela cidade, antes de nossa chegada, anunciando:

“A partir do dia 18 do corrente mês se encontrará em nosso meio o conjunto Big Brasa, autêntico representante da música popular moderna. Trata-se de um conjunto de jovens, onde figuram dois balsenses, e que vem alcançando grande sucesso no meio social de Fortaleza. Espera-se contar com o apoio integral do povo balsense para este acontecimento, que cumprirá uma dupla missão: recreativa e cultural”.

Componentes balsenses do Conjunto Big Brasa

Carlomagno Pereira Lima “Carló” - in memoriam

O nosso saudoso Carló era meu primo, amigo e cunhado. Contrabaixista do Conjunto Big Brasa, também exercia a função de um dos cantores do conjunto. Durante sua permanência fez parte da chamada “espinha dorsal” do Big Brasa. Moramos juntos por muito tempo, em Fortaleza, e o considero ainda como mais um irmão. Participamos de diversos momentos da juventude juntos, vivendo praticamente as mesmas emoções. Teve que deixar O Conjunto Big Brasa em virtude de ir cursar a faculdade na Escola de Agronomia de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde viria a se formar. Desenvolveu posteriormente projetos agrícolas em Balsas, assumiu por um período a direção técnica da Televisão Rio Balsas, afiliada da Rede Globo e foi professor de Física, Matemática e Ecologia na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em Balsas. Exerceu a função de diretor do Curso de Agronomia da UEMA.

Adalberto Pereira Lima

O Adalberto (também meu primo e irmão do Carló) depois da ida do Conjunto Big Brasa a Balsas teve seu ingresso no Big Brasa no final de 1967, quando chegou a Fortaleza para estudar, pouco depois de nossa estada em Balsas. Preparou-se para ingressar no conjunto, aprendendo violão. Ao chegar, logo assumiu a função de guitarrista-base. Após algum tempo, em vista da necessidade do próprio conjunto em razão da falta de tecladistas e também de um  acidente automobilístico com ele ocorrido no autódromo de Fortaleza, passou a tocar órgão eletrônico, instrumento que aprendeu rapidamente. O Adalberto também fez parte da estrutura básica do conjunto por muito tempo. Além de tocar no conjunto, dirigia com grande habilidade, dividindo comigo a responsabilidade de levar e trazer “numa boa” todo o grupo para as viagens que fazíamos. Passamos por inúmeras situações difíceis, ao volante, mas graças a Deus sempre nos saímos bem. Hoje em dia é engenheiro agrônomo e mora em Fortaleza. Residiu em Balsas por muitos anos, onde exerceu função pública de Chefia no Instituto de Terras do Maranhão (ITERMA); também foi professor de Química e Biologia na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Atualmente é consultor da Tijuca Alimentos, grande empresa produtora de ovos e frangos do Estado do Ceará.

 
João Ribeiro da Silva Neto – (Beiró) - guitarrista-solo, tecladista e vocalista. Desde novo estudou música e se dedicou  à profissão com todo o entusiasmo possível. Como guitarrista-solo do conjunto usava sua guitarra para “tirar” todos os sons possíveis. E tentava os sons “impossíveis” com o auxílio de pedais de efeitos diversos. Pelos solos, efeitos e improvisos agressivos, chegou a ser considerado como um dos melhores guitarristas do Norte e Nordeste, segundo comentários da imprensa local sobre o meio artístico e publicação da TV Rádio e Revista. Em um dos shows do cantor Ednardo Sousa, no Teatro José de Alencar foi muito aplaudido por um dos improvisos na guitarra. Seu objetivo como músico era o profissionalismo: ser um músico correto, tanto com seus companheiros quanto com o público em geral. Sempre buscou o aprimoramento das técnicas musicais, procurando fazer o melhor possível dentro das possibilidades existentes. O que hoje em dia se chama de “Qualidade Total”, cujo princípio é, “fazer certo da primeira vez”. João Ribeiro, talvez por intuição, já empregava esses conceitos naquela época.

