sábado, 30 de novembro de 2013

Recordações do Balneário Clube de Messejana


Quem morava em Messejana, de Fortaleza, Ceará, conheceu e curtiu muito o Balneário. Dançou ao som de orquestras famosas, tomou banho na Lagoa de Messejana e aproveitou bem as matinais e tertúlias, muitas delas animadas pelo Conjunto Musical Big Brasa. O Balneário Clube de Messejana, de saudosas recordações, completaria 53 anos de existência em setembro de 2013.

O BALNEÁRIO CLUBE DE MESSEJANA
 
O Balneário Clube de Messejana, às margens da Lagoa de mesmo nome, era o centro das badalações e onde aconteciam as tertúlias e matinais dançantes. Muito bem freqüentado, foi palco de inúmeras festividades marcantes no cenário local.

Sua sede ficava às margens da Lagoa de Messejana, na qual, segundo a lenda, e o escritor José de Alencar, Iracema, a "virgem dos lábios de mel", tomava banho e saía correndo até a Praia de Iracema, chegando a seu destino ainda com os cabelos molhados, tal a sua rapidez.

A vista do Balneário era muito bonita, tendo como cenário a belíssima Lagoa de Messejana, que às tardes nos proporcionava um pôr-do-sol magnífico, com cintilantes reflexos em suas águas. O Balneário Clube de Messejana tinha uma extensa área verde ao redor do salão, bem arborizada, formando um espaço muito agradável para seus freqüentadores.

O clube possuía uma arquitetura simples, sendo amplo e bem estruturado, no que se refere ao salão de dança e palco. Deixava muito a desejar pela precariedade de suas instalações de secretaria, bar e da própria fachada.

A LEMBRANÇA DO BALNEÁRIO CLUBE DE MESSEJANA E DO CONJUNTO BIG BRASA

Não de pode falar no Balneário sem associar ao Conjunto Big Brasa, que ainda hoje é reconhecido e admirado por muitos e deixou sua marca registrada na memória de seus amigos e amigas. Talvez invejado por alguns, que jamais tiveram o gostinho do sucesso e a imagem difundida através da televisão e do rádio por milhares de fãs por todo o Estado do Ceará. Essa característica deveria conferir à banda no mínimo um respeito e um sentimento de gratidão pelo que fez musicalmente por Messejana e pelas suas atuações no Balneário Clube de Messejana, gratuitamente ou sempre recebendo bem abaixo dos valores de mercado da época, "para se promover", como diziam alguns.

AS MÚSICAS DO BALNEÁRIO DE MESSEJANA

Inaugurado no início dos anos 60, o Balneário Clube de Messejana notabilizou-se pelos eventos bucólicos à beira da Lagoa de Messejana. As festas aconteciam geralmente aos sábados, já que na época a sexta-feira ainda não reinava absoluta no final de semana. Bandas de baile famosas na cidade como Alberto Mota e seu conjunto, Ivanildo e seu conjunto, Paulo de Tarso e Ivan e seu conjunto eram as opções da época.

Eram conjuntos como se chamava na época assentados numa formação basicamente de metais, saxofone, piston, trombone de vara, um contrabaixo acústico, e um violãozinho elétrico fazendo umas marcações bem tímidas, ligado em um amplificador que mais parecia um rádio antigo daqueles valvulados. Guitarra elétrica nem sonhar, isso nos idos de 1963, 1964. O repertório consistia de rumbas, merengues, mambos, boleros, foxtrotes, sambas canções, samba tradicional e coisas bem ao gosto das festas da época. Orquestras de renome internacional como Tobias Troisi e Casino de Sevilha também marcaram presença no Balneário que consistia de uma entrada coberta com uma lâmpada fluorescente, e uma área que fazia às vezes de salão de danças e quadra de esporte. Decorativo mesmo só a lagoa com seu visual bucólico e inspirador.
As indumentárias festivas eram terno e gravata para os homens com toda brilhantina no cabelo a que tinham direito, e vestido de festa e muito laquê no cabelo que deixava o penteado duro e arpoado e com um cheiro bem característico.

