sábado, 23 de agosto de 2014

A Internet, suas múltiplas possibilidades e os relacionamentos pelas Redes Sociais


AS REDES SOCIAIS
 
O fluxo de informações pela internet é assustador. E continua a crescer de forma brutal. E assim somos atingidos pela massa de dados que se espalha pelo mundo inteiro. É uma realidade e temos que assimilar o que essa tecnologia nos proporciona.  “As redes sociais são ferramentas importantíssimas de comunicação e de transmissão de informações na atualidade”. Esta é uma informação correta, inclusive postada por um amigo meu no Facebook. Complementava que ainda “está cada vez mais sendo aparelhada e manipulada pela grande mídia” ... É preciso ficar atento”, disse ele entre outras considerações. E comentei a postagem dele com mais algumas considerações sobre a hipocrisia existente na rede, cujo tema que gostaria de compartilhar com todos vocês! Meu comentário foi o seguinte:  

A hipocrisia existe no cenário político de uma forma quase geral. E está presente também na internet, é claro, porque é inerente a alguns seres humanos, que não são perfeitos! Mas, em breve análise, acho que as redes sociais contribuem para a divulgação das ideias. “Por exemplo, consegui ler seu texto!” (referindo-me a postagem dele no facebook).  Assim, considero que ter um amigo virtual é uma possibilidade muito interessante, pois neles podemos enxergar primeiro as ideias, os comportamentos, a educação ao tratar, o respeito, independente de qualquer outro fator.

Com relação à política sempre estive descrente nos nossos representantes. Não há partidos políticos sérios no país. Existem algumas (poucas, uma exceção) que exercem a política de forma correta. O restante - a maioria - quer apenas uma maneira de permanecer "mamando nas tetas do governo"... Fazem da política uma profissão. Quando na realidade deveriam estar ali somente por um período para servir ao Brasil... E depois voltarem para suas profissões de origem (se é que eles a tem).

A INTERNET RECEBE TUDO

A Internet é um banco de dados que comporta tudo. Assim torna-se fácil encontrarmos coisas boas e, ao mesmo tempo, coisas ruins. Cabe a cada um fazer suas escolhas. No Facebook, como a rede social mais badalada do momento, também acontece isso. Como seria viver hoje em dia sem esta ferramenta (internet).

Nela podemos conferir locais turísticos em todo o mundo, passear por museus, adquirir passagens, reservar hotéis, consultar nossas contas bancárias, ler alguma bula de remédio com tranquilidade e com letras do tamanho que você preferir, estudar tudo aquilo que você possa imaginar como fazer cursos online, enviar emails rapidamente, conversar com nossos amigos, deixar mensagens ou simplesmente ficar navegando entre os principais portais para atualização de notícias.

AS ESCOLHAS ENTRE O BEM E O MAL

Agora: possuindo estas condicionantes "do BEM", por outro lado vemos a condicionante do MAL. Armazena tudo o que é porcaria, em todos os sentidos. Pornografia, vídeos idiotas e todo tipo de bobagem em geral, que quase sempre "bomba na web" como se diz popularmente.

Partindo desses princípios (do BEM e do MAL) devemos selecionar o que desejamos. E nos acostumar com as eventuais besteiras que vamos encontrar pela frente. É duro – reconheço - escrever um texto com uma ideia legal, com conteúdo, e trabalhar para que seja lido pelas outras pessoas, ao mesmo tempo em que sabemos existir postagens – as mais idiotas possíveis – que alcançam milhões de acessos rapidamente. Mesmo assim devemos respeitar o direito de quem posta e de quem vê essas postagens, porque “faz parte” do contexto internet. Devemos nos acostumar no Facebook, por exemplo, com as orações, as correntes que publicam, pelos cartazes políticos difamatórios ou de gozação, com as falsas mensagens e até mesmo com pessoas consideradas de "alto nível" que se prestam ao ridículo de postar bobagens sem conta nas redes. A responsabilidade é de cada um. Continua a tônica: vê e procura os bons ou maus caminhos quem quer.

O DIREITO DE EXPRESSÃO DE CADA UM

Quanto ao direito de expressão, este deve ser respeitado ao máximo. Todos tem o direito de manifestar suas ideias, repito: no caso do Facebook as postagens diversas, cartazes, orações, correntes, preces, politicagem etc.

