sábado, 17 de dezembro de 2016

O radioamadorismo em minha vida, muitos contatos no mundo inteiro!

O que é radioamadorismo

Hoje em dia pouca gente sabe o que é um Radioamador! E o que é radioamadorismo. Conforme está nos dicionários, o radioamadorismo basicamente é um serviço de radiocomunicações, destinado ao treinamento próprio, à intercomunicação e a investigações técnicas, levadas a efeito por amadores devidamente autorizados, interessados na radiotécnica a título pessoal como hobby que não visam qualquer objetivo pecuniário ou comercial ligado à exploração do serviço, inclusive utilizando estações espaciais situadas em satélites da Terra. Radioamador, portanto, é chamada a pessoa que utiliza transceptores de rádio comunicação destinados a este fim. Na atualidade os radioamadores utilizam até satélites que destinam frequências para esta finalidade específica.

As estações de radioamador

Existem estações de radioamador desde as mais simples, passando por intermediárias até chegar àqueles sofisticadas ao extremo, com equipamento de última geração, com utilização de poderosas antenas, transceptores e satélites. Mas todas partem de uma vontade e de um interesse igual – fazer amizade e servir ao próximo, além de conhecer outras culturas e se aventurar por contatos diversos em múltiplos países do mundo.

As minhas estações de radioamador foram bastante simples. Na foto ao lado minha filha, ainda muito nova, ouvindo os sons de uma transmissão e achando tudo muito engraçado. Começaram com alguns equipamentos transceptores e antenas caseiras. Depois melhoraram um pouco com transceptores melhores e mais potentes, com antenas que possuíam rotores para direcioná-las automaticamente. Os trabalhos de montagem de antenas, de torres, geralmente eram compartilhados e os amigos se ajudavam mutuamente nas tarefas. O espírito de solidariedade sempre foi mantido até hoje.   

O Código “Q”

Neste texto empregarei algumas combinações pertencentes ao Código “Q”. Você certamente ouviu falar QAP ou QSL, certo? O Código “Q” é uma  linguagem é utilizada como padrão na comunicação via rádio, inclusive pelas forças de segurança pública e defesa social, e a sua utilização da forma correta facilita o entendimento das mensagens, diminuindo o tempo de transmissão de dados. A linguagem do Q, assim também conhecida, é bastante importante para diminuir os erros muito comuns de transmissão da informação pela linguagem falada e os seus equívocos no entendimento.

Iniciando como “PX”, na Faixa do Cidadão

Muito bem, em minha juventude, época em que despertei meu interesse de forma mais forte pela eletrônica (trabalhava como músico, como sonoplasta na TV Educativa do Ceará (TVE) e essas atividades se interligavam de muitas formas. Equipamentos diversos, amplificadores, mesas de áudio, mesas de vídeo, máquinas de videotape, câmeras de televisão, transmissões via rádio, telegrafia... Tudo isso me fascinava.

Dito isso, um dia à tarde (lembro perfeitamente) eu estava de saída do expediente na TVE quando encontrei alguns bons amigos do trabalho (cuja amizade perdura até hoje), José Roberto e Paulo César, que estavam falando de um carro para outro lugar. Cheguei perto deles muito curioso e admirado, ao tempo que observava, perguntei algo assim: “como vocês estão falando?” E logo recebi a rápida explicação do Zé Roberto nos deu. (Ele, que se tornaria mais à frente um dos engenheiros eletrônicos mais capacitados do Ceará, com o seu irmão Paulo César, que nós chamávamos simplesmente de Paulinho). Disse o Zé Roberto que estavam falando com um equipamento de transmissão que operava na Faixa do Cidadão, ou “PX” como se falava também. Esse equipamento se não me engano tinha apenas 6 canais, pois era um dos primeiros que cheguei a ver. O “contágio” foi impressionante. Quis logo saber como poderia participar, adquirir um “PX” e entrar para o radioamadorismo. E assim foi o meu ingresso como operador da Faixa do Cidadão (PX7-10.245, que era o meu prefixo, como QRA – nome do operador: Silva Neto. Na foto acima os meus tios Raimundo e João, em São José dos Campos, São Paulo, na estação de radioamador deles. 

Entrosado como éramos em tudo o que se referia à eletrônica logo aprendi muito com eles e com outros amigos, como o Brito – de prefixo PT7-BLZ – que ele dizia “Brasil Zona Leste” - (in memoriam), que era eletricista da TVE. E depois disso muitos amigos, como o Daniel Menezes, PT7-CLN, o Delano Gondim, PT7-BZK e tantos outros. Aprendi tanto na parte técnica e eletrônica, quando montávamos acessórios, como através de seus exemplos de companheirismo e amizade, pelo que agradeço sempre. E espero ter retribuído isso de alguma forma ao longo dos anos em que me dediquei muito a esta atividade.

O aperfeiçoamento e a evolução para Radioamador Classe “A”

Instalei equipamentos de transmissão em meu corcel e também montei uma pequena estação de radioamador em casa. E de qualquer local que eu trafegava poderia facilmente manter contato com minha residência, com outros radioamadores ou até mesmo entrar em contato com a Rede de Emergência da Polícia, para avisar sobre alguma ocorrência ou eventualmente até pedir apoio, se necessário. Na foto ao lado uma de minhas primeiras estações, com amigos radioamadores. Na parede os cartões de QSL de várias localidades. 

Os equipamentos

E os transceptores foram se sucedendo, o aprendizado também. E aí vieram as antenas, a construção dos melhores modelos, o conhecimento das famosas ondas estacionárias, os amplificadores de potência, os amplificadores de áudio para os microfones e uma parafernália de eletrônicos que utilizamos todos. As experiências eram trocadas no dia a dia. Logo os conhecimentos eram compartilhados. A ajuda entre todos era constante. E nossa amizade também.