Três livros sobre o Conjunto Big Brasa

E continuam as comemorações relativas aos 50 Anos do Conjunto Big Brasa. A história completa do Conjunto Big Brasa, escrita por mim, João Ribeiro da Silva Neto, está em três livros sobre o período. Os mais recentes lançados em abril de 2017. Vale dizer que estas publicações são únicas em todo o Estado do Ceará e representam registros históricos e culturais de um período muito importante da música, os chamados Anos 60 e a Jovem Guarda!




Algumas das pessoas da comunidade de Balsas, muitos deles nossos parentes, que também incentivaram este grande evento realizado em 1967, no Clube Recreativo de Balsas (CRB) com o Conjunto Big Brasa.

Antonio Adolfo
Elísio Coelho
Francisco Coelho
Isaura Fonseca
Joaquim Coelho Júnior
Júnior Coelho
Lourdes Santos
Lucíola Santos
Luís Pires
Nathan Botelho
Nizete Queiroz
Vânia Solino Coelho
Wagner Pires Coelho
Wálber Queiroz
Walter Queiroz
Wellington Fonseca

(In memoriam) – em ordem alfabética

Alberto Ribeiro da Silva
Aluísio Soares
Antonio Pires
Geminiano (Gimi)
Gonzaguinha Pereira
Joaquim Coelho
José Bernardino Pereira da Silva
Leonizar Braúna
Moisés Coelho
Pedro Ulisses Coelho
Perolina Milhomem Coelho
Pimba
Raimundo Chaves


(*) João Ribeiro da Silva Neto: é formado em Música, guitarrista-solo e posteriormente tecladista do Conjunto Musical Big Brasa, banda que marcou forte presença em Fortaleza e no nordeste nos Anos 60 (Jovem Guarda); posteriormente desenvolveu a sua prática em diversos instrumentos musicais e foi por alguns anos produtor musical na televisão cearense na TV Ceará, Canal 2, da extinta Rede Tupi de Televisão e ainda sonoplasta na Televisão Educativa do Ceará (TVE).    

O autor dos livros sobre o Conjunto Big Brasa gosta também das atividades de Inteligência, eletrônica, radioamadorismo e tecnologia. Aprecia os esportes radicais, tiro ao alvo, viagens e aventuras na natureza. Com muita simplicidade diz que gosta também de escrever alguma coisa que possa servir de conhecimento para a sociedade em geral. 

Mantêm como registros musicais três livros sobre o Conjunto Musical Big Brasa, de Fortaleza, Ceará, obras únicas no cenário musical e literário cearense sobre o  assunto. 
Curte bastante o trabalho em edição de imagens, sonoplastia e toda a área técnica. 

Mantém publicações em diversas mídias a respeito do Conjunto Big Brasa no Portal Messejana, em Destaques, 20 Anos de Embalo! No Youtube, um espaço para sua eterna paixão – o Conjunto Musical Big Brasa.

Exerceu também por anos o cargo de Analista de Informações do Ministério do Trabalho, hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); atuou na Chefia da Segurança Orgânica, de Informática e da Documentação, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente é Diretor do Instituto Portal Messejana e escreve também no Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional. Prático e racional e com múltiplos interesses, defende com entusiasmo as causas em favor do Brasil, gosta de música e aprecia Artes Marciais e a natureza, com ênfase para técnicas de sobrevivência na selva e ambientalismo.

Atualmente tem o Portal Messejana, site do Instituto Portal Messejana, como uma de suas atividades principais. A fotografia digital como sua atividade mais prazerosa. Procura manter coleções de fotografias no Flickr e algumas delas já foram selecionadas pelo Getty Images.

No Instituto Portal Messejana (http://www.portalmessejana.com.br) João Ribeiro desenvolve a parte técnica e a direção editorial, área muito interessante por ser de utilidade pública.  


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Conheça sua realidade e seus limites

Quando você deve olhar para baixo?
 