No meu caso particular acho até agora que o Facebook é "uma boa". Possibilitou que eu "encontrasse" parentes e amigos distantes, os quais talvez nunca mais viesse a ter contato. Divulgar alguns registros de vida, como no caso de nosso Conjunto Big Brasa, também está sendo muito legal e as pessoas gostam (pelo menos o grupo possui centenas de participantes, todos com o mesmo objetivo - buscar os conhecimentos de outrora e praticamente viver tudo de novo, em nossas mentes). Além de trocar experiências musicais de muito bom gosto.

Pergunta: o Facebook tem pessoas que fogem dessas propostas? Tem sim e muita gente. Fazer o que? Simplesmente adicionar um "amigo" ou não, com a possibilidade de excluir as postagens que você não deseja ver. E até banir quem lhe incomoda definitivamente.
Já me acostumei com isso. É como entrar na casa dos outros, mais ou menos. Temos que fazê-lo com o máximo de educação e bom trato possível, tendo em vista que gostaríamos que fizessem assim conosco também.

E assim vamos indo, procurando aproveitar o que a tecnologia nos trouxe de bom. Isto, sim, seria Inteligência. A arte de separar o "joio do trigo", apenas para usar uma expressão bem conhecida de todos.

Como gosto muito de escrever, decidi incluir este comentário no meu blog, também. É bom expressar suas ideias. Minha experiência com o meu blog, o Blog do João Ribeiro, tem sido muito boa. São poucas as pessoas que chegaram por lá e se inscreveram, com seus e-mails e tudo mais, para participar. Mas em contrapartida muita gente leu alguns de meus textos. São mais de oito mil visitas até agora. E fico satisfeito com isso!

Veja também nas redes sociais:

sábado, 16 de agosto de 2014

Tempos de paz e mais respeito para a vida, uma necessidade para os povos

 
Em uma época distante fiz alguns cursos em minha área de atuação nos quais foram abordados aspectos das guerras no mundo. Desde as mais remotas batalhas até os grandes conflitos mundiais, com seus resultados sempre trágicos, com milhões de mortes por todos os lados envolvidos. E nesses estudos obtive conhecimento detalhado sobre inúmeras guerras, os motivos desses embates bélicos ao longo do tempo e outros dados que me deixaram perplexo. Há necessidade de paz entre os povos e espero que este texto sirva pelo menos para demonstrar o que a raça humana faz de ridículo, ao destruir seus próprios semelhantes e até mesmo a natureza onde vive.  

Ao observar os mais recentes conflitos cheguei à conclusão que o homem pouco se conhece e muito menos respeita a vida e o seu semelhante. A inteligência, a tecnologia, avança por um lado e destrói por outro. E a luta por interesses continua, pelas pessoas (através das desinteligências que ocorrem nas comunidades), pelos países (quando há luta pela posse de mais bens ou outros grandes bens, como o petróleo) e pelas ideias (quando uns pensam de um jeito e não admitem o direito de outros pensarem de forma diversa. 

No mundo inteiro briga-se por tudo e boa parte das populações constantemente são praticamente dizimadas ou seriamente prejudicadas por essas ações. Há conflitos armados por interesses comerciais, econômicos, geográficos, raciais, religiosos, políticos etc. A simples regra do respeito mútuo às ideias não é sequer lembrada. A única diferença entre as guerras dos povos antigos e as guerras “modernas” é que aprendemos a matar, a destruir, de forma mais rápida. E na grande maioria dos ataques das guerras atuais pessoas podem atingir alvos e matar centenas de semelhantes sem estar perto. E de forma “virtual”, como em um jogo de videogame... A um simples aperto de botão e “bum”... Milhares de mortos e feridos. Seria tudo isso causa da natureza de nossos espíritos ainda não adequadamente evoluídos?

Gostaria de imaginar a possibilidade de o mundo inteiro conseguir a paz. Utopia, claro, mas seria por demais benéfico para todos os habitantes deste pequeno planeta Terra, perdido entre milhões de planetas semelhantes no universo, dos quais ainda não se possui nenhum conhecimento. Não sabemos se existe vida semelhante à nossa ou inteligências superiores ou inferiores habitando outras moradas.