O bar ficava a cargo do “seu” Moacir Almeida, muito simpático, e um dos garçons mais freqüentes e tradicionais era o “coquim”, servindo cerveja, e fartas doses de cuba-libre, Ron Bacardi, Merino ou Montilla com coca-cola para os homens que fumavam seu cigarro continental sem filtro. Os mais abonados encaravam um uisquinho.

AS TERTÚLIAS DE RADIOLA

Na ausência das festas ocorriam as tertúlias, geralmente aos domingos à noite após a missa. A velha radiola com duas caixas de som voltadas para o salão jogava na brisa da lagoa, Poly e sua guitarra havaiana e Ray Conniff e sua orquestra, que eram os long-plays de vinil mais executados. O Cláudio Amorim fazia às vezes de discotecário e as tertúlias corriam românticas, servindo de ponto de partida para muito namoro e até casamento na Messejana. Quando o namoro começava a engatar, se deixava a namorada ou pretendente a namoro em casa, já que morava todo mundo perto do balneário, na área urbana da Messejana dos anos dourados. Foram tantas as emoções. "

MESSEJANA E O CONJUNTO MUSICAL BIG BRASA
Messejana na década de 60 era um distrito plenamente residencial, tanto é que a pracinha da matriz, a Praça Tristão de Alencar, parecia uma enorme sala de visitas, com todos morando no mesmo espaço, as pessoas se encontrando na praça, e as famílias sentadas nas rodas de calçada, de modo que todo mundo convivia no mesmo espaço, partilhava das mesmas novidades e experiências.

As amplificadoras, as tradicionais irradiadoras, faziam parte do cotidiano sem incomodar ninguém, já que todo mundo estava mesmo acostumado.

Quem morava na praça, era despertado pela irradiadora da paróquia, pois de manhã bem cedo, quando o dia começava a despontar de leve , o vigário local, Padre Francisco Pereira, jogava música sacra a todo volume para quem quisesse ouvir, e convidava com insistência a população para a primeira missa a ser celebrada. Não tinham quem não acordasse.

Mais tarde, a URJA (União Recreativa José de Alencar), que era um clube que ficava na praça e abrigava o Messejana Esporte Clube, um dos times de futebol local, abria a sua amplificadora e eis que a música tornava a invadir a praça de Messejana, só quem em estilo diferente do Padre  Pereira.

Eram tempos tranqüilos, se podia varar madrugada sentado nos degraus do patamar da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a igreja local, enfronhado em altos bater papos, ou a farrear pura e simplesmente até o nascer do sol.

Como só havia um canal de televisão no Ceará e ainda em preto e branco, a TV Ceará Canal 2, cuja programação se situava em horários limitados, as pessoas interagiam mais, saíam mais de casa para conversar já que nem todo mundo tinha televisão, e essa mesmo, só funcionava do final da tarde, até as onze horas da noite ou um pouco mais, de modo que o rádio ainda era a grande vedete.

O SURGIMENTO DO CONJUNTO BIG BRASA

Até quem em 1967, surgiu o Conjunto Big Brasa, uma banda formada por jovens de Messejana que a partir de serenatas para amigos e namoradas, tiveram a idéia de formar um conjunto de iê-iê-iê, que era como se chamavam as bandas de Jovem Guarda da Época.

Com o apoio do contador Alberto Ribeiro da Silva, seu filho João Ribeiro (que ficou conhecido no meio musical como “Beiró”), e mais alguns adolescentes messejanenses, o rock, ou o pop rock dos anos 60, chegou ao Balneário de Messejana.
As guitarras eram artesanais no início, feitas aqui mesmo pelo grupo Rataplans, excetuando uma guitarra Ritmo II da Gianinni, e com o tempo, os instrumentos foram se modernizando.

