quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, diz o ditado...


Uma situação difícil
Hoje em dia não o brasileiro está em uma verdadeira enrascada, em muitos aspectos. Senão vejamos: no campo político nacional o Brasil atravessa uma crise moral, com a classe política de um modo geral ineficaz e atenta apenas aos casos que lhe interessa como o corporativismo, os cargos que pretendem ganhar em troca de votos, comissões parlamentares de inquérito que não funcionam como deveriam e muito deles envolvimento em problemas com a justiça. E o pior é que as autoridades maiores não admitem, não reconhecem os fatos e atuam para resolvê-los.  

A Saúde
Na área de saúde um quadro verdadeiramente assustador. As televisões mostram um retrato fiel do abandono e da situação caótica que os hospitais enfrentam, com suas consequências diretas para a vida ou para a morte de muitos brasileiros por falta de atendimento, de operações que poderiam salvar suas vidas, de exames preventivos. Há pequenas células de bom atendimento, que são exceções à regra geral. Chegamos ao ponto de ver um médico, diretor de um hospital, mostrar uma listagem de mais de duas mil pessoas que foram a óbito por não terem sido atendidas (isso em um hospital apenas, de Uberlândia – Minas Gerais) e qualificar a situação como um “genocídio”...  

A Economia
A crise atingiu o Brasil em múltiplas facetas. O desemprego aumentou, as indústrias diminuíram a produção, o câmbio do real frente ao dólar apresenta índices alarmantes, a inflação mostra suas garras e volta a atacar. Tudo funciona como um ciclo: a sociedade, temerosa, diminui o consumo; por conta disso o comércio desemprega mais pessoas por não conseguir mantê-las no cargo; as revendedoras diminuem seus pedidos para a indústria, que por sua vez se ressente e desemprega, pisa no freio nos investimentos e corta na própria carne.

Os índices de emprego
Em razão da crise econômica muitos postos de trabalho são eliminados e a situação se torna mais dramática para aquele contingente de mão-de-obra desempregada ou que procura o primeiro emprego.

A Segurança Pública
Deixa muito a desejar em todo o país, em particular no Ceará e em Fortaleza. Os índices de homicídios, assaltos, roubos, no Ceará, por exemplo, são maiores, relativamente que os de São Paulo, um estado que possui mais de 20 milhões de habitantes. A população cearense anda apavorada, com medo de ser assaltada em pontos de ônibus, nos trajetos para o trabalho ou lazer, e até em duas próprias casas, constantemente alvos potenciais dos delinquentes. As ações da polícia são extremamente insuficientes para, pelo menos, diminuir os índices de criminalidade.

A Política
Enquanto tudo isso ocorre, na política parece que não existem estes problemas. As batalhas são para que haja o impedimento da presidente do Brasil, para livrar os correligionários das denúncias de envolvimento com ações ilícitas, particularmente ligadas à operação Lava-Jato, levada a efeito pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

E para concluir, temos ainda as adversidades climáticas que atingem quase todo o território nacional, seca em muitos locais, enchentes em outros, queimadas em muitas áreas.

Previsões para o futuro?
A se tomar por base o quadro de situação presente a possibilidade de melhoras a curto ou médio prazos são remotas. É querer ser iludido quem pensar o contrário, infelizmente. É aguardar para conferir e, como ação de cidadania, cobrar cada vez mais das autoridades pelas mudanças que possibilitem a melhora da situação. 


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Insegurança além dos limites, em Fortaleza


As estatísticas mostram um absurdo, no que diz respeito à quantidade de mortes no Estado do Ceará em apenas um ano: 58 mil pessoas, conforme dados oficiais. Assim, com este número espantoso e que coloca totalmente em questão a segurança pública no Estado, o que mais impressiona é a falta de atitudes do poder público no sentido de melhorar a situação e colocar a sociedade em um patamar pelo menos aceitável de segurança. Há uma verdadeira “guerra” contra a sociedade, que vive em situação de risco constante. Vale dizer que tudo isso acontece enquanto o país está praticamente inerte, ao longo do ano, e as autoridades preocupadas em defender seus interesses. Umas na manutenção dos cargos e outras se defendendo de acusações de corrupção de tudo que é jeito.   
  
No Ceará, em apenas 1 ano, o número de mortes foi igual ao da Guerra do Vietnã, em 10 anos!

É isso mesmo que você leu. 10 mil soldados americanos perderam a vida na Guerra do Vietnã, um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático que durou dez anos. Número igual ao de pessoas que perderam a vida no Ceará em apenas um ano. Dá para suportar um absurdo desses?

O Estado não proporciona Segurança e o Estatuto do Desarmamento impede o cidadão de se defender, esta que é a verdade.

Quando este tema é abordado surgem aqueles que apóiam o desarmamento da população. No entanto a quantidade de armas que é apreendida revela que a maioria não é constituída de armamentos adquiridos por cidadãos do bem e sim aqueles em controle de bandidos, de quadrilhas, contrabandeados, armas com alto poder de fogo e de destruição, utilizada pelos marginais.

Com a limitação e dificuldades impostas aos cidadãos de bem para possuírem armas em suas casas, em seus veículos, em suas empresas, torna-se uma verdadeira “brincadeira” para os meliantes, que contam para isso uma grande falta de estrutura policial, leis brandas (inclusive com os menores de idade) e ainda, por cima de tudo, um sistema prisional completamente falido, que não recupera o preso e sim possibilita alguns presidiários novatos a se tornarem experientes na arte do crime, com o convívio obtido na prisão. De acordo com o quadro atual de situação a criminalidade age com muita desenvoltura em todas as esferas do crime, do tráfico de drogas, contrabando etc. 

Como vivem as pessoas hoje em dia no Ceará e no Brasil?

Vamos observar alguns aspectos, extremamente negativos:

As pessoas vivem atormentadas, inseguras, com toda a gama de delitos que ocorre em diferentes áreas. Quando vai sacar uma quantia em algum banco pode ser assaltada ou assassinada friamente por golpistas. As próprias agências bancárias são vítimas de explosões, a maioria nas cidades interioranas, dado à fragilidade de sua segurança e do policiamento existente.

Depois disso a quantidade de assaltos, de homicídios, quando centenas de pessoas (uma média de 160 por dia) são mortas em ações criminosas. O cidadão ou cidadã, independente da idade que tenha, pensa muito em se arriscar a sair de casa. E com um telefone celular ou algo que possa despertar ainda mais a violência da marginalidade.

Nos sinais de trânsito a tensão aumenta, pois quando parados os motoristas são alvos cada vez mais fáceis de assaltos, com o risco também de perderem suas vidas, totalmente à mercê dos assaltantes.

O cidadão ou cidadã não sai de casa hoje com tranquilidade. Vários aspectos o impedem disso (trânsito caótico, falta de acessibilidade, estacionamentos em calçadas), mas o principal está no medo de serem assaltados. As mães ficam sobressaltadas quando seus filhos vão ao colégio, pelo excesso de violência no dia a dia.

E os crimes praticados através da internet ou golpes por telefone?

Como se não bastasse isso tudo há outra faceta da criminalidade: os golpes praticados por via digital (e-mails que você recebe de marginais, solicitando que você cadastre seus dados bancários sob falso pretexto de atualizações cadastrais); as ligações com os falsos sequestros, o envio de programas espiões de computador através de e-mails para subtrair os dados dos usuários. Todos de difícil controle. 

E nas residências, condomínios, casas, o que se vê?

Verdadeiras fortalezas são construídas para tentar fazer o que é obrigação do Estado. Propiciar a Segurança Pública, que deixa a população totalmente vulnerável. Assim os proprietários contratam empresas de segurança para monitorar suas residências, diga-se de passagem, aqueles que possuem poder aquisitivo para tal; e prosseguem na defesa de seu patrimônio de todas as maneiras: contratam seguros para os veículos, para suas residências e outros bens; instalam cercas elétricas no alto de muros que bem mais parecem de presídios, apenas com uma diferença: os criminosos estão fora deles! Câmeras de vigilância são instaladas em variados tipos de circuitos fechados de televisão (CFTV), com o objetivo de inibir a ação de criminosos. Colocam blindagem em seus carros, alarmes antifurtos, mas nada muda. E se para quem possui condições para se defender um pouco imagine a situação de quem não pode? Daquele que apenas tenta sobreviver com seus baixos salários e não conseguem nem imaginar uma possibilidade de defesa?

Em alguns países, bem mais civilizados, não existem cercas que separam as casas. Mas neles existem leis que são cumpridas, o que faz com que a população saber (e nela aqueles que pensam em se aventurar no mundo do crime) saber que ao cometerem delitos irão enfrentar uma polícia atuante, que investiga e prende os que desrespeitam as leis, que investiga e leva para a cadeia os delinquentes. Além disso, possuem como base uma legislação forte e respeitada, uma Constituição que é cumprida.

O destemor da criminalidade é de assustar

Para se ter uma ideia há casos em que comerciantes instalam câmeras de segurança em seus estabelecimentos e elas são furtadas pelos marginais, certamente para revendê-las em um mercado paralelo ou para instalá-las em suas áreas para protegê-los da polícia, o que já foi constatado em programas de televisão. A própria polícia, conhecedora da situação, de vez em quando orienta, através de seus agentes, para que a população evite usar celulares, relógios, além de permanecerem paradas na espera de transportes públicos. Motoristas de táxi também são vítimas de assaltos e muitas vezes mortos após serem roubados. Até as farmácias, postos de gasolina, se tornaram locais perigosos, dada à quantidade de ações delituosas, crimes, assassinatos, ocorridos em suas dependências.

Os menores delinquentes, protegidos por uma legislação específica, são utilizados em todas as práticas delituosas exatamente porque se sentem intocáveis. A polícia, quando os apreende, fica desencorajada a fazê-lo outras vezes porque logo são liberados.

A população se vê inteiramente desassistida. E o que mais impressiona é ver autoridades afirmarem que “os índices de criminalidade baixaram” de um ano para outro, ao se referir, por exemplo, que em vez de 58 mil pessoas por ano houve um decréscimo de 10 por cento, como se isso fosse suficiente.

O “crime organizado” é realmente organizado!

Como é fácil notar e é importante que se diga os marginais são espertos e usam essa esperteza para o mal. Observam as limitações do poder público, especificamente das polícias e a fragilidade que tudo isso representa. E assim aumentam o número de ações, cada vez mais audaciosas, na certeza de que dificilmente vão ser descobertos. E mesmo se o forem os menores de idade quase nada vão sofrer, a legislação branda vai soltar outros assassinos para que voltem a cometer mais mortes e assim o quadro se complica cada vez mais, infelizmente.

A quem apelar?

Com uma situação crítica que vem de cima para baixo em praticamente todos os setores não há quase o que se fazer. Aos políticos brasileiros, que em sua maioria estão engalfinhados em suas lutas por mais cargos e benesses, caberia uma solução para a mudança dos códigos penais, imputando maiores penas e maior rigor na lei. Mas não o fazem e quando tentam fazê-lo, conseguem apenas modificar alguma coisa timidamente.

Soluções?
Sim! O Brasil precisa de um governo forte, limpo e coerente, com força moral para cobrar medidas rápidas de seus ministros e de um Congresso Nacional comprometido com a sociedade e não com as negociatas entre cargos e legendas, em um verdadeiro troca-troca do quem ganha mais, enquanto a população perde sempre. Tudo de uma maneira exemplar, do modo que cada político saiba que agir de forma ilícita dará cadeia mesmo e não acabará nas intermináveis pizzas que nos são apresentadas há muitos anos. E acima tudo o país precisa de ações efetivas de segurança e de mudanças radicais na legislação penal, dentre outras. Sem isso nossos jovens jamais encontrarão um país moralizado, decente.