O Código Morse

O Código Morse, inventado pela pessoa do mesmo nome, é um sistema de representação de letras, números e sinais através de sons curtos e longos, que poderiam ser enviados eletronicamente de um ponto a outro ou através de sinais de rádio. Esse sistema é composto por todas as letras do alfabeto e todos os números. Os caracteres são representados por uma combinação específica de pontos e traços, sendo que para formar as palavras o operador tem que realizar a combinação correta de símbolos.
Em razão de meu interesse, aprendi rapidamente e logo me interessei pelo Radioamadorismo mais técnico, que necessitava de licenças do antigo Departamento Nacional de Telecomunicações (DENTEL), para operação nas classes “B” e “A”, a mais completa. Comecei a aprender o código “Morse” para transmissões telegráficas (que era exigido nos exames do Dentel). Nos intervalos do expediente na TV, em minha sala de sonoplastia, eu tinha um manipulador de código Morse, um pequeno aparelho que usávamos para o exercício de transmissões. Um dos técnicos da TVE, que não lembro o nome, tinha sido telegrafista de Rede Ferroviária do Ceará e me passava muitas dicas. Enquanto ele fazia seu serviço ficava ouvindo o que eu transmitia (textos de livros, apenas para treinar). O cara sabia tanto e tinha um ouvido espetacular que, mesmo de costas para mim dizia: “repete o “r” porque não está bem escrito... Ou: “alonga mais o final do “N”... Coisas assim.

Os exames no Dentel

Prestei sucessivos exames, primeiramente para a Classe “B” (feito em Teresina, no Piauí) e depois para a Classe “A”, realizado em Juazeiro do Norte, Ceará. Com a aprovação poderia utilizar todas as freqüências de rádio para a classe. Sendo bem sucedido recebi o prefixo PT7-JSN (que alguns chamavam no rádio baseados nas iniciais, de “Jovem Silva Neto” ou Jesus Salvador Nosso (JSN).

A assim foram muitos e bons anos. Atuando na Faixa do Cidadão os radioamadores ajudavam a Rede de Emergência da Polícia Militar (PX7-REC) pelo fato de os “PX” informarem ocorrências de vários pontos da cidade para a Rede de Emergência (equivalente hoje aos Whatsapp e similares).

Os contatos à longa distância (“DX”)

Em estações residenciais mantínhamos contatos com o país inteiro e também com o mundo todo. Era questão apenas de mudar a frequência de alcance e o posicionamento da antena, quase sempre direcional. E eu consegui manter milhares de contatos Brasil afora e pelo mundo todo! Em minha estação eu exibia os cartões postais recebidos, além dos “QSL” que eram cartões de confirmação de contato que em cada um “QSO” (comunicação, conversa) inicial o radioamador tinha por ética enviar depois de cada contato mantido. Foram 171 países com os quais mantive contatos, com centenas de cidades pelo mundo afora. E todos esses contatos confirmados através do recebimento de cartões de “QSL” (confirmações) os quais guardo até hoje. No Brasil nem se fala porque centenas de contatos eram mantidos com os diversos estados. Eu tive que organizar um fichário para registrar todos os contatos, em ordem alfabética, para não esquecer datas, nomes e outros detalhes dos amigos e amigas quando de futuras conversações.  Em um dos períodos mantive uma torre de 25 metros, triangular, que suportava antenas para várias frequências de rádio.
  

O Call Book

O Call Book era essencial para a conferência de dados dos radioamadores do mundo inteiro. Pois o cadastro (como uma agenda telefônica) estava lá, de todos os países. Assim podíamos tirar alguma dúvida no momento de enviar o QSL (que era o cartão de confirmação de contato) para os amigos. Se durante a transmissão a propagação pelo rádio ficava mais difícil ou com chiados nós por vezes não entendíamos algum número, ou o detalhe que fosse. Apenas para fins de simples registro para os leigos, Propagação é o que os radioamadores usam para determinar quando existem meios ideais para uma boa comunicação, tendo em vista que as ondas de rádio sofrem interferência do sol que varia muito de épocas do ano, localidades etc. Então quando os radioamadores falam que a “propagação” não está boa, significa dizer que há muitas interferências (QRM) nos contatos.

O radioamadorismo na família inteira

A vontade e o interesse de ter uma comunicação mais fácil se espalhou pela família. Meu tio Raimundo Ribeiro da Silva e meu pai Alberto Ribeiro da Silva também estudaram e prestaram exames no Dentel, conseguindo suas licenças para operar como radioamadores. Eu conversava como Tio Raimundo e com o papai sempre. Eles gostavam muito das “rodadas” dos radioamadores, que eram encontros em horários determinados para que grupos conversassem. Mais ou menos com as redes sociais de hoje, com a diferença de que os contatos eram mais reais, porque as pessoas conversavam entre si e as emoções podiam ser percebidas pelo tom de voz, essas coisas. O tio Antonio Ribeiro (in memoriam) também foi radioamador. E usava o rádio, além de tudo, para conversar com o filho dele que era militar e serviu muitos anos em áreas de fronteira onde as comunicações não eram muito boas nos idos tempos... 

Cheguei também a me corresponder por um período com um radioamador inglês que morava a 30 quilômetros de Londres. Martin Brooks era seu nome. Conhecíamos a família dele, pelo rádio, as filhas dele cantavam e tocavam flauta. E um italiano, que conhecia muito meu filho Alberto Neto, ainda pequeno, se dizia “avô internacional” dele. 

Utilidade pública do radioamadorismo

Vale destacar que o serviço de radioamadorismo não se presta apenas para diversão. É também de extrema utilidade pública. Houve épocas e ainda hoje existem locais que não recebem redes de comunicação e dependem exclusivamente de radioamadores para se comunicar. Por outro lado a solidariedade via radioamadorismo é incrível! Muitas vezes um radioamador recebe um pedido de um medicamento que está em falta ou nem mesmo existem em determinado local. Através de seus contatos consegue os medicamentos e os envia, por meio próprio ou por intermédio de terceiros, todos fazendo parte de uma grande rede assistencial voltada para o benefício da comunidade. Quantas oportunidades os radioamadores enviaram pedidos de socorro dando conta de acidentes em localidades de difícil acesso e sem comunicação! Em algumas vezes cheguei a participar de ações desta natureza.

Guardo com saudade ainda alguns equipamentos de radioamador e quem sabe possa montar novamente uma estação de rádio e reativar os contatos e as amizades. Fica neste texto o registro de uma eterna gratidão aos amigos da Faixa Cidadão e aos amigos Radioamadores, pelo convívio, pelas experiências trocadas e por uma fase muito interessante e que marcou minha vida, particularmente por forçar o aprendizado e o treino constante do idioma inglês para os contatos internacionais.

Na oportunidade envio a todos um forte 73/51 extensivos a todo o “QTH” familiar, QSL?   

Dedico estas palavras a meus amigos radioamadores que incentivaram o meu desenvolvimento neste campo. Desejando que muita paz e saúde os atinjam sempre em seus lares, onde quer que estejam neste momento.

SILVA NETO – PT7-JSN

QRA: Silva Neto – prefixo indicativo: PT7-JSN

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Um momento indescritível

Imagine quando você sente verdadeiramente que viveu em um sonho!
Um acontecimento ímpar, maravilhoso.

Consegue projetar uma imagem assim?

Isto aconteceu comigo uma vez na vida, por alguns segundos. Recebi um abraço, com muita amizade! Foi algo sublime e puro. Mesmo com a rapidez de um raio foi marcante e significativo. A presença rápida, o olhar, a fragrância, como se fossem transportados em um repentino feixe de luz, que transportava múltiplas cores de afeto. E deixou aquela impressão de que aquilo teria acontecido de forma real!

Um incrível turbilhão de pensamentos aflorou rapidamente. Tudo sem ter nexo com a vida real, mas dentro daquele contexto mágico de amizade pura, de ternura! Uma fração de segundo que fez desencadear várias boas sensações, todos indescritíveis. Senti estas impressões como se ainda fosse muito jovem. Fazendo minha imaginação voar intensamente por caminhos que outrora conhecia. Intensa pureza, difícil mesmo de descrever. E um sentimento de paz veio em seguida.

Nada foi planejado e tudo mais pareceu um encontro angelical. Mas do mesmo modo que aquele paraíso momentâneo chegou os segundos depois, os minutos e as horas passaram. E o tempo foi dissipando aquela imagem linda e radiante que chegou muito próximo de meu rosto. A realidade e a sensatez nos fazem interpretar tudo como um sonho espetacular, mas a vida real nos leva a pisar firme e ficar apenas com as lembranças daqueles poucos instantes, embora que eternizados em minha memória. O que poderia em um breve sonho ser uma realidade inteira logo deixou apenas sua marca.

O tempo pode acionar mecanismos diversos nas relações. Inclusive trazendo uma distância relativa entre você e quem você está perto fisicamente. E ao mesmo tempo aproximar espíritos através de uma amizade sólida, mas que em alguns momentos trazem sentimentos incríveis, muito bons, mas que podem ocasionar pequenos conflitos mentais tão logo despertamos para a realidade. Mas isto aconteceu, eu tive este sonho e ele me proporcionou vários sentimentos em um só. Como explicar pela escrita?

Impossível.

"O afeto conduz a alma assim como os pés conduzem o corpo" (frase muito interessante, encontrada na internet).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O espírito de Natal está desvirtuado

Mensagem de Natal. Todos os anos em nossos encontros familiares de Natal eu costumo escrever pequenos textos com algumas observações sobre a época natalina. Em alguns deles abordei o tema me referindo ao mercantilismo que as festividades natalinas provocam nas pessoas, induzindo a todos para comprar presentes e a comemorar o Natal de uma forma um pouco distorcida. Insisto em dizer que as comemorações do Natal não condizem com a realidade. Algumas pessoas, religiões, tratam o Natal da forma que mais lhe convêm. 

Como reflexão, novo texto para 2016. Mas desta vez com uma diferença: o Papa Francisco, que para mim foi o melhor líder religioso, asseverou através de um pronunciamento feito durante uma homilia, no Vaticano, que o Natal, celebrado pela grande maioria dos homens, é uma farsa. E continuou dizendo que, “com o mundo em guerra e muita gente a sofrer, as festividades cheias de luzes e de cor soam como uma falsidade”.

Para ele as festas de Natal tornam-se vazias e soam falso perante um mundo que escolheu a guerra e o ódio. E continuou: "Estamos perto do Natal: haverá luzes, festas, árvores iluminadas, presépios… mas é uma farsa. O mundo continua a fazer as guerras. Não escolheu o caminho da paz". "Hoje há guerras em toda a parte e ódio. (...) E o que resta? Ruínas, milhares de crianças sem educação, tantos mortos inocentes e tanto dinheiro nos bolsos dos traficantes de armas", denunciou o Papa Francisco.

Da mesma forma o Papa Francisco se referiu em um discurso sombrio, que o atual estado caótico do mundo inaugura os “últimos dias” e que no próximo ano o mundo é susceptível de ser irreconhecível. Destacou o Papa Francisco: “Estamos perto do Natal. Haverá luzes, haverá festas, árvores brilhantes, até mesmo presépios – todos decorados, enquanto o mundo ainda está em guerra”, “Enquanto o mundo está morrendo de fome, queimaduras, e desce ainda mais no caos, temos de perceber que as celebrações de Natal este ano para aqueles que optam por celebrar pode ser sua última.” O pontífice continua: “A menos que o caminho para a paz seja reconhecido, devemos chorar por essas vítimas inocentes que crescem a cada dia, e pedir perdão a Deus. Como Jesus e Deus choram, eu também”.

Eu, ao longo dos últimos 10 anos afirmo as mesmas ideias, de que o Natal foi completamente desvirtuado e serve muito para o comércio, que usa a data para vender mais, ou seja, transforma a data simbólica em um embuste ou arapuca para faturar mais. Por outro lado há muitas condicionantes que podem ser observadas como indicadores fortes de que a vida em si está sendo desprezada. Se não vejamos: as guerras no mundo, o recrudescimento do terrorismo, que assusta a todos, os índices de violência em Fortaleza, no Brasil e no mundo inteiro são impressionantes. Há uma banalização do mal, finalizando com o que assistimos em nosso próprio país, com várias castas dos três poderes da República que se julgam a margem da lei, os incontáveis e intermináveis casos de furtos, desvios, roubos. 

Neste ano de 2016 o Papa Francisco reconheceu vários equívocos da Igreja Católica desde os tempos mais remotos, inclusive o de excomungar Lutero, causando a cisão da Igreja sem necessidade. 
Este Papa Francisco é decididamente o meu ídolo.

O melhor que já apareceu em meu entendimento. Sempre disse - e tenho minhas mensagens natalinas dirigidas a minha família gravadas e escritas, ano a ano. Hoje não me sinto feliz, mas satisfeito pelo entendimento correto sobre o assunto, com muitos de meus conceitos sendo confirmados "apenas" pelo Papa. Assim pode ser que sejam mais valorizados pela própria família, tendo em vista o conhecido ditado de que a “prata de casa não tem valor”. 

Um Feliz Natal para todos. 

Dezembro de 2016 !

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dia do Músico, 22 de novembro!


Acordei e logo soube, pela internet, que hoje é o Dia do Músico. Fiquei feliz, recebi parabéns e pensei em escrever um texto sobre o assunto. Na primeira pesquisa achei que o Dia do Músico acontece anualmente em 22 de novembro para homenagear todo e qualquer ser humano que se dedique à música. O dia 22 de novembro foi lembrado para a comemoração do Dia do Músico por ser também o Dia de Santa Cecília, que é considerada a padroeira dos músicos, tornando a data um referencial para todos os que se dedicam à nobre arte de alegrar as pessoas.

Mas para o Músico, assim como as demais profissões, o seu dia é vivido constantemente através de suas rotinas, de seu trabalho, de seus estudos, de seus ensaios. Um Músico é uma profissão que considero por demais nobre e também guiada por um dom específico, espiritual talvez, mas em qualquer caso admirável por ser uma arte internacional, com uma linguagem própria e que possibilita um fácil entendimento por todos no mundo, independente dos idiomas, das diferentes culturas existentes. 

No Brasil e particularmente nas áreas mais carentes o Músico ainda encontra muitas dificuldades para o desenvolvimento de seu trabalho, reconhecimento de sua arte, e muitas vezes até mesmo no que diz respeito à capacidade de sobreviver da Música. Os meus pais, desde minha infância, me apoiaram muito. Desde quando demonstrei afinidade com a Música e comecei a aprender Acordeon e futuramente, aos 14 anos, com a vontade que tive em montar um Conjunto Musical (que seria o Conjunto Big Brasa, de excelentes recordações). Tudo isso passando por etapas. A das serenatas, a das dublagens até chegar ao profissionalismo, que exigiu muito de todos nós que participamos do período. 

Algumas pessoas da sociedade mantinham (e até hoje acho que ainda existe) um preconceito contra o músico. Alguns clubes de Fortaleza por vezes demonstravam muita falta de preparo ao tratar com os músicos. Combati isso em toda a minha trajetória musical, tendo em vista que encarava tudo com o maior profissionalismo e responsabilidade. O desrespeito às leis trabalhistas com o Músico era patente. Mas pelo tempo, pelo avanço de algumas instituições, tenho a impressão de que este quadro melhorou um pouco. 

O meu pai orientava a todos nós, do Conjunto Big Brasa, ao dizer sempre: “Estudem, porque música não dá camisa para ninguém”. Referindo-se acertadamente que em muitos casos não poderíamos contar na certa com o “viver exclusivamente de música”. São poucos aqueles que conseguem isso, apesar de inúmeros talentos existentes. Então seguimos o seu conselho e com o passar do tempo a maioria dos componentes do Conjunto Big Brasa seguiu outros caminhos, inclusive eu, passando a trabalhar em uma área totalmente diferente da música por contingências da vida. Mas fico feliz com os amigos que conseguem hoje sobreviver da música, com todas as dificuldades existentes. O prazer de tocar, praticar a música, é indescritível. Mas o reconhecimento pela arte também sempre é muito bem vindo por aquele que a pratica.  

Se é que a experiência vale alguma coisa aconselho aos mais novos estudarem muito, não só a própria música, quanto os demais aspectos inerentes à nobre profissão. E se mostrar sempre de forma digna, cobrar de todos o fiel cumprimento da legislação para o músico e assim conseguir uma carreira vitoriosa nesta arte fantástica, que poucos recebem o privilégio de possuí-la. 

Assim, Parabéns a todos os músicos cearenses, brasileiros e do mundo inteiro. Gosto muito de prestigiar os talentos que são descobertos ainda na infância e por isso mesmo criei nas redes sociais uma página intitulada “Pequenos Gênios da Música”, no qual todos os nossos amigos postam destaques, os mais impressionantes, daqueles pequenos que detêm o dom divino da música. 

João Ribeiro da Silva Neto (“Beiró”) 

Guitarrista-solo e fundador do Conjunto Musical Big Brasa, que atuou em Fortaleza nos Anos 60/70 e que até hoje é ligado à música. 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Que tipo de profissional você é?


Uma pergunta que pode ser feita pelas pessoas nas diferentes áreas de atividades. Hoje em dia existem especializações, capacitações, que promovem o nível de conhecimento dos profissionais. Mas isso por si só é suficiente? Como você se comporta no ambiente de trabalho?
 
Não tenho o poder da verdade absoluta e sim alguma experiência no mercado de trabalho. E posso afirmar que há situações críticas, em especial aquelas que refletem crises no emprego e dificuldades para as empresas se manter com todas as suas obrigações fiscais e com seu quadro de funcionários. Todos ficam ameaçados e buscam saídas para resolver os problemas.

Frente ao perigo de demissões os funcionários devem se perguntar quanto estão servindo para a empresa que trabalha e em que grau poderia ficar empregado durante um período difícil ou ser demitido por questões de economia. Esta avaliação própria o ajudaria a decidir sobre em que poderia melhorar - se fosse o caso - ou que providência a tomar em uma eventual demissão.

A vida profissional

Existem diferentes tipos de pessoas e, logicamente, cada uma com pensamentos e posicionamentos diversos para cada situação. Por exemplo, há funcionários que se dedicam exclusivamente nas atividades inerentes a seus cargos e não fogem deste padrão. Por exemplo, uma secretária ou atendente jamais se proporia a realizar um pequeno reparo na rede elétrica ou verificar a possibilidade de consertar um vazamento de uma torneira, mesmo que para isso fosse necessário fazer apenas uma substituição de peças. Alguns mesmos dizem para os colegas “que não podem sujar as mãos” fazendo aquilo que não é de sua atribuição.

Por outro lado há quem pense exatamente ao contrário sobre este assunto. São aquelas pessoas desprovidas de qualquer tipo de orgulho profissional que as impeça, por exemplo, de limpar sua mesa de trabalho, trocar uma lâmpada, consertar uma extensão elétrica que possibilitar o uso de algum equipamento etc. Estes profissionais, muitas vezes não são reconhecidos pela empresa em um primeiro momento. Mas é claro que suas atividades, seu empenho, sua dedicação pela empresa são observados. E em um momento de dificuldades, quando a empresa tem que decidir sobre demissões, isso pode ser decisivo.

Aprenda o máximo possível

Em meu entendimento sempre achei, desde o início de minha vida e, por exemplo, de meus pais, aos quais sou muito grato, que uma pessoa deve aprender tudo o que for possível de modo a contribuir para o ambiente em que está vivendo, ou no caso trabalhando. E assim o fiz durante todos os locais que trabalhei independente do tipo de serviço executado.

Educação familiar

Quando criança aprendia com minha mãe que tipo de material poderia ser usado para limpar um móvel de madeira, vidros, como proteger fechaduras e dobradiças do desgaste natural etc. E ajudava em casa com a melhor boa vontade. E com o passar dos anos incorporei esta maneira de ser e sempre procedi desta forma. Quando músico, nada me impedia de consertar amplificadores ou mesmo construir caixas de som, limpar os instrumentos e até mesmo de conduzir os meus colegas dirigindo o transporte nas idas e vindas para os bailes. Este foi o reflexo de uma educação que recebi a acho que também por uma característica pessoal. Mais à frente em um serviço completamente diferente da Música, o mesmo acontecia. Na área de Inteligência  governamental, como Analista, não me recusava a ensinar como sair de um elevador em pane, com segurança. E de procurar contribuir na área de informática também, apesar de não ser minha obrigação. Nos momentos mais difíceis consegui eu mesmo pintar o meu carro e nele fazer muitos tipos de reparos. Considero que foi extremamente útil para mim e para quem me tinha como funcionário, modéstia à parte.

Atitudes diferentes

Ouvi relatos de conhecidos que simplesmente não admitem a hipótese de lavar um copo, em casa, simplesmente porque têm serviçais para isso. E que “não se formaram para tais tarefas”. Ora, eu penso exatamente ao contrário: quando necessário executo qualquer serviço mesmo não tenha sido formado para tal... E isso sempre funcionou bem comigo. Mas há outras pessoas que não procedem desta forma. E eu respeito plenamente cada escolha pessoal ou profissional, bem como as diferentes maneiras de agir das pessoas.

O ser humano é muito complexo. E dentro desta complexidade existem virtudes, falhas, acertos, deficiências, boa vontade, má vontade etc. E a vida por si só é muito curta e não permite que nos coloquemos em um pedestal em frente a nossos semelhantes. Somos, portanto, muito limitados e podemos avançar muito ainda em nosso desenvolvimento pessoal.


Vale refletir um pouco sobre o tema para se aproximar de uma resposta para o questionamento:

Que tipo de profissional você é?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Concurso Garota Portal Messejana

Um projeto social de sucesso

Ideia simples que se transformou em um projeto social de sucesso. O Concurso Garota do mês do Portal Messejana, que viria a se transformar rapidamente em Garota Portal Messejana. O projeto movimentou bastante o Instituto Portal Messejana desde 2008 e sempre teve por objetivo promover a juventude e facilitar o seu acesso profissional como modelo fotográfico ou qualquer outra atividade publicitária na área da moda e de eventos.

Com o incremento das redes sociais, em particular do Facebook, foi criado um grupo intitulado Garota do mês do Portal Messejana. Rapidamente a iniciativa ganhou muitas adesões e milhares de participantes. Tudo muito organizado desde o princípio e ano a ano corrigindo e aperfeiçoando detalhes em seu funcionamento. A satisfação pelos resultados obtidos com as primeiras vencedoras, que se destacaram no mercado publicitário da moda em Fortaleza, deu ainda mais incentivo para o Portal Messejana dar continuidade ao projeto.

O Concurso Garota Portal Messejana

O Concurso se destina, portanto, exclusivamente a garotas que preferencialmente devem residir na Grande Fortaleza ou proximidades da capital cearense. Um trabalho incessante de toda a equipe do Portal Messejana, de selecionar dentre as diversas candidatas inscritas aquelas que representariam o Portal Messejana em cada mês e ao final juntar todas as representantes do ano para a escolha, através de um Concurso, da Garota Portal Messejana. Tudo isso se acrescentando a preparação durante todo o período para o ingresso no mercado de trabalho, através de cursos, palestras, treinamentos, com profissionais especializados.

Para cada candidata houve um deslocamento para ensaios fotográficos em praias leste do Ceará, tudo isso de forma gratuita, de modo a ampliar sua divulgação nas redes sociais. Todo este serviço executado por profissionais da Máxi Vídeo Produções, empresa do Portal Messejana. Além disso, entrevistas individuais foram produzidas para publicação dos perfis de cada candidata, com suas melhores fotos e todos os ensaios fotográficos. E depois de cada ensaio fotográfico uma seleção do material obtido, com o trabalho das fotografias em programas especiais para a posterior divulgação. O lado da segurança e do controle sempre foi observado criteriosamente, em favorecimento de todos os participantes, com todos os deslocamentos autorizados pelas próprias candidatas ou responsáveis no caso daquelas de menor idade. De igual forma quanto à publicação de imagens nas redes sociais, sempre devidamente autorizadas pelas candidatas ou participantes.  

Bons resultados

Vale dizer que desde o começo do projeto Garota Portal Messejana inúmeras participantes conseguiram posição de destaque nos trabalhos que envolvem publicidade, moda e eventos em Fortaleza, o que trouxe grande incentivo para a manutenção da iniciativa, mesmo com algumas dificuldades para sua execução, por vezes, mas que os objetivos nos indicaram o caminho da continuidade desta importante ação social. O apoio das empresas locais, através de brindes e premiações também merece ser destacado, embora não haja nenhum caráter lucrativo do Portal Messejana no projeto. Conhecedoras do alcance social da iniciativa do Portal Messejana, muitas empresas existentes no ramo do turismo também ofereceram premiações e apoio às candidatas nesse período.

De 2008 até 2016 houve um significativo aperfeiçoamento do Concurso, particularmente no desfile final. A repercussão na imprensa foi muito satisfatória.

Destaque especial

Em 2015, a Garota Portal Messejana, Luana Mastrillo, foi indicada para participar do “Concurso Miss Ceará Be Emotion” ficando entre as cinco primeiras candidatas. E hoje ela é referência no mundo da moda cearense, o que muito nos engrandece.

No site Portal Messejana estão todas as referências, entrevistas individuais com as candidatas, regulamentos, instruções e matérias sobre as grandes finais dos Concursos, ano a ano. Fica assim o registro de uma atividade que consideramos muito importante para a área social de Messejana, de Fortaleza e de todo o Ceará.

Neste ano a final do Concurso para a escolha da Garota Portal Messejana 2016 será realizada no dia 28 de setembro, no Grand Shopping Messejana, a partir das 19 horas, com um show de atrações, desfiles de candidatas, música ao vivo.

O evento foi bem divulgado e a sociedade convidada a participar deste grande evento inclusive com a colaboração de 1 quilo de alimento perecível (como nos anos anteriores), para doação à entidades filantrópicas ou assistenciais da área.

Um simples relato de nossa atividade à frente da Diretoria do Instituto Portal Messejana. 



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Metas, um motor para a vida!

Aprendendo alguns segredos da mente

Quando mais novo dificilmente elegia uma meta ou sequer pensava no assunto. O tempo vai ensinando a nós, gradativamente, como se defender de alguns percalços da vida, como melhorar ou abrandar eventuais crises no trabalho ou em qualquer tipo de relacionamento. Eu acho que este assunto vai lhe interessar.

Não resta dúvida que há problemas difíceis, quase insolúveis, mas que podem ser bem administrados de maneira a ficarem suportáveis. Ou muitas vezes os tais problemas nem mesmo existem na plenitude ou na força com que os recebemos ou como nossa mente os trata.

Quem manda em sua mente? Li em uma oportunidade algo que me ensinou uma lição importante para minha vida. Dizia o texto que em dezesseis linhas eu poderia encontrar uma solução inédita em minha vida. E assim o foi.

A lição preconizava que existem pensamentos bons e maus que atuam em nossa mente, algumas vezes chegando mesmo a nos orientar sobre um assunto, uma dúvida, ou mesmo podem nos confundir. Como será possível isso? Chamadas forças reativas falam conosco como se fossem do Bem. E alguns segundos podem nos iludir, como se estivessem do lado do Mal, agindo negativamente sobre nós.

É bem assim, apenas, por exemplo: quando você decide realizar alguma tarefa, sua mente pode lhe dizer “vá em frente” ou “não faça isso”. Neste momento não é você quem está propriamente pensando. Está recebendo cargas de seu lado inconsciente que podem lhe prejudicar. E o que fazer para resolver este conflito? A resposta é simples: pense imediatamente e “grite” de forma mental com aquelas vozes que lhe falam, de forma conflitante, e diga: “parem com isso!”. Quem manda em mim sou eu e não vocês! E medite em seu nome como se tivesse acabando com aquela confusão toda. É muito simples... Após fazer isso você vai sentir que tudo se acalmou e que sua mente ficou mais livre. Você assumiu o comando novamente!

Pratique sempre este exercício

Isto tudo é um exercício, que deve ser repetido todas as vezes que tais fatos ocorrerem. Sua mente dominando os diferentes aspectos reativos que querem mandar em você!

O estabelecimento de metas é importante

Aliado a esta técnica, no dia a dia, você deve traçar metas. Sim, metas de curto, médio ou longo prazo. Mas que ocupem sua mente e seu corpo em tarefas voltadas para o Bem, impedindo que um eventual vácuo provocado por ociosidade no pensar deixe-o cair em uma cilada. Estabeleci neste ano mais uma meta! A de atualizar todos os meus registros escritos, de diferentes épocas da minha vida e organizá-los de forma a publicar um livro. Com que objetivo? O de registrar as ideias, os conceitos, e permitir que eles fiquem compartilhados com pessoas com quem eu convivo atualmente e com outras que talvez possam se beneficiar um pouco com os conteúdos.

Mas existem metas que servem muito bem para nos dirigir na vida. A organização dos documentos de uma casa, planejamento de férias, de passeios e outras tantas atividades que podemos nos valer.

Tente estabelecer metas! Não desista. Mesmo que não consiga alcançar os resultados obtidos pela primeira vez. Os campeões não iniciaram como tais. Os jogadores, técnicos e toda uma gama de profissionais não nasceram sabendo. E sim se aperfeiçoaram com os próprios erros!


(*) João Ribeiro é atualmente diretor, analista de conteúdo e editorialista do Portal Messejana, de Fortaleza, Ceará. Escreve também para seu blog – o Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional; também é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) da Presidência da República. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O Brasil em compasso de espera...


As necessidades do Brasil são muitas, em diversos setores. E há um sem número de processos criminais, investigações contra doleiros, políticos, administradores, ex-presidente e presidente afastada, empresários, gerentes e funcionários de estatais, construtoras, enfim, gente de tudo que é tipo e categoria, no sentido de pelo menos minimizar a corrupção e corrigir os ilícitos cometidos.

Mas o pior e que vale a pena destacar são os nossos representantes – os políticos, os quais estão em sua maioria preocupados em desengavetar projetos de lei que visam obstaculizar a justiça, dificultar as autoridades nas apurações e investigações. E estes mesmos vivem no dia a dia em uma incessante luta pelo poder, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. Temos um presidente afastado, prestes a ser banido dos quadros e outro, no Senado Federal, com vários processos e investigações contra ele tramitando. Mas, como se pode observar é como se nada disso estivesse acontecendo. Todos falam em seriedade, em ética, moral etc. E praticam exatamente o contrário.

Enquanto por um lado temos um presidente interino, que tenta de todas as maneiras evitar o desastre total, no sentido de recuperar os males que atingiu o Brasil deixando-o em uma crise, com milhões de desempregados, deficiências em praticamente todos os setores da conjuntura nacional, há parte da sociedade que ainda insiste em apoiar a forma de governo empregada até o afastamento temporário de Dilma Rousseff através de um processo de “impeachment”.

A sociedade continua assustada e vendo todos os dias as operações da Lava Jato e seus desdobramentos descobrirem mais falcatruas. Quanto mais investigam mais podridão descobrem. É uma lástima que tenhamos chegado a este ponto.

Por outro lado parcela da sociedade tem criticado muito a morosidade da justiça, em especial por parte do Supremo Tribunal Federal, a corte máxima do país, acusando os juízes de parcialidade e protecionismo ao Partido dos Trabalhadores (PT).

É importante dizer ainda que é inadmissível que presos sejam colocados em prisão domiciliar, completamente livres por falta de tornozeleiras eletrônicas. Outros após as delações premiadas ainda são rapidamente liberados para cumprir as suas penas em casa, ou melhor, nas suas mansões, gozando todos os benefícios de um bom clube social.

A diferenciação entre os brasileiros está, também, nisso: enquanto uns gozam dos melhores benefícios das leis, porque têm bons advogados, assistência jurídica total, outros padecem no perverso e falido sistema carcerário brasileiro, com suas mazelas, onde na grande maioria os que ali estão “frequentam” apenas uma verdadeira escola do crime. São obrigados a aceitar regras de facções criminosas e quando voltam para a sociedade o fazem da pior maneira possível, praticamente sem condição nenhuma para o ingresso na vida comum.


Estamos em um compasso de espera! E o pior: em um ano eleitoral onde centenas de maus políticos acordaram depois de hibernar por muito tempo e agora estão ávidos por votos. Qual seria a melhor saída? Talvez a que fizesse uma reforma política verdadeira e que expurgasse os maus políticos e filtrasse melhor os representantes do povo brasileiro. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Conjunto Big Brasa em noites de embalo no Clube Líbano Brasileiro

   
O Clube Líbano Brasileiro

Com uma excelente estrutura, bem localizado (sua sede em 1971 ficava na Tibúrcio Cavalcante, na Aldeota), possuía um palco com boa acústica e altura em relação ao grande salão de dança. A entrada para os músicos podia ser feita por duas escadas laterais, praticamente sem vista para o público. Uma iluminação discreta e adequada aos diversos ambientes favorecia a beleza do ambiente. Muitas mesas e espaços amplos, que favoreciam a boa circulação dos presentes. À parte ainda a Boate do Líbano, que ficava ao lado, na mesma área do Clube, e servia para eventos de menor porte. Os festivais realizados no Líbano tinham um sucesso antecipado e a procura muito grande. Todo mundo queria ir, participar e danças ao som de muitos conjuntos bons que por lá passaram. Fotografia do Blog Fortaleza Nobre, de Leila Nobre.
 


A presença do Conjunto Big Brasa no Clube Líbano

Vale recordar o que era muito bom! Sim, as festas no Clube Líbano, de Fortaleza, Ceará, eram muito animadas. E foram muitas aquelas em que o Conjunto Big Brasa deixou sua presença. Para os mais novos, que não conheceram o Clube Líbano e nem o Conjunto Big Brasa, vai uma pequena síntese do que se passava naquelas noitadas inesquecíveis.

Antes das festas

O preparo começava cedo, com o transporte dos equipamentos do Conjunto Big Brasa para o clube. Eu chegava sempre mais cedo, ajudava e acompanhava a montagem. Preocupava-me seriamente com todos os compromissos. Como na época as dificuldades de pessoal eram maiores, eu mesmo tinha o cuidado de até afinar bem os instrumentos, deixando-os “no ponto”, como se diz, para que cada um dos nossos músicos apenas conferisse antes mesmo de iniciar. O posicionamento das caixas de som e amplificadores, localização dos teclados, da bateria e dos microfones. E a rápida passagem de som para ver se tudo estava perfeito.

O início dos bailes

Muitas vezes o Conjunto Big Brasa, que tinha como uma de suas características a pontualidade, iniciava a festa com um tema que fosse, sem dúvida, impressionar todos os presentes. Os pequenos toques de guitarra (poderiam ser alguns riffs, como se emprega hoje em dia) eram o bastante para agitar a galera. Eu curtia muito dar uma animada no pessoal, minutos antes, com alguns efeitos de minha guitarra e usando pedais como o wah-wah. Um detalhe: este tipo de pedal foi inaugurado pelo Conjunto Big Brasa em uma apresentação no Clube Líbano! Como possuía um som característico e que as pessoas ainda não estavam acostumadas a ouvir, nós achávamos muita graça quando víamos pessoas, instintivamente, imitando, com trejeitos na boa, sem sentir, o som do wah-wah. O “Tema do Aeroporto” era uma das músicas muito tocadas no período. E a utilização do wah-wah pela guitarra chamava a atenção pela sonoridade e pelo próprio efeito.

Um tema musical pesado de muito sucesso

Dia de ensaio no “QG” do Big Brasa e nosso amigo e contrabaixista Lucius Maia nos apresentou a música “In A Gadda da Vida", da banda Iron Butterfly. De gosto musical muito apurado (rock, jazz, blues) ele acertou mais uma vez em cheio, como se diz. Após os devidos ensaios a referida música (link para o Youtube aqui) passou ao repertório do Conjunto Big Brasa. O tema musical favorecia a uma improvisação intensa, com a utilização das imagináveis viagens que todos nós fazíamos, durante sua execução. O Lucius Maia lembrará com toda certeza, assim como os demais integrantes do Big Brasa naquele período, do impacto que a música fazia ao ser iniciada. Um bom volume, com tudo bem ensaiado para proporcionar um bom espetáculo.



E assim se passou uma fase de ouro para todos nós, que fizemos o Conjunto Big Brasa, bem como para todos aqueles que conosco participaram das festas, que dançaram ao nosso som e que curtiram muito de um repertório selecionado.  


João Ribeiro da Silva Neto
Guitarrista-solo do Big Brasa



quarta-feira, 9 de março de 2016

O Brasil na atualidade e os indicadores que mais nos assustam

Sei que o Brasil enfrentou anteriormente períodos difíceis e conseguiu superá-los. Mas nos últimos tempos não tinha me deparado ainda com uma complicação dessas. E não precisamos esforço para procurar. Difícil é selecionar dentre os setores prejudicados aqueles que estão em pior estado.
 
A Corrupção

Em meu entendimento o mal pior. Enraizado em vários setores da sociedade, no meio político, entre os gestores, os maus empresários, os atravessadores, enfim em uma gama de segmentos. E seus desdobramentos merecem ser mencionados, porque se há um criminoso, por um lado, por outro há aquele que o defende, um outro que tenta comprar sua absolvição e por aí as coisas se seguem como em um interminável novelo, com desdobramentos infindáveis.

O Desemprego

Com os indícios de uma crise econômica aumentando há o desencadeamento em cascata de outros problemas. Dentre eles o desemprego, nos mais variados setores da economia. Há uma apreensão, um medo que paira no ar, principalmente para aqueles que ainda estão com seus empregos. E um desespero para outros que infelizmente foram despedidos em razão da fraqueza da economia brasileira. Tudo isso gerando, logicamente, mais problemas sociais. É aquele trabalhador que comprara um apartamento e agora tem que devolvê-lo porque está desempregado. O fim de muitos sonhos.

A Crise Política
 
A ética e a moral têm sido valores massacrados na atualidade. Com os múltiplos casos de denúncias, de acusações, de processos que culminaram em prisões dos envolvidos. E o pior: parece que não tem fim! Quando um caso é desvendado surgem vários outros... Como se os ilícitos parissem filhotes a todo instante.

Assim, com a classe política bastante envolvida a população já não sabe mais a quem apelar. O Brasil está paralisado há um ano, pelo menos. O governo tentando apoio para conseguir aprovar mais impostos para tapar os rombos e os políticos, por sua vez, dificultando, não por querer o bem do povo, propriamente, mas também porque a carga tributária é excessiva no Brasil. 

A Economia

Estagnada em muitos setores, a economia padece e vai deixando rastros fortes entre a população, a sociedade. Milhares de postos de trabalho vão sendo fechados, acarretando o conhecido efeito dominó. O desempregado não compra, o comércio demite mais e depois mais estabelecimentos são fechados, as indústrias diminuem a produção etc.

A área da Saúde
 
Na área de Saúde encontramos problemas variados: hospitais sem condição de atendimento, falta de médicos, equipamentos, ambulâncias, leitos, remédios... Muitas unidades que começaram a ser construídas, mas foram interrompidas. Uma lástima. Consultas para serem marcadas e o pessoal não consegue. Licenças ou perícias agendadas com o INSS mas em razão de sucessivas greves o povo continua padecendo.

Segurança Pública

Estamos caminhando para um verdadeiro caos. Observem: os cidadãos foram desarmados e não podem mais ter o direito de defender suas vidas e a de seus familiares. As polícias não conseguem vencer o crime organizado, nem muito menos as outras facetas de crimes isolados. Assassinatos, assaltos, furtos, roubos, crimes bárbaros ficam na maioria das vezes apenas nas estatísticas, na frieza dos números.

Nós estamos verdadeiramente enjaulados em prisões domiciliares, na verdade, com os criminosos à espreita, esperando um momento para nos atacar, nos roubar, nos agredir. Chegamos quase ao fundo do poço. A banalização da morte já acontece. Os noticiários no dia a dia estampam os mais odientos crimes, bárbaros, e nos acostumamos com os fatos. É preciso mudar!

Contribuir é necessário


Se você gostou deste texto compartilhe com seus amigos, divulgue nas redes sociais, faça seu papel de cidadania. Não podemos ficar mornos com a situação. Casa um pode – e deve – contribuir de alguma forma para encontrarmos juntos uma melhora para nosso excelente Brasil, antes que seja tarde demais.  

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Por que a humanidade está se autodestruindo?

Escrevo sem a menor pretensão literária, apenas por observações ao longo do tempo e algumas reflexões que gostaria de compartilhar com as pessoas. Em Brasília uma vez assisti a uma palestra em que o professor iniciava com um impacto. Quase gritando ele dizia: “desde o início do mundo já houve milhares de guerras que mataram milhões de pessoas” e complementava com dados estatísticos surpreendentes sobre os inúmeros grandes conflitos mundiais. 

Os dias e anos passaram e o acompanhamento da vida na área internacional, com a facilidade que temos hoje em razão das mídias, das notícias de toda ordem que nos chegam quase em tempo real, comprova que a humanidade se autodestrói violentamente.

São conflitos de toda a natureza: políticos, religiosos, étnicos, raciais, que dia a dia vão exterminando a nossa própria raça humana, além das possibilidades de se acabar repentinamente o mundo inteiro em razão de artefatos nucleares. E ainda há o terrorismo internacional que distribui e ataca indiscriminadamente em qualquer lugar, a qualquer hora.

Chega a ser ridículo observar que o homem tem aqui na terra inúmeras possibilidades de coexistência pacífica. Mas por interesses múltiplos se desviam desse caminho. Os conceitos do Bem e do Mal também não são convergentes em todos os países. Há grupos, por exemplo, que matam pessoas, dizimam famílias, alegando agiram em nome de Deus.

As grandes guerras mundiais deixaram marcas de loucura e de destruição nos povos. E quase, por muito pouco, uma liderança extravagante conseguiu dominar todo o mundo inteiro. Milhares de judeus foram perseguidos, países invadidos e subjugados. Um fato histórico lamentável sob todos os aspectos.

A violência humana em nosso país também é inconcebível. A banalização das mortes bárbaras, dos assaltos, assassinatos, faz parte do cotidiano, infelizmente. E parece que nada fazemos para corrigir isso, para mudar de rumo, para que as pessoas pratiquem o Bem e não o Mal. Que final triste o mundo terá daqui a algum tempo!

O que o livre arbítrio pode causar quando a humanidade estiver nas mãos erradas? Ninguém pode de sã consciência prever. Mas uma projeção pode ser feita, com a escalada dos conflitos e dos grupos radicais, que geram por sua vez, atos de defesa por parte dos alvos potenciais e mais insegurança e violência.
 
Na observação de nossos criadores, o que achariam disso tudo? Tendo por base os princípios normais (e de nosso entendimento do que é certo) eles diriam mais ou menos isso: que pessoal mais idiota! Possuem uma área física enorme com muitos recursos naturais, alimentação que poderia ser farta para todos. Inteligência para algumas coisas, tipo avanços tecnológicos, mas em outro ponto de vista totalmente desumanos. E com tudo de bom para a vida escolhem caminhos para se autodestruir.

O mundo é assim desde o início, com as guerras de conquista. E a humanidade seguiu os passos bélicos ao longo dos tempos. A ganância dos povos é impressionante. O lucro faz com que a indústria de armas para as incontáveis guerras não para de crescer.

Seremos um laboratório terrestre, perdido na imensidão do Universo? Para onde iremos depois de nossa morte física? Como será nossa classificação de risco em um ambiente espiritual?


Veremos algum dia quando o mundo acabar. E ele vai acabar um dia, você vai morrer... E eu também, parafraseando o ilustre mestre Mario Sergio Cortella. Espero que cada um de nós faça sua parte para minimizar os estragos gerais produzidos pela própria natureza humana...