Em pouco tempo, o Big Brasa foi sendo adotado pelo Balneário como a banda da casa, tocando as matinais, tertúlias e festas do Balneário. Era gostoso tocar olhando para o azul da lagoa, e sentir que se estava colaborando para que as coisas mudassem um pouco em Messejana. Ao longo da segunda metade da década de 60, o Big Brasa marcou presença no clube, principalmente nas tertúlias. Era o tal esquema- Todo mundo se reunia na praça na hora da missa dos sábados e dos domingos, e se mandava para o balneário dançar e ver o Big Brasa tocar, e trazer a músicas dos anos 60 para Messejana, colaborando para arejar os costumes e fazendo com que as pessoas ficassem mais alegres e descontraídas.

Eram tempos de muita pureza e inocência, que permitiam que uma paquera se resumisse em dançar com a menina que estava a fim e a fosse deixar em casa por volta da meia noite ou uma hora da manhã, em uma época em que se podia percorrer tranqüilamente as então bucólicas ruas de Messejana. Eram tempos castos, de muita inocência e muito sonho, e o Big Brasa fez a sua trilha sonora. Quem os viveu jamais esquecerá.

DESTAQUE DO BIG BRASA - Livro, fotos e episódios



O Conjunto Musical "Big Brasa" teve início em 1967 e permaneceu ativo até 1978, atuando na TV Ceará - Canal 2, pertencente à extinta Rede Tupi de Televisão. Animou bailes na maioria dos clubes de Fortaleza e em praticamente todo o interior do Ceará e estados vizinhos. Marcou presença em centenas de eventos importantes, levando o nome de Messejana a todos eles. O grupo musical, liderado pelo seu guitarrista-solo João Ribeiro, acompanhou várias personalidades musicais brasileiras e também esteve presente com o Pessoal do Ceará, inclusive Ednardo, Belchior, Jorge Melo, Raimundo Fagner e outros. Na foto ao lado vemos Severino Tavares (baterista), João Ribeiro (guitarrista-solo), Lucius Mais (contrabaixista), Adalberto Lima (tecladista) e Edson Girão (guitarrista e vocalista).

Além disso, o Big Brasa estava presente nos lares dos fortalezenses diariamente por mais de 3 anos através do programa diário " Studio 2 ", exibido pela extinta TV Ceará, Canal 2, da Rede Tupi de Televisão. Dessa época resultou um livro escrito pelo seu guitarrista-solo, João Ribeiro (o Beiró) - "O Big Brasa e minha vida musical", lançado em 1999 em Messejana com uma brilhante noite festiva que teve a participação de quatro bandas locais, que foram Os Faraós (em sua formação original, tendo à frente o guitarrista-solo Luisinho e depois com a participação de seu também integrante João Ribeiro, (atuando como tecladista), o próprio Big Brasa, (que se apresentou com muitos de seus integrantes), o Túnel do Tempo, liderado por Sebastião Magalhães e o grupo Remember Beatles, com seus excelentes músicos. O show foi imperdível!

UM LIVRO SOBRE OS ANOS 60 E A HISTÓRIA DO CONJUNTO BIG BRASA

Muitos anos depois desta época inesquecível, em 1999, um dos integrantes e fundador do Conjunto Big Brasa, o guitarrista-solo João Ribeiro (conhecido no meio artístico por "Beiró") escreveu o livro "O BIG BRASA E MINHA VIDA MUSICAL", que foi lançado oficialmente em uma espetacular festa realizada em jan de 1999 no restaurante Tremendão, em Messejana, Fortaleza - Ceará.

Este evento teve grande repercussão na imprensa local e contou com a participação de nada menos do que quatro conjuntos de sucesso de Fortaleza, que foram "Os Faraós" e "Big Brasa", da época dos Anos 60, com presença de quase todos os seus integrantes. Também participou o Túnel do Tempo, de Sebastião Magalhães e o atual Remember Beatles".

Amigos, familiares (com as novas gerações), contemporâneos de bailes, conhecidos, fãs, enfim, presença maciça que marcou uma etapa de vida para muitos da comunidade messejanense.
O evento foi gravado e trechos exibidos nos principais canais de televisão de Fortaleza. Algumas fotografias foram selecionadas e estão em uma galeria de fotos do Portal Messejana, para que você possa recordar!

Homenagem ao Mestre Alberto

Um dos apoiadores e vibrante "Pai" do Big Brasa foi sem dúvida Alberto Ribeiro da Silva, falecido em 2001, mas que sempre estará vivo em nossa memória e pelos seus gestos e atitudes. O "Mestre Alberto" como era conhecido, esteve à frente da diretoria do Balneário por um período e lutou contra vários preconceitos existentes naquela época e que hoje, certamente, seriam considerados crimes. Foi também sócio proprietário do BCM, conforme se observa pela ação abaixo. 




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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Os cinco maiores arrependimentos das pessoas em seus leitos de morte


Você sabe o que seria a vida após a morte? E as experiências de Estado de Quase Morte (EQM)? Achei muito interessante este artigo de uma enfermeira que relatou os cinco maiores arrependimentos das pessoas em seus leitos de morte! 

Relata a enfermeira Bronnie Ware:

“Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade.

Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles.

Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona. Aqui estão os cinco mais comuns:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram.

É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.

Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitos dos pacientes do sexo feminino não tinha sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.

Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam como resultado disso.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação a um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível reencontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvidos em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escaparem nos últimos anos. Haviam muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum a qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles a quem amam. Normalmente, porém, eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.

Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.

A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.

Bronnie Ware  é uma enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte. Escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing”, que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A vida atual exige uma mentalidade de segurança

Será que vale a pena ler isso? Você pode perguntar... Eu acho que sim!

Aprendi que na vida as pessoas devem ter uma “mentalidade de segurança” para se proteger. Somente assim você conseguirá de forma efetiva evitar, dificultar as ações de marginais ou diminuir a possibilidades de acidentes ou outros riscos, para você e sua família.

Alguns cuidados podem ser importantes para que você saia imune ao perigo ou evite ao máximo as situações de risco. Já que não podemos colocar tudo em cadeados, nos trancar em casa eternamente e ficar totalmente blindado contra os perigos de uma violência urbana crescente, é importante que tomemos consciência de alguns procedimentos que poderão nos ajudar em determinadas situações. Procure ler as medidas e transmitir para seus amigos e familiares.

Entenda bem: ter uma mentalidade de segurança é a pessoa ficar de tal maneira condicionada a prestar atenção aos cuidados a serem mantidos e ações para serem adotadas em circunstâncias diversas. Assim tudo passará a fazer parte como se fosse um reflexo condicionado, podemos dizer.

QUANDO VOCÊ ESTÁ NO CARRO

Não deixe as chaves no contato (ignição) de seu carro, ainda que seja por alguns momentos, nem entregue-as a pessoas entranhas.

• Obedeça às regras de trânsito.
• Quando dispondo de local seguro e acesso individual, copiar documentos originais do veículo, fazendo uso da fotocópia devidamente autenticada pelo órgão do DETRAN. Não trazendo consigo assim, os documentos originais de seu veículo.
• Quando seu veículo apresentar defeito chame um mecânico de sua confiança.
• Caso sofra algum tipo de acidente, batida leve, tanto com outro veículo ou com motocicletas registre sempre um Boletim de Ocorrências (BO) para evitar possíveis de denúncias posteriores.

EM CASA

• Verificar portas e janelas, deixando-as devidamente trancadas.
• Reforçar todas as fechaduras das portas e janelas, se possível use obstáculos.
• Não abrir portas para estranhos. Exigir identificação dos empregados avulsos, tipo lavadeira, faxineira, conserto de telefone, vendedores e entregadores de frutas, pizzas, etc.
• Não entregue as chaves de dependências da casa à secretária do lar, ou serviçais de qualquer natureza. E não receba encomendas quando não solicitadas ou que suscitem procedência estranha.
• Evite guardar em sua casa dinheiro e valores desnecessários (jóias, telas, etc.).
• Em caso de dúvida consulte a Polícia Civil (ver telefones e endereços).
• Mantenha também sempre à mão os telefones de Emergência da Polícia. Conheça a localização da delegacia de Polícia de seu bairro. Instrua seus familiares e serviçais de como proceder em caso de perigo iminente ou de simples observação de suspeitos nas imediações.

PREPARO PARA VIAJAR

• Evitar evidenciar esse objetivo à vista de pessoas e nem deles fazer ciência, a não ser ao vizinho de maior confiança.
• Verificar o veículo antes de partir, bem como os documentos e equipamentos obrigatórios (pneus, bagagens, e passageiros).
• Não conduzir à vista, em veículos, objetos valiosos ou pacotes.
• Evitar pedir ou dar “caronas” a estranhos, bem como manter as portas do carro travadas, os vidros levantados e usar o cinto de segurança.
• Em viagem, quando no hotel, guardar seus valores nos cofres.
• Evitar bebida alcoólica e/ou substância tóxica ao dirigir veículo.
• Evitar andar sozinho ou transitar em lugares ermos.

AO ANDAR NA RUA

• Evite distrair-se, mantendo-se sempre alerta.
• Não usar jóias ou objetos que despertem atenção.
• Muitas vezes o pretexto de esmola, explicações de superstições, ambientes de apostas e explicações de crendices constituem-se em ambientes propícios a vigaristas e estelionatários. Evite esses ambientes.
• Não deixe sua bolsa ou objetos em lugares de freqüência pública.
• Andar armado sem a devida permissão legal é crime.

CRIANÇAS E IDOSOS

• Crianças e pessoas da terceira idade não podem andar sozinhos ou acompanhar-se de pessoas estranhas.
• Orientar os filhos a não atender a solicitação de estranhos e não aceitar passeios, convites ou presentes, tais como balas, pipocas, etc.
• Estar sempre atento ao comportamento do filho nas suas relações de amizade, particularmente nas de Colégio e de passeios.
• Com filhos na idade escolar, acompanhá-los na entrada e saída do Colégio.
• Instruir seu filho a evitar contato com vendedores de Colégio.

CARTÕES DE CRÉDITO

• Não guardar o cartão de crédito junto com a senha no mesmo lugar, e não entregá-lo a estranhos.
• Ao usar caixa eletrônico, evite movimentos que transpareçam a senha digitada.
• Evitar favor de pessoas estranhas no manuseio de seu cartão magnético.
• Diante de perda, furto ou roubo de seu cartão magnético e/ou documentos similares, prestar queixa imediatamente à Delegacia de Polícia mais próxima e comunicar a instituição a ele vinculado.
• Ao utilizar o cartão magnético em equipamentos que usem carbono, rasgue-o (o carbono) e guarde consigo a segunda via para evitar clonagem.
• Não fornecer por telefone dados pessoais ou números de documentos, assim como horários de saída e chegada em casa.
• Não discar em seu telefone números solicitados.
• Use a opção de ser informado por telefone de qualquer lançamento em sua conta bancária.

CUIDADOS FISCAIS

• Ao comprar mercadorias, observar se os dados da nota fiscal coincidem com o endereço determinado.
• Ao emitir cheques, evitar espaços em branco, alterações ou rasuras.

PARA TODOS OS CASOS

• Em qualquer local em que se encontre não reagir diante de um assalto.
• E em caso de emergência, chame a Polícia logo que você puder.

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Considerações sobre o tempo

O tempo. Sim, o tempo. Interesses múltiplos de vida. Condições às vezes adversas, lutas, felicidade e alegrias momentâneas, procura de condições seguras e estáveis, do tão falado amor – palavra tão batida...

Ah! Esse tal de amor parece ser mesmo difícil e fácil. Como descrevê-lo? Uma conjunção de fatores positivos e também negativos.

Volta o tempo. A espera, a demora, a angústia, a ansiedade, a passagem rápida (ou não) do tempo, os dissabores, as alegrias da vