quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Irregularidade climática prevista e que de tempos em tempos aflige o nordestino

Imagens desoladoras da seca. Figuras de sertanejos sofridos pelo flagelo periódico, crianças que nascem e se desenvolvem sem o mínimo necessário. Muitas vezes ficamos em um “mato sem cachorro”, como simples cidadãos. Não é possível que você não conheça este ditado antigo. Uma situação aflitiva na qual o local onde você mora ou seu próprio país não andam tão bem quanto você gostaria. Nesta situação fazer o que? Relaxar e “aproveitar” (para não usar uma palavra dita por Marta Suplicy) seriam uma das opções fartamente utilizadas pelas sanguessugas da pátria.

Quem é novo ainda pode contribuir mais na cobrança de soluções para um futuro melhor, aprendendo a votar e a escolher melhor seus representantes.  

No caso específico do Ceará, com relação ao fenômeno da seca, por exemplo, estou cansado de ouvir ao longo dos anos as expressões “o sertanejo tem que aprender a conviver com a seca” e outras tantas. Seria demais exaustivo e enfadonho repetir tanta meleca dita por políticos e maus gestores que sempre aproveitaram a irregularidade climática do nordeste para conseguir votos, com promessas vãs, na certeza de que o povo não tem boa memória mesmo e no final eles (maus políticos e gestores) irão se dar bem. Um flagelo que dizima pessoas, animais, plantações e que não é considerado como prioridade no nordeste, a bem do próprio Brasil, como unidade nacional.

Pelo menos há uns trinta anos escuto a lengalenga antes da quadra invernosa: “estamos atravessando um período da zona de convergência intertropical” e outras do gênero. E assim volta e meia o nordestino se depara com um período crítico de escassez ou falta de chuvas. E tome sofrimento do povo. Morre o gado, perdem-se as plantações e a pobreza aumenta. O fenômeno neste ano atingiu outras regiões do país e faz com que a mídia se volte mais para as soluções e para a cobrança de medidas governamentais para resolver a situação.

Todo mundo sabe disso, não é mesmo? Mas e por que soluções concretas não foram ainda adotadas para minimizar este grave problema?

Prestem atenção ao seguinte caso: entre os anos 1978 e 1983 houve uma seca considerável no Ceará. Neste período nasceu no interior cearense, em muitas localidades, uma geração que foi chamada de “nanica” pela falta de condições, pelas dificuldades, pobreza e outros males trazidos pela seca. Conheci uma família em que um dos filhos, com três anos de idade, começou a chorar desesperadamente e ninguém sabia o motivo. Uma situação aflitiva: queriam levar a criança para um hospital, para uma emergência, enfim, para descobrir a razão do choro compulsivo. E o desfecho: era uma chuva que tinha começado a cair e como o menino nunca tinha tido contato com “aquilo” vindo dos céus ficou apavorado. Para ele o fim do mundo, o apocalipse... Fato verídico. De sorrir muito, mas ao mesmo tempo refletir sobre o triste e sério problema.

Há soluções para o problema da seca?

Existem soluções técnicas viáveis há muito tempo para fazer com que os nordestinos atravessem os eventuais períodos de seca ou de pouca chuva. Mas, do mesmo jeito que não houve interesse suficiente para programar essas soluções, fácil é observar que em outras áreas ocorre a mesma coisa. Obras inacabadas, recursos desviados, falta de fiscalização, de investimentos de forma plena e honesta.

O nordeste possui um povo acolhedor, trabalhador, que não merece o que vem sofrendo há dezenas e dezenas de anos em razão da seca. Para um desenvolvimento geral de todo o país, que possui dimensões de um continente, não é possível tanto desprezo a vida toda. O que será do Brasil nordestino daqui a 50 anos? A persistir o atual quadro continuará com um povo cada vez mais sofrido, particularmente nas regiões mais afetadas pela irregularidade do clima e, por consequência, com um atraso geral no desenvolvimento das crianças que estão nascendo agora.

É preciso que os políticos e os governos enxerguem isso, mas não só vejam o problema e sim trabalhem com afinco para merecer seus altos salários e benesses pagos por todos nós contribuintes. O problema da seca no nordeste é lamentável e eu gostaria de ver ainda melhorias e providências concretas para a situação, mas pelo quadro geral visto no Brasil recentemente não há muitas possibilidades para isso. O mal tem que ser extirpado primeiramente, dos quadros políticos e governamentais. E a sociedade, empresários, enfim todos devem se unir para uma solução definitiva, acabando com urgência, a corrupção e a impunidade em todo o país que contaminam cada vez mais nossa sociedade.  
Quem é novo ainda pode contribuir mais na cobrança de soluções para um futuro melhor, aprendendo a votar e a escolher melhor seus representantes. 

  

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quando muitas coisas estão erradas acontece o efeito cascata...


Infelizmente no Brasil muitas coisas estão erradas. Há uma impunidade grande em toda parte. Um festival de escândalos aparecendo dia a dia. Não tem fim! O Ministério Público e a Polícia Federal teriam que trabalhar uma eternidade para consertar tudo e conseguir reparar os prejuízos, fazendo que os larápios devolvam o que furtaram... Mas a luz no fim do túnel parece que surgiu e há a possibilidade das ações punitivas inibirem futuros desmandos e ilícitos.

Uma crise de falta de moralidade

Vemos repostas nos noticiários que nos impressionam pelo atrevimento e desfaçatez. Os acusados dizem que não sabem de nada. Enfim, parece que entenderam que o país está tão comprometido que desejam que o povo continue sendo idiota. Mas nem todos são. A impunidade sempre é a tônica. O exemplo de cima é seguido por todas as pessoas que infelizmente tem alguma tendência para irregularidades. E assim forma-se um verdadeiro dominó. E esperança que esse efeito se forme progressivamente de forma contrária, ou seja, cada vez mais um corrupto possibilite a descoberta de outros, assim por diante.

As greves e a Justiça

Sem entrar no mérito de muitas paralisações há uma nesta última semana de fevereiro de 2015 que me chama atenção pelo prejuízo que causa para a população. A greve dos caminhoneiros. Um verdadeiro absurdo. A justiça determinou que forças especiais desobstruíssem as estradas, mas como? Os grevistas parecem que não estão nem aí para a determinação da justiça. Sabem que com um governo acuado, fraco, o governo não consegue impor a lei de forma necessária.

E para variar...

No mínimo muito estranha a conduta de um juiz que foi flagrado utilizando um veículo importado que ele mesmo tinha mandado prender do empresário Eike Batista. O assunto deve ser um dos mais debatidos na semana.

Por outro lado aparece a Marinha envolvida com aquisição irregular de produtos superfaturados, de bebidas alcoólicas para unidades de fuzileiros navais... A compra foi suspensa apenas porque foi denunciada e apareceu na mídia. Como pode isso?

O efeito cascata dos desmandos

Caso não haja punição efetiva para os envolvidos na Operação Lava Jato pela justiça, no caso dos escândalos na Petrobrás, corre o Brasil sério risco de sofrer uma avalanche de desatinos e tudo isso descer por morro abaixo. É esperar pelo bom-senso de nossos representantes políticos e gestores, que pelo sinal não estão muito preocupados com a situação quanto deveriam. Quem viver verá o resultado!


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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Um ano completamente tumultuado para o Brasil e para os brasileiros


Desde os últimos meses de 2014 as coisas já se prenunciavam sombrias. Estranhamente durante as eleições houve uma incrível omissão de verdades, agora totalmente expostas tão como fraturas, que ferem o orgulho de ser brasileiro. Ora, acabou o carnaval agora, mas os políticos não voltaram ainda a seus trabalhos! A troco de que? Sabem que seus salários estarão garantidos ao final do mês! Duvido que alguém desconte um centavo deles. Tudo dominado, na casa do sem jeito diriam alguns.

ONDE ESTÁ A VERDADE?
 
A posse da presidente Dilma, a troca de Ministros e uma enxurrada de aumentos de impostos, dos combustíveis, da água, da energia elétrica e por aí vai... E absolutamente ninguém aparece nos noticiários para avisar ao povo o que realmente está ocorrendo. Certamente a falta de credibilidade é tão grande que estão deixando a sociedade “esfriar” mais um pouco para aparecerem. E faz parte também da estratégia conhecida de todos afirmativas do tipo: não sei de nada, não vi isso, não conheço, nunca estive com fulano ou sicrano... As esperanças dos brasileiros que entendem um pouco do assunto e que acompanham os casos é que as provas sejam contundentes e que todo mundo que tenha culpa seja alcançado, independente de sua coloração partidária ou da quantidade de dinheiro ou poder que detém.  

As empresas também possuem os seus advogados ou assessores para dizer “estamos prontos a colaborar com a justiça” e coisas do gênero. A crise na Petrobrás gerou por último uma série de comerciais na televisão para tentar recuperar a imagem de uma empresa “sólida”, mas que foi verdadeiramente assaltada por bandos de facínoras. Os empresários envolvidos e que propuseram a delação premiada falam abertamente, com seus paletós, como se estivessem em plena reunião de negócios tratando de assuntos lícitos e não de seus próprios desvios ou recebimento de propinas. Uma vergonha.

ILICITUDE PARECE SER UMA REGRA

Um mar de lama em vários locais. A cada dia mais escândalos surgem, com seus desdobramentos. O Ministério Público e a Polícia Federal lutam com afinco para dar vencimento às suas árduas tarefas. É tanto dinheiro desviado, para tantas pessoas, com destinos cada vez mais sofisticados, o que chamam de “lavagem” de dinheiro sujo das propinas. De forma igual aparece o envolvimento de empreiteiros e de entidades bancárias também envolvidas nas tramas. É simplesmente estarrecedor. E o bravo juiz federal Sergio Moro luta para consertar tudo, apurar os lícitos e penalizar quem deve. A esperança é que os “respingos” chegam até os verdadeiros líderes das organizações criminosas. A todos os instantes noticiários mostram as operações, mandados de busca e apreensão, com várias pessoas presas. Chega ao ponto de não se entender direito o que se passa tal a quantidade das irregularidades em todo o país! A população mais simples não entende mesmo. Só sabe que os preços aumentam, os custos disparam, a violência também se alastra... É a impunidade deixando sua marca.  

SERIA FALTA DE ÉTICA?

O encontro marcado por advogados das empresas enroladas por denúncias na operação Lava-Jato, com o Ministro da Justiça, é no mínimo estranho e por isso mesmo deve ser levado em conta pelo Congresso Nacional, que deve pedir uma explicação formal, pelo menos isso. Jamais saberemos de fato toda a verdade por detrás dos bastidores.

A LEI FUNCIONA PARA UNS E PARA OUTROS NEM TANTO

Por outro lado não se imagina um advogado ou grupo de advogados de milícias, de uma facção criminosa ligada ao tráfico de entorpecentes, pelo menos tentar contato com o Ministro da Justiça, que é na realidade que comanda a Polícia Federal. Ou seja: os poderosos aqui no Brasil se acham no direito de interferir ou de tentar ingerência nos assuntos ligados à justiça, buscando para isso todos os meios possíveis. Um absurdo. Quem furta muito no Brasil pode se dar ao luxo de ter tido apreendido iates, carros importados, lanchas e ainda ter “de sobra” milhões depositados em contas secretas, afora transferência de bens para terceiros com o objetivo de burlar à lei.

Até onde chegaremos?

Correndo ao lado de tanta desgraça ainda estamos com fatores climáticos desfavoráveis, como a falta de chuvas em alguns estados e o excesso em outros.

(*) João Ribeiro é atualmente diretor, analista de conteúdo e editorialista do Portal Messejana. Escreve também para seu blog – o Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional; também é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) da Presidência da República. 

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O significado de eternidade

Uma das palavras mais difíceis para encontrar seu real significado. O meu pai me contava uma história sobre alguém que tinha muito interesse em saber como seria a eternidade.

Chegava uma moça e perguntava para um senhor bem mais velho e a ele perguntava o que era eternidade. Ao que ele respondeu:

- Minha filha, imagine uma esfera de aço do tamanho do globo terrestre, imaginou? Ao afirmar que sim o senhor continuou sua explicação:
- Pois bem, de mil em mil anos chega um passarinho, pequenino, pousa nesta enorme bola de aço, gigantesca e amola o seu bico nela. E vai embora. Passados mais mil anos ele volta e afia de novo o bico na imensidão do globo.
- E o tempo passa. Mais mil anos, nova vinda daquela ave, pouco tempo para amolar seu bico e o retorno tranquilo e sereno. A assim sucessivamente...
E continuava a garota a esperar ansiosamente pelo desfecho...
- Pois então, disse ele, quando ele tiver vindo de mil em mil anos, amolado seu bico e com isso ter desgastado toda a bola de aço...
- Então será isso uma eternidade? E ele concluiu:
- Não, minha filha! Terá se passado apenas o primeiro milésimo de segundo da eternidade...
Por esta pequena história podemos ter uma previsão do que será a eternidade e do quanto nossos espíritos nela viverão!
A nossa passagem aqui na Terra é efêmera. Uns afirmam que para os espíritos, se comparados à sua relação de tempo e de espaço que é totalmente diferente da nossa, toda nossa existência por aqui seria equivalente a uma semana da eternidade...