Desde minha juventude ouvi expressões do tipo: “você deve sempre olhar para frente, para cima e nunca para baixo”. Por algum tempo assimilei essa orientação e pensava assim também, seguindo a orientação de pessoas que eu considerava mais experientes. Mas ao longo de minha existência e das próprias experiências de vida comecei a observar que todos nós possuímos sonhos a alcançar e metas a serem atingidas e que alguns objetivos não serão alcançados, certamente. A consciência disso tudo é saber e admitir esta verdade desde cedo. E que devemos olhar para cima, mas também para baixo, principalmente para estabelecer um ponto de equilíbrio, fazer comparações e assimilar referências.

A felicidade pode ser encontrada em diversos níveis. No convívio e no relacionamento com as pessoas, no trabalho, em família, como também por conquistas materiais obtidas. Mas não é só isso: com a maturação de nossa personalidade devemos ter convicção de que os momentos felizes não serão uma constância em nossas vidas. Então volta a pergunta inicial: Quando você deve olhar para baixo?

E a resposta é simples. A observação dos povos, de tudo aquilo que ocorre com as pessoas no mundo inteiro, em diversos países ou mesmo perto de onde estamos, na mesma cidade, talvez muito próximo de nós. Examine vários aspectos nos locais onde você vive, por exemplo: podem existir pessoas extremamente abastadas, mas ao mesmo tempo outras ditas remediadas e uma classe muito carente. E as comparações, se você fizer uma reflexão, serão inevitáveis.

Conhecer seus limites, isso poderá ser a chave da felicidade!

Se uma pessoa viaja muito para o exterior, não significa que ela seja feliz e você não. Ao mesmo tempo, se você não consegue os mesmos objetivos materiais, mas tem saúde, isso pode ser o motor de sua boa vida. Vamos exemplificar com os esportes. Um corredor campeão, em qualquer modalidade, tem que possuir as características para o sucesso obtido. Muitos treinos, altura adequada para o tipo de corrida, comprimento das pernas, desenvolvimento de sua musculatura entre várias outras condicionantes. Caso você queira também competir e se igualar àquele vencedor pode ser barrado simplesmente por não possuir uma ou mais características físicas exigidas para aquele esporte. Então o que fazer? Conhecer seus limites! Não pode ser um corredor? Então procure ser o melhor em outra atividade e seja feliz. Li alguns textos que falam muito da importância de sabermos diferenciar o que é importante do que é famoso. Você pode ser muito importante na vida... E não ser nenhum pouco famoso. E daí? O que vale é a sua felicidade e os benefícios que ela incorpora ao seu espírito e personalidade. Observe a felicidade existente em algumas populações muito sofridas, que se contentam apenas em ter água, por exemplo. E ficam extremamente quando conseguem aquele benefício. Por outro lado aqueles que possuem tudo, mas visivelmente demonstram sua infelicidade, talvez mesmo pela ganância de sempre desejar mais!

Quando olhar para baixo?

Se em determinado momento ou circunstância você se sentir deprimido, insatisfeito, triste ou infeliz com alguma situação, é o momento exato para isso. Olhe para baixo! Examine calmamente as pessoas que se encontram em situação incomparavelmente pior do que a sua! Não para se alegrar com isso, mas para que saiba onde exatamente você está e valorize sua vida, suas condições. Faltou alguma coisa em casa e você reclamou? Pare e pense que existem milhares de pessoas que nem mesmo lares possuem! E tenha a imediata consciência de que você é um felizardo.

Então não devemos nunca olhar para cima?

Não, não é exatamente isso que disse. Nós devemos sempre buscar nossas melhoras! Um operário em grau de aprendiz de uma indústria deve procurar fazer sempre o melhor para aprender, evoluir, conquistar novos espaços e chegar aos mais altos níveis possíveis dentro de sua área. Mas ao mesmo tempo se este operário tem algum percalço no caminho não deverá desanimar nunca. E para que aumente seu grau de felicidade, por exemplo, ter a consciência de que está sendo aprendiz e tem a chance de evoluir, enquanto milhões de pessoas nem mesmo emprego possuem e assim ficam impossibilitadas de ter o mesmo acesso funcional.