E, dentro da insignificância do ser humano diante da grandiosidade do Universo, sequer conhecemos a nós mesmo... E de grande parte da natureza em que vivemos. Vamos citar, por exemplo: o homem gasta fortunas para enviar suas naves em direção ao cosmos para tentar uma descoberta longínqua que possa nos beneficiar. Mas ao mesmo tempo quase nada sabe sobre seu próprio cérebro! Como funciona e como “consertá-lo” em caso de defeitos... E por outro lado, se avança em direção aos céus, pouco conhece dos oceanos e dos mares aqui na terra, não sabendo o que está escondido em suas profundezas.  Também sobre a própria terra não sabe quase nada. A alguns quilômetros consegue extrair petróleo, mas se pensarmos a amplitude das camadas da terra não conhecemos praticamente nada.

Voltando a questões que nos atingem diretamente: os micro-organismos (vírus, bactérias etc.). Eles estão nos destruindo e ameaçando por toda parte. As infecções de toda ordem aparecem a cada dia e se avança lentamente para combater esses inimigos mortais da raça humana. Não haveria desperdício em se gastar tanto dinheiro para saber se em Marte tem ou teve água e não tentar com mais afinco descobrir as causas do câncer? Tenho certeza de que se em Marte tivesse água em nada adiantaria para nós...

Ainda partindo de um ideal utópico, mas que em meu ponto de vista seria o ideal para a humanidade, os povos poderiam se ajudar mutuamente de forma a terem convivências agradáveis, que pudessem elevar a qualidade de vida de todos os habitantes da terra, indistintamente. Cada um mantendo suas crenças, mas respeitando a de outros. Cada um vivendo, mas deixando os outros viverem e, ainda mais, contribuindo com os menos favorecidos. Não há razão plausível para tanta miséria no mundo, se não pela ganância de uns e completo menosprezo por outros. Por outro lado a natureza quase imbecil de muitos povos, considerados pobres, é ainda mais agressiva. Chegando ao ponto de em uma mesma nação a população se dividir (Por um motivo ou por outro) e se aniquilar mutuamente.

Será que algum dia iremos chegar a uma verdadeira evolução mental e de comportamento civilizado, ainda neste plano? Ou o livre arbítrio que recebemos foi apenas para testarmos a nossa capacidade de evoluir?

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

E o Brasil, será que vai mudar algum dia?

VOCÊ GOSTA DA VERDADE, OU NÃO?
Quem não gosta da verdade ou de refletir um pouco sobre o que se passa no Brasil não leia este artigo! Procure diversão em outro segmento da internet, que tem muitos entretenimentos, bobagens e sacanagens em geral (que por sinal é o que atrai milhões de internautas). Não é o meu caso. Mas se você deseja refletir um pouco e exercitar aspectos inteligentes de sua pessoa, prossiga! E se gostar propague as ideias com a certeza de que contribuirá com o país com sua atitude. 

SITUAÇÃO ATUAL – BREVE RESUMO
Estamos atravessando uma época de poucas lideranças confiáveis, de uma movimentação política confusa, de muitos partidos e poucos programas partidários bons e reais, de diversos envolvimentos de políticos em atitudes ilícitas ou no mínimo antiéticas e de falta de confiabilidade popular na justiça, pela impunidade existente, inclusive dos menores de idade infratores, que são protegidos pelo Estatuto do Menor e do Adolescente, o qual, em nossa modesta opinião já deveria ter sido modificado. A morosidade da Justiça e a falta de atualização dos códigos existentes (entre outros aspectos) proporcionam em última análise uma INJUSTIÇA contra a população e resultam muitas vezes na IMPUNIDADE, tão debatida atualmente. 

Alguns indicadores mostram certo avanço em setores distintos, mas nas principais áreas (Saúde, Educação e Segurança), por exemplo, o que vemos são mostras de deficiências enormes que nos fazem sentir em um país muito atrasado... Senão vejamos: 

AVANÇOS & DEFICIÊNCIAS 
A tecnologia que avança no mundo todo está presente no Brasil, não é? Sim, não resta dúvida! Temos aparelhos celulares de última geração, aplicativos que nos trazem soluções de vida incríveis, com várias facilidades. Mas não podemos usá-los, tendo em vista que somos constantemente alvos de ladrões, os quais além de nos roubar muitas vezes tiram nossas próprias vidas!  A própria polícia, por reconhecer o perigo constante e a sua impossibilidade de garantir a segurança dos cidadãos, orienta que não usemos nada que chame atenção, para não andar com celulares, dirigir sempre com os vidros fechados, enfim... Quem é rico pode gastar muito, manda blindar seus carros, sua casa, contrata seguranças particulares e se protege mais um pouco. Por outro lado quem é pobre ou remediado que se vire. E que peça a Deus para ter sorte de não cair na mão de ladrões e no caso de serem roubados que pelo menos não sejam assassinados friamente após ou durante os assaltos, roubos.

O aparelhamento policial, as forças policiais e de segurança pública não conseguem vencer a guerra contra a marginalidade. O país não tem forças suficientes para reivindicar dos países vizinhos leis mais rígidas para a venda indiscriminada de armas e munição de todos os tipos. E esse arsenal chega facilmente às mãos dos criminosos o ano inteiro. E assim fortifica cada vez mais o crime organizado no país. Ou seja, o desarmamento, no Brasil, serve apenas para desarmar legalmente cidadãos que desejam o direito de defesa. Uma pessoa que tem bons antecedentes, nunca se envolveu em ilícitos, tem muita dificuldade para adquirir e manter uma arma para sua própria defesa. Por outro lado os criminosos conseguem e adquirem, logicamente por via ilegal, armamento de tudo que é tipo, inclusive armas que podem (e já o fizeram) abater aeronaves. Fuzis, metralhadoras, atravessam todos os dias as nossas fronteiras e abastecem o poder de fogo dos traficantes. Até quando isso?

Na área da Saúde, recentemente assistimos na televisão várias reportagens sobre a retenção de macas em hospitais, impossibilitando ambulâncias do Serviço de Assistência Médica de Urgência (SAMU) de atuar em seu nobre serviço e obrigando seus condutores e equipes médicas e paramédicas a ficar paralisados em frente aos hospitais esperando a liberação de suas macas... Por que isso? Ora, claro que é pela falta de espaços, de leitos hospitalares, de estrutura hospitalar em todos os sentidos. As macas do SAMU ficam com os pacientes nos corredores dos hospitais a espera de atendimento... Enquanto isso o Brasil gentilmente envia milhões de reais para Cuba, a maior representante da ditadura existente nas Américas, para reformar um Porto. Como se explica isso? Que prioridade é essa? Não consigo entender!!!

AS ELEIÇÕES DE NOVO – SERÁ QUE VÃO MUDAR ALGUMA COISA?

E mais uma vez a população brasileira se vê obrigada a votar! Obrigada, sim, porque no Brasil o voto é obrigatório. Servidores públicos podem ficar sem receber seus salários se não comparecer às urnas. E o restante da população paga multas se não cumprir a obrigação de votar. Defendo que o voto NÃOdeveria ser obrigatório e sim FACULTATIVO. E que entidades educacionais, programas de televisão e outras mídias dedicassem mais tempo no esclarecimento dos problemas. 

Os políticos apareceram agora! Com seus “santinhos”, suas falsas promessas, apertando a mão dos eleitores, comendo pastel e tomando cafezinho em tudo que é lugar, apenas para dizer que está ao lado do povo. “Me engana que eu gosto” como se dizia em um programa de televisão... Antes das eleições são “amigos”, simpáticos, concedem entrevistas, respondem a todos, cumprimentam populares e – pasmem – andam pelas ruas a pé! E depois das eleições “somem”. Poderão ser encontrados no Congresso para produzir quase nada e não votar as leis de interesse do povo, modificar aquelas que necessitam de urgentes mudanças e fiscalizar os gestores para que façam administrações corretas. As benesses vão continuar a existir e até serão aumentadas, as reformas necessárias não vão ser votadas. A mordomia continuará. As faltas ao trabalho durante seu mandatos continuarão, salvo raríssimas exceções. A utilização da máquina pública para interesses próprios (particulares) continuará. 

Por estes e outros motivos a população brasileira que vota se encontra desanimada com as eleições, eu diria, pela falta de opções e pelo descrédito na classe política que tanto nos tem decepcionado e iludido. Até quando o povo vai suportar ou entender isso?

A CRISE DA MORALIDADE
Continuo achando que os fatores acima são muito graves e que, a persistir o sistema atual, continuaremos a ser dominados e nada vai se tornar melhor. Há várias crises no país, mas dentre elas a de moralidade é uma das maiores. 

(*) João Ribeiro é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); atuou também na Chefia da Segurança Orgânica, de Informática e da Documentação, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente é Diretor do Instituto Portal Messejana e escreve também em seu blog no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional.