sexta-feira, 27 de março de 2015

A corrupção que desmoraliza um país inteiro


Um país estagnado
O governo do Brasil praticamente ainda não começou 2015... Está atrapalhado ao tentar desesperadamente corrigir erros enormes do período anterior. E o pior, sem reconhecer seus próprios erros e dialogar de forma constante com os meios políticos. Este diálogo também está difícil porque a classe política possui em seus quadros muitos partidos, com ideologias e interesses diferentes. E boa parte não tem como objetivo as melhoras do Brasil e sim de suas próprias carreiras, o que é vergonhoso.

A corrupção atingiu índices nunca vistos

A corrupção contaminou vários setores e infelizmente a cada dia surgem mais e mais denúncias e sucessivos escândalos são descobertos pelo Ministério Público e Polícia Federal. Assistir aos noticiários pode fazer com que nos sintamos deprimidos ao constatar o grau dos desmandos, desvios, roubos, falcatruas. Uma pessoa comum não sabe nem mais o que está sendo apurado. Além da crise na Petrobrás, com um rombo gigantesco que envolveu funcionários, políticos, doleiros, empreiteiros, houve recentemente a descoberta de um desvio na Receita Federal que poderá ser duas vezes maior. Tanta gente flagrada com dinheiro na cueca, na calcinha, em contas secretas na Suíça e paraísos fiscais, filmagens mostrando prefeitos, funcionários públicos, médicos, policiais e tantos outros profissionais envolvidos com a corrupção no país. Uma cena constante nos noticiários são pessoas algemadas que vão e que vem, prestando depoimentos, delações premiadas, comparecendo às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) que nunca alcançam seus objetivos ou simplesmente sendo levadas para carceragens e presídios. 

Temos que nos agarrar à tábua de esperança, que no momento é representada de forma brilhante pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

Crise em várias instituições e setores

Além disso, nada funciona de forma plena no país. A segurança pública, a Saúde, Educação, Economia, os transportes públicos, o trânsito caótico e o pior dos males em nosso entendimento: a Impunidade.

Como a população é atingida

Em vista deste quadro deplorável a população sente ansiedade, padece, fica endividada, recebe péssimos exemplos vindos de cima, das organizações criminosas que se formaram no país. Isso mesmo: não adianta dizer que a corrupção começa pelo cidadão comum... Começa, sim, a partir dessas quadrilhas instaladas no poder, que envolvem empresários, políticos e gestores, funcionários públicos e profissionais liberais. Tudo movido pela impunidade. Existem leis, mas não são cumpridas ou demoram muito para serem. Há processos que levam 20 anos para serem concluídos e assim os réus escapam da lei.  

A população que é consciente está atônita. A parcela que não tem muito conhecimento para entender a gravidade da situação sente no bolso, na perda de empregos e nas maiores dificuldades geradas pela inflação.

Ministérios demais, partido políticos em excesso

Parece piada, mas não é. Uma pergunta: você sabe quantos são os ministérios que formam o governo federal? Se você respondeu afirmativamente parabéns. São 39. E agora quem se atreve a dizer quais são esses ministérios? E o nome dos ministros correspondentes às pastas? Agora a coisa complica muito. Dificilmente uma pessoa normal saberá responder. Talvez com uma consulta ao “Google” este problema estará resolvido. Mas Google? Será que os brasileiros nos rincões mais distantes sabem o que é? E a ele tem acesso? E a mesma pergunta quanto a partidos políticos: quantos são, quais são... Precisaríamos de um programa de computador para saber disso tudo e ainda mais com as alterações que são procedidas constantemente.

Infelizmente o que vemos é que terminando o primeiro trimestre do ano o governo brasileiro ainda não iniciou os trabalhos. Uma conversa infindável de nomeações, nomeações diversas para atender a partidos políticos, troca de cargos e negociações, tudo isso junto a inúmeros escândalos que pipocam de todas as áreas, envolvendo corrupção nos mais variados níveis e locais.

Uma luz no fundo do túnel?

Na realidade existem em andamento diversas operações do Ministério Público e da Polícia Federal, os quais têm trabalhado com afinco nas questões. Um serviço árduo, impedido, dificultado por ingerências políticas, pelas próprias leis e sua quantidade de recursos ocasionando em muitas vezes em sérias dificuldades para condenar os envolvidos.

Temos que nos agarrar à tábua de esperança, que no momento é representada de forma brilhante pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O significado da fé, da ideologia e do fanatismo

Acredito que a raça humana possui um cérebro que é para ser nem utilizado, porque se não fosse assim já nasceríamos programados para ser bons estudantes, para acreditar nisso ou naquilo, para proceder de forma boa ou não. Assim nós devemos raciocinar. Não simplesmente acreditar em alguma coisa e nem ao menos admitir a possibilidade de estarmos enganados. Nós somos imperfeitos, ou não? O diálogo, o respeito e a boa convivência com nossos semelhantes certamente proporcionará o enriquecimento de todas as partes.

Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa. Fé é a firme opinião de algo que é verdade. Não existe dúvidas quando se tem a verdadeira fé, pois é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. Podemos ter fé em uma pessoa, num objeto, numa ideologia, num pensamento filosófico, num conjunto de sistemas e regras, num paradigma, num dogma.

A fé muito arraigada transforma-se em fanatismo, e o fanatismo faz com que a pessoa não tenha a visão e a percepção periférica das coisas, vendo apenas aquilo em que ela acredita, tornando-se assim altamente prejudicial para o seu desenvolvimento humano.

A fé cega é aquela sem conhecimentos, sem experiência e sem vivência, é uma fé emocional. Estamos numa caminhada pela nossa evolução, mas para que esse crescimento aconteça temos que estudar, saber como as coisas funcionam e também procurar viver aquilo que aprendemos.

Só vivendo esse aprendizado é que teremos condições de abrir os olhos para os detalhes que se apresentam em nossa frente. A criatura que possui uma fé cega é aquela que na hora do desespero corre ao encontro de uma solução, que acredita em tudo que lhe dizem sem questionamento, é aquela que apenas repete fórmulas superficiais, formuladas e ditadas por esta ou aquela religião, pois não possui a base do aprendizado para discernir o certo do errado e assim vive desorientada e confusa diante dos problemas e situações mais difíceis.

Por outro lado Ideologia é um conjunto de ideias ou pensamentos de uma pessoa ou de um grupo de indivíduos. A ideologia pode estar ligada a ações políticas, econômicas e sociais.

Os quatro estágios que a mente pode atuar

No estudo da Lógica existe uma parte que aborda os quatro estágios em que a mente humana pode agir. São eles:

1º IGNORÂNCIA
2º OPINIÃO
3º DÚVIDA
4º CERTEZA

No primeiro estágio, o da IGNORÂNCIA, a mente não sabe, não conhece nada do objeto e assim não tem como formular uma ideia. O próprio nome diz: Ignora o objeto.

Por sua vez no estágio da OPINIÃO a mente tem alguns dados para se basear, mas que não são suficientes para uma verdade. Então é o que se chama de “dar um palpite” sobre determinado assunto. A pessoa às vezes ouve uma coisa, entende outra e repassa mais outra, diferente das duas anteriores. Uma opinião pode estar CERTA, vamos admitir. Mas esta certeza veio sem base alguma de conhecimentos sólidos e verdadeiros.

No terceiro estágio, o da DÚVIDA, a mente humana se encontra em uma situação diferente: exposta a determinado assunto ou objeto sua mente possui conhecimentos que a levam a pensar em duas posições. Como exemplo, após ouvir várias testemunhas em um tribunal, os jurados por vezes tem motivos (indícios, provas, fatos) que podem o levar para uma absolvição ou para uma condenação do réu. Eles podem ficar em DÚVIDA e terão de decidir por seus próprios julgamentos e aferição das verdades apresentadas com o que sua mente realmente considerou. Quem está no estágio da DÚVIDA pode errar ou acertar, mas o fez baseado em dados que recebeu e que lhe proporcionou um estado de avaliação ou julgamento.

E o último estágio é o da CERTEZA. Ocorre quando a pessoa está diante de uma situação, fato ou estória e possui elementos suficientes (provas, evidências) para afirmar de maneira correta. Assim há uma plena convicção de que o objeto é coerente com todos os fatos, o que leva a mente a identificar claramente uma situação.

Ainda assim, no estágio da Certeza, a mente humana pode errar e nos trair, por nossa própria qualidade de seres falhos.

Assim concluímos que devemos ter muito critério ao externarmos nossos pensamentos sobre pessoas ou fatos dos quais não possuímos dados suficientes para aferir ou verificar sua veracidade.

Uma boa regra de conduta seria a de nos indagar, antes de emitir um conceito: “posso assinar embaixo do que escrevi?”

E por último, se temos a capacidade de raciocinar, que nos foi dada pela vida, seria um desperdício enorme apelar apenas para a fé, crenças ou despencar para o fanatismo, por segura insuficiência ou preguiça mental de analisar, cada situação ou fato, para saber se estamos em um estágio mental que possa der considerado saudável.

Lembre-se sempre que: quando duas pessoas dizem “ter certeza” sobre um mesmo assunto uma delas estará errada!

O diálogo, o respeito e a boa convivência com nossos semelhantes certamente proporcionará o enriquecimento de todas as partes.

João Ribeiro é atualmente diretor, analista de conteúdo e editorialista do Portal Messejana. Escreve também para seu blog – o Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional; também é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) da Presidência da República. 


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domingo, 1 de março de 2015

O Jogo da Vida - Start Game e Game Over


Nasci! E começou tudo para mim, um “Start Game”, eu diria. O jogo da vida teve início, para o início de uma intrigante e fantástica aventura, mas com fases indefinidas. Sem direito a bônus, nem vidas extras, nem os conhecidos “Checkpoints”, que são pontos que você pode repetir novamente, voltar até eles e começar tudo de novo sem voltar ao início de tudo. Mas no jogo da vida é tudo muito diferente dos jogos de videogame. Você pode escolher seus caminhos, mas não poderá modificar nada. Não há “Setup” ou “Configurações” para que você determine suas preferências ao jogar.  

É assim que o jogo funciona. Tem início e você nem sabe que está jogando. Mas com alguns anos as fases novas vão aparecer e com ela um vasto número de possibilidades a sua escolha, outras nem tanto e algumas por pura sorte ou azar. Nas primeiras etapas as novidades são semelhantes para todos. É preciso muita cautela por parte de quem cuida de você por controle remoto, como seus pais. Administrando seus passos de forma segura até o alcance de uma mentalidade suficiente para traçar seu próprio caminho.

Daí para frente você consegue apenas referências de quem já está em fases mais avançadas, mas não quer dizer que seguindo os meus caminhos os resultados serão satisfatórios, bons ou excelentes. A característica principal do Jogo da Vida é não ter uma regra definida para todos os casos. Todos os lances podem ser parecidos, mas não necessariamente iguais. É isso que requer sua atenção, pois com a inexistência de bônus você só tem uma única vida. E se perdê-la será Game Over...

O joystick é sua mente, que comandará todos os seus movimentos de seu corpo, pensamentos, decisões, avanços ou recuos. A velocidade de raciocínio cada vez é maior. E as estratégias têm que se adaptar a esta ou aquela condição do jogo. Quer sozinho ou com suas famílias a decisão será sempre sua. Adianta apelar para um jogador mais experiente, como alguém de sua família ou amizade, isso é jogada válida! Mas nada de garantias plenas de que vai conseguir os mesmos resultados.  

Ah... Esqueci de dizer que no Jogo da Vida não existe “pause”. Não há pausas e você tem que agir de modo contínuo, sem nada retroceder ou parar por um segundo. O controle é rígido por um relógio espiritual (digamos assim), um contador preciso de seu tempo. Mas que você não pode ver! Este é o grande segredo. Quanto tempo falta para terminar o jogo? Ninguém sabe. Alguns recebem sinais físicos de que as dificuldades aumentaram e entraves fortes podem significar o “Game Over” antecipadamente.

Quando você está em uma fase do jogo que considera mais avançada percebe que já atravessou barreiras que os outros ainda nem sonharam que existem. E tentar explicar aos mais novos é uma difícil tarefa, pois todos acreditam que alternativas mais podem surgir para eles e assim continuam os desafios. Nas fases ainda mais avançadas o jogador fica mais experiente por ter ultrapassado as anteriores com sucesso. Podemos observar o final do jogo e como ele acontece para muitos. Tais observações poderão ser úteis no decorrer das etapas (ou não). Tudo depende de como o jogo foi programado para você e de seu desempenho frente às tarefas solicitadas.

Pontos adquiridos no início do jogo podem ser úteis nas etapas finais. Da mesma forma pontos perdidos ou metas não alcançadas podem interferir seriamente na dinâmica progressão do jogo da vida. Hoje, ao longo da partida, para a qual não houve treino, reconheço que perdi alguns pontos no início e mais tarde ganhei outros, mas esse controle não é mensurável para os jogadores. Somente estará bem visível, clara, límpida e cristalina, na versão oficial, que conheceremos apenas o “Game Over”. Essa nova partida é incerta e poderá ser disputada em outras arenas do Universo, quem sabe?

Para o jogo da vida existem manuais, os mais diversos. Mas construídos através da experiência de outros jogadores. Não há instruções de fábrica. E ao final também não existem aquelas opções “Continue” ou “Quit” conforme a figura ao lado. Significa mesmo que o jogo acabou , “Game Over” – Fim do Jogo!


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