O valor da felicidade

Eu, por exemplo, conheço algumas de minhas limitações. Quanto aos conhecimentos, tenho a plena consciência de que poderia ter aprendido mais. De ter realizado muito mais. A vida me proporcionou este sentimento e a idade da razão talvez contribua com o discernimento encontrado. Mas, apesar da mente ser dinâmica e seu processamento de dados incrivelmente bem feito, seu exercício constante com o enriquecimento de novos valores é necessário e muito benéfico. Enfim, conhecendo em profundidade o nosso potencial e limites, teremos mais chances de viver mais felizes por mais tempo.    




Estou muito feliz por ter escrito estas palavras, no sentido de que este texto faça alguém raciocinar mais um pouco e assimilar algo de bom. E a felicidade se torna maior quando sabemos que há meios para compartilhar nossas ideias com as novas tecnologias! Aprenda a conhecer e administrar seus limites e seja feliz com eles!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O que existe do outro lado da vida?


Uma interrogação que nos acompanhará sempre. Muito embora haja várias explicações, provenientes de doutrinas diversas. É sabido que Jesus disse “na casa de meu pai há muitas moradas” (João, 14), o que me leva a racionar da seguinte forma. Dependendo do grau de evolução de cada um de nós, a morada será em determinado nível, esfera. Em meu modesto entendimento acho que dificilmente, depois de nossa grande viagem, encontraríamos todos os nossos conhecidos desta efêmera e célere passagem terrena. Muitas pessoas escrevem sobre as vidas passadas, quem poderíamos ter sido em vidas anteriores, como reconhecer almas gêmeas e assuntos correlatos. Minha reflexão é, entretanto, sobre o que encontraremos em nossa próxima existência.

Estou agora sem nenhum ascendente em minha família, no que diz respeito a meus pais, que não mais estão conosco e todos os meus tios e tias. E em minhas reflexões isso tudo gerou certa e natural ansiedade, pelo fato de não sabermos o que nos aguardará em nossa próxima vida. Tenho certeza íntima de que há mesmo vários mundos. Costumo idealizar, para fins de conversas sobre o assunto, uma figura de um globo terrestre, com múltiplas camadas superiores. As definições de quais pessoas iriam para essas camadas seriam baseadas pelos avanços que tenhamos conseguido em nossa vida terrena. Tal fato explicaria, por exemplo, por que motivo espíritos mais evoluídos não têm mais nenhum contato ou vínculo conosco. Esses espíritos estariam em uma esfera mais elevada, sem a necessidade nenhuma dessas ligações e se aproximando cada vez mais da energia suprema, do que poderíamos chamar de Deus. Seriam então os espíritos de luz. Por outro lado existiriam outros níveis, “moradas”, cuja possibilidade de eventuais contatos mediúnicos, por exemplo, seriam possíveis.   

Em uma concepção própria, associei os conhecimentos existentes em nosso cérebro, nossas conexões, aquilo que armazenamos ao longo de nossa existência terrena. Dessa forma o nosso espírito estaria intimamente ligado à nossa mente, como um dispositivo fantástico de armazenamento de dados. Mas a pergunta é essa: e quando morremos o que acontece? Penso que a maior parte dos dados ficaria perdida, particularmente aqueles ligados a assuntos considerados banais para a essência do espírito. Mas o que restaria então? Penso que há uma cópia de segurança apenas dos fatos significativos de nossa existência, ou seja, aquilo que realmente poderíamos reutilizar. Um “backup”, como nós podemos fazer em nossos computadores, mas no caso humano uma imagem dos principais dados ficaria gravada em nosso espírito.

Uma planilha espiritual. Tal qual organizamos nossas vidas durante nossa passagem pela Terra, deve haver um controle espiritual individualizado para uma espécie de pontuação por nossas ações. Os resultados seriam logicamente as indicações para as moradas que ficaríamos após nossa Grande Viagem.   

Mistério, essa é a palavra fundamental. O meu pai, que lia bastante sobre o assunto e conversava com as outras pessoas sempre que podia, achava que “no dia em que o homem descobrisse a origem da vida e o fim da vida” o mundo ficaria insustentável. Para ele o homem nunca chegará a respostas definitivas, apesar das inúmeras teses, pensamentos e doutrinas sobre o tema. E eu concordo com os pensamentos dele.

Há anos que se fala sobre a possibilidade de os deuses que possivelmente visitaram a terra terem sido astronautas, vindos de outros mundos. Podemos acreditar nessas teses e nessas evidências, sem que nossas convicções religiosas sejam abaladas? Em meu entendimento sim! A concepção de Deus está muito longe do alcance do ser humano. Portanto, a criação da vida terrestre através do povoamento de diversos locais com diferentes raças é perfeitamente possível. Tudo controlado por Deus.  


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Situação do Brasil continua muito difícil!

Temos que ser realistas. O natal passou, Papai Noel foi embora, o ano de 2016 acabou e o Réveillon também. Estamos em 2017. Mas a situação do Brasil continua muito complicada, o que todo mundo já sabe. Seria excelente se pudéssemos escrever apenas coisas boas, que acontecem em países desenvolvidos, mas a verdade é imperiosa. Reserve um tempo para tomar conhecimento deste contexto, que é de impressionar. Vejamos apenas algumas condicionantes...

O mercado de trabalho e suas nuances

Poucas pessoas sabem na realidade o que é um Posto de Trabalho. É representado por uma vaga que pode ser ocupada por alguém. Assim, um frentista de posto de gasolina, um vendedor de loja, todos ocupam os chamados postos de trabalho. Muito bem, pois o Brasil perdeu, em 2016, cerca de 800 mil postos de trabalho. Vagas que eram ocupadas e que deixaram de existir. O Comércio encolheu, demitiu muita gente e fechou postos de trabalho. Da mesma forma a Indústria, que demitiu muito e diminuiu suas atividades.  

Aliado a esta diminuição dos Postos de Trabalho há o seguinte: todos os dias centenas ou milhares de pessoas completam 18 anos! E logo vão ao Ministério do Trabalho para “tirar” suas carteiras profissionais e procurar um primeiro emprego. Dessas pessoas, poucas conseguem. O restante vai se somar aos 12 milhões de desempregados em todo o país. Ou seja: o contingente de mão-de-obra desempregada aumenta cada vez mais. No dia seguinte a história se repete – mais pessoas completam 18 anos e vão procurar emprego. Resultado: todos os dias o contingente de desempregados aumenta. E com isso os problemas sociais decorrentes da situação. Estes dados são controlados pelo Ministério do Trabalho em um cadastro, o CGED – Cadastro Geral de Empregados e Demitidos. Para que a situação volte ao normal seria preciso a criação de milhares de novos postos de trabalho em todo o país, além de cursos de qualificação profissional para a recolocação desses 12 milhões de desempregados de volta...

As áreas da Saúde, da Segurança Pública e da Educação também encontram grandes dificuldades. A Segurança Pública perde uma batalha para o crime organizado. Não há polícia suficiente para garantir a segurança populacional, nossas vidas. E o crime avança, o tráfico de drogas também, lamentavelmente.

A seca no Ceará e em boa parte do Nordeste

Como se não bastasse a situação complicada estamos há cinco anos em meio a uma seca no Ceará, que está dizimando o nosso povo, acabando com nossas reservas de água e dificultando a vida das pessoas que moram no interior, especialmente. E ainda com as perspectivas sombrias para um novo ano de estiagem.

Como os políticos se comportam?

A classe política está totalmente desacreditada por muitos. As exceções são raras. Nossos representantes se preocupam efetivamente em manter suas benesses. Trabalham pouco e ganham muito. E tem os quadros não compatíveis com o país. É muita gente que poderia ser dispensada. Pelo menos uns 70 por cento de vereadores, deputados, senadores (juntamente com aqueles que os cercam) poderiam ser dispensados. Não sentiríamos falta alguma. Elo contrário. Alívio é o que dariam para a Nação. E como os maus políticos não se importam nem um pouco com a excessiva carga tributária que pagamos?

Nossas leis, como estão?

Mal. Quase na UTI. Algumas ultrapassadas, outras ineficientes e mais ainda que não são cumpridas. O sentimento de impunidade que o quadro leva para a população é enorme, o desânimo, pois não sabemos a quem apelar. O Judiciário é extremamente lento e não dá conta de tudo que acontece. As leis não são iguais para todos. Além dos foros privilegiados há que se destacar casos onde os acusados detém poder e conseguem a contratação de bons advogados para os livrar de tudo. Os que nada possuem vão para a vala comum.

O medo quase que generalizado

Hoje em dia o cidadão teme ao abastecer seu carro em um posto de gasolina, ao comprar um remédio em uma farmácia, ao chegar ou sair de sua própria casa, ao retirar dinheiro em uma agência bancária, ao praticar caminhadas para se exercitar. Os índices de diminuição da criminalidade apresentados são ridículos. As agências bancárias que são explodidas sistematicamente em todo o país dificultam a circulação do dinheiro entre as pessoas e o comércio, além de expor a população, que pode se tornar refém a qualquer momento nos assaltos. Uma calamidade.

O falido Sistema Prisional brasileiro

Na outra ponta o Sistema Prisional, que está completamente falido. O Estado não consegue reeducar o preso. Assim são formadas em todo o território nacional verdadeiras escolas do crime onde amontoados de pessoas ficam reclusas, em um ambiente inadequado e sem ter o que fazer. Meliantes de alta periculosidade misturados a outros que cometeram pequenos delitos. Tudo “junto e misturado”... As facções criminosas comandam os presídios. Usam as suas instalações para comandar o crime organizado através de telefones celulares. Um verdadeiro absurdo.

O cidadão de bem, sem proteção

No meio de tudo está o cidadão de bem. Está sim, desamparado até pelo direito de sua própria defesa, de portar uma arma. Alguns, a depender do poder aquisitivo, vivem em residências que mais parecem fortalezas, com muros altos, cercas elétricas, alarmes, câmeras, para tentar se defender dos criminosos. Idênticas prisões domiciliares. Quando saem para o trabalho enfrentam em todas as situações a marginalidade, armada, cruel e implacável. E continua o Estatuto do Desarmamento a vigorar, dificultando o acesso a armas por parte de cidadãos do bem. Enquanto os criminosos conseguem todo e qualquer tipo de armamento, muitas vezes com maior poder de fogo e de destruição do que as próprias polícias.

A Polícia e as leis que dificultam o seu importante trabalho

Uma polícia militar que desenvolve ações de repressão ao crime. Prende várias vezes a mesma pessoa. Por exemplo, os menores de idade, protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Adolescentes que na sua “inocência” atiram e matam cidadãos em diferentes oportunidades. E matam policiais. E matam seus rivais de facção. E nada acontece. Passam pouco tempo apreendidos e logo voltam ao convício da sociedade. Aos 18 anos todos estão com a Ficha Limpa... E a Polícia Civil, em quase todos os Estados, incapacitada de terminar suas investigações, seus inquéritos, por falta extrema de pessoal, de material, de estrutura e de meios para isso. Milhares de crimes ficam impunes eternamente, uma triste constatação. Apesar de valorosos e competentes policiais, de ambas as forças, não possuem contingente para enfrentar a guerra contra o crime.

A corrupção desenfreada

Diariamente mais casos são noticiados nos diversos Estados da Federação envolvendo empresários, políticos, doleiros, comerciantes, fiscais e uma gama de pessoas na corrupção. A operação Lava Jato faz o que pode. Mas a Justiça não acompanha o seu ritmo. De um modo geral se sabe que são milhões de processos parados em todas as esferas judiciais. As ações se arrastam até que cheguem a seu término com os acusados livres de tudo, muitos por terem os prazos prescritos.

Há esperança?

Como o Brasil tem um potencial grande há que sair da crise e reverter a situação que se encontra. Mas em um tempo que a maioria de nós talvez não alcance.