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Eu tive muita liberdade na minha juventude e nenhum problema com governos militares


Fui jovem e tive liberdade durante todos os governos militares; nunca tive nada contra, pelo contrário! Podia andar tranquilamente nas ruas do bairro onde morava, em Messejana, passear pela cidade inteira, Fortaleza, sem ter medo de assalto. Ora, sequer nós pensávamos nisso. Lógico que, pela idade, não tinha muitos conhecimentos sobre o país. Naquela época desejei muito servir ao Exército. Não o fiz por causa da Música, que exercia profissionalmente naquela época. Mas depois pude contribuir modestamente com o Brasil ao ter trabalhado na nobre Atividade de Inteligência, serviço reconhecido como relevante para a Pátria!
E tudo isso nos governos militares!

UMA JUVENTUDE FELIZ
 
Andar pela Rua Pedro Pereira para comprar equipamentos para o Conjunto Musical Big Brasa, que tínhamos. Tudo de bom. Sem sobressaltos nem medo de ser assaltado. Fazíamos serenatas em Messejana até altas horas da madrugada, sem medo de nada porque era tudo muito seguro. Quando fiz exames no DETRAN e tirei minha Carteira de Motorista, dirigi por quase todo este Ceará com o pessoal do Conjunto para animar bailes, no interior do Estado. Na Capital, Fortaleza, nem se fala. Os deslocamentos eram constantes. Não existiam os fotossensores, radares, nada que lembrasse a verdadeira indústria de multas que existe atualmente, quando não podemos mais dirigir apenas olhando para frente e para a estrada, como é o correto.  
E tudo isso nos governos militares!

ÉRAMOS LIVRES, COM UMA VIDA SERENA!

Lembro ainda que nossa turma e posteriormente eu e minha família chegamos a fazer vários acampamentos na Praia da Abreulândia, na Prainha, onde passávamos às vezes mais de um dia. Certa vez passei um carnaval inteiro acampado, com a família! Loucura? Não! Segurança, sensação de segurança. Hoje se uma família foi acampar nos referidos locais pode se despedir do mundo porque será fatalmente roubada, assassinada ou qualquer coisa ruim do gênero...  

Estudava música no Conservatório Alberto Nepomuceno, onde me formei. Atuava como músico em vários eventos. Viajava por tudo que é cidade sem problemas.
E tudo isso nos governos militares!

REGISTROS NA POLÍCIA FEDERAL

Lembro que tinha que fazer o registro de contratos do Conjunto Big Brasa também na Polícia Federal. Não sabia o motivo. Mas e daí? Quem não deve, não teme!", conforme o ditado. Mas logo que saiu esta norma levei o primeiro contrato para ser registrado na Polícia Federal. Fui recebido normalmente por um funcionário (nunca soube qual era o cargo dele). Perguntou o meu nome, anotou, quis saber se eu tinha algum apelido – e eu disse que sim, “Beiró” como era conhecido no meio artístico, na televisão e no conjunto. Naturalmente a Polícia Federal, como o país estava em luta contra um grupo que tentava instalar o comunismo no Brasil, fazia seus controles. Eu atravessava uma época conturbada, mas sem entender direito o que se passava, visto que meu profissionalismo era voltado para a música. Mas vale dizer que nunca assaltei bancos, participei de guerrilhas, de atos terroristas, sequestros etc. como muitos o fizeram. E até hoje, depois que aprendi um pouco, sou plenamente a favor da via pacífica para tudo.
E tudo isso nos governos militares!

A SEGURANÇA PÚBLICA E O RESPEITO À VIDA

Polícia era respeitada e temida pelos marginais, em bem menor número do que na atualidade. Quase não tinha conhecimento de crimes, de assassinatos. Quando morria uma pessoa em meu bairro todo mundo ficava chocado. Mas não me lembro de “ter medo da polícia” em nenhum momento. Fui parado em diversas “blitz” pelos “tetéus”, aqueles Fuscas utilizados pela polícia. Em Messejana, Fortaleza e vários outros locais. Tudo sem problemas! Mostrava a documentação e seguia o caminho normalmente.
E tudo isso nos governos militares!

PODÍAMOS ADQUIRIR ARMA PARA NOS DEFENDER

Todo cidadão tinha o direito de adquirir uma arma para seu uso, munição etc. Eu sempre gostei de armas e adquiri algumas delas em minha juventude; tudo dentro da lei. Pedia autorização da Secretaria de Segurança Pública e comprava a arma na loja. Pronto. A responsabilidade pelo uso estava escrita nas leis. Nunca tive nenhum incidente com arma de fogo, nenhum conflito, nada! Ao viajar pelo interior do Estado levava a arma (tinha um Porte Estadual de Arma para isso). Sempre a mantive em segurança de meus filhos, pois adotei à risca todos os procedimentos adequados para a guarda de armas.  
E tudo isso nos governos militares!

E HOJE O QUE ACONTECE? O Estatuto do Desarmamento realmente desarmou os cidadãos quase todos. Ficaram de fora apenas os policiais, com sua profissão nobre de defender a sociedade, mas com armamentos defasados e insuficientes e de outro lado os bandidos, que podem ter tudo o que puderem comprar. Até artefatos para derrubar um helicóptero da polícia como já o fizeram.

E A SITUAÇÃO ATUAL, CONFIRA:

 
Não temos mais um governo militar... Temos uma democracia! E o que mudou?

1)       Mas em “compensação” temos a infelicidade de estar no auge de um caos na Segurança Pública. Em todos os cantos do país. As drogas invadiram todos os pontos e o tráfico ganha a batalha contra as forças de segurança, infelizmente. O Estado é fraco para combater o crime organizado. Porque ele (estado) é desorganizado. O poder do Estado é fraco demais.
2)      Vivemos em Fortalezas, guarnecidos por muros altos, cercas elétricas, câmeras de segurança, alarmes, portões constantemente fechados. Uma existência muito parecida com prisões domiciliares;  
3)       Escândalos se sucedem em todos os níveis, órgãos e esferas do poder; verdadeiras máfias se infiltram nos órgãos para furtar, desviar, praticar ilícitos de toda ordem;
    4) Impunidade é uma palavra que está estampada em inúmeros casos e ocorre em todo o país. E essa impunidade que vem de cima para baixo contribui para a perda dos valores morais e espirituais de uma Nação;
      5) Desvios de recursos em prefeituras diversas, empreiteiras, fraudes até mesmo em vários benefícios sociais para o povo, como o Seguro-Desemprego; o descaramento é total, na certeza de que se possuem dinheiro ou poder estarão logo livres (isso se foram descobertos), porque em muitos casos atuam livremente...
6)      Temos nesta democracia representantes políticos no Congresso Nacional que recebem muito para produzir pouco. E ainda há aqueles que se dão ao luxo de pegar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para fazer implante de cabelo em outro estado! No meu entender uma coisa inconcebível. Mas aconteceu e nada foi feito. E muitas irregularidades aparecem nos noticiários no dia a dia aumentando de forma surpreendente a impunidade. A população fica indignada com isso!

Sim, não temos mais um governo militar. E possivelmente, a persistir a desordem em uma democracia, não teremos mais o Brasil! Precisamos, sim, corrigir nossa Democracia!

(*) João Ribeiro é atualmente diretor, analista de conteúdo e editorialista do Portal Messejana. Escreve também para seu blog – o Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional; também é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) da Presidência da República. 



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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O que está acontecendo? É muita desgraça para um só Brasil!

NOTÍCIAS RUINS O TEMPO INTEIRO                                                                                                 



Os noticiários de jornais, rádio, televisões, anunciam todos os instantes fatos ligados à violência urbana, à seca no nordeste, à possibilidade de apagões, aumentos de preços em setores distintos; aumento de impostos, combustíveis, nas tarifas de energia elétrica, dificuldades no trânsito, aumento do tráfico de drogas e dos homicídios, enfim, tudo o que é de ruim está aumentando. Por que será? Há quanto tempo assistimos esses noticiosos, ávidos por uma notícia boa...
Mas o brasileiro parece que já está acostumado com essas desgraças.

NÃO FALARAM NADA DISSO NA CAMPANHA!

Na campanha política passada não ouvimos nada disso da nossa atual Presidente da República. Pelo contrário, segundo ela tudo estava às mil maravilhas, tudo sob controle. E agora? Quadrilhas atuaram até mesmo na empresa nacional que temos o maior orgulho. E dela furtaram bilhões, ninguém ainda sabe sequer avaliar certamente os prejuízos causados pelas ratazanas. O Ministério Público e a Polícia Federal lutam bravamente para prender os meliantes envolvidos nos famosos “esquemas”.
Mas o brasileiro parece que já está acostumado com essas desgraças.

A SUJEIRA É GRANDE E SE ALASTRA POR MUITAS ÁREAS

Mas a sujeira não para por aí. Na área da Saúde outros escândalos: recebimento de propinas por médicos para receitar exames não necessários, fazer cirurgias sem necessidade, além do sumiço de equipamentos, próteses, dos hospitais para alimentar outra modalidade de furto. Causa-nos estarrecimento com tanta desfaçatez. É muita audácia o enriquecimento de uns poucos em detrimento da saúde e da vida de muitas pessoas, de muitos brasileiros.
Mas o brasileiro parece que já está acostumado com essas desgraças.

A POLÍCIA FEDERAL FAZ MILAGRES

Haja Polícia Federal para dar conta de tudo, ainda mais com precariedade de pessoal, treinamentos e de materiais, equipamentos, viaturas, armas, que não são providos na quantidade para desempenhar o seu trabalho. Podemos dizer que os policiais fazem milagres com o que têm para trabalhar. Dia a dia realizam difíceis operações com o objetivo de prender criminosos, executar mandados de busca e de apreensão e lutar bravamente para nos defender dos diversos tipos de males. 

O CEARÁ FRUSTRADO – NEGARAM A REFINARIA

Tanta expectativa e propaganda quanto à instalação de uma refinaria de petróleo no Ceará. Tudo em vão! Simplesmente o governo federal cancelou o projeto e pronto. Onde estão as lideranças políticas do Ceará para questionar contra o fato? O governo prometeu, fez propaganda, iludiu e agora tomou tudo, como se tomasse um doce de uma criança! A coisa funciona assim: Estados mais fortes precisam de dinheiro e conseguem. Como? Tiram dos mais fracos, daqueles que, por exemplo, elegeram o governo atual.
Mas o brasileiro parece que já está acostumado com essas desgraças.

A SEGURANÇA PÚBLICA

Mas a segurança pública nos estados, particularmente no Ceará, está lamentável. Fortaleza bate o triste recorde de ter, proporcionalmente, o índice de homicídios mais alto do que o Estado de São Paulo. A Polícia Civil precisa de mais pessoal para investigar e para suas outras tantas atividades. Precisa desenvolver ações pesadas contra a marginalidade, as quais seriam infinitamente mais eficazes com ações de Inteligência antecipadamente. Faltam diretrizes para uma Política de Segurança a ser disseminada em todo o país e cumprida à risca. Os políticos, nossos representantes, estão em Brasília, mas nada fazem a respeito.

O INTERIOR DO ESTADO DESGUARNECIDO

No interior do Estado do Ceará os bandidos encontraram um verdadeiro “paraíso” porque se encontra fracamente protegido pela polícia. . As estatísticas são impressionantes.
Os bancos são assaltados, explodidos, todas as semanas. Além das dificuldades ocasionadas pela economia em declínio por causa da seca há também aquelas sofridas pelo comércio e populações interioranas, que se deparam frequentemente com agências bancárias detonadas. É incrível.

Em Fortaleza os índices de violência são brutais e assustadores. E em Messejana a situação é de igual forma lamentável. Se você precisar de ajuda policial dificilmente conseguirá ser atendido em tempo hábil. Os agentes policiais chegarão muito tempo depois para trabalhar nos locais de crimes já efetuados. Onde estão as ações preventivas?
Mas o brasileiro parece que já está acostumado com essas desgraças.

MAS AGORA UMA “SOLUÇÃO” – O CARNAVAL!

Ah! Chegou o Carnaval! Os foliões, muita bebida, fantasias e ilusões por toda parte. Iludem-se aqueles que extravasam tudo neste período, envoltos em fantasias (físicas e mentais) pensando que aquela folia vai “consertar” a seca no Ceará, a criminalidade vai diminuir, os aumentos vão cessar e tudo vai ficar “numa boa”.

Ledo engano! Ao fim do Carnaval a economia estará pior e todos os problemas anteriormente mencionados voltarão a nos atormentar. Veremos depois das escolas de samba a volta das estatísticas de balas perdidas, de arrombamentos, de vandalismo, a bola de neve dos escândalos certamente aumentada, mais aumentos de toda sorte.  
Mas o brasileiro parece que já está acostumado com essas desgraças.


(*) João Ribeiro é atualmente diretor, analista de conteúdo e editorialista do Portal Messejana. Escreve também para seu blog – o Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional; também é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) da Presidência da República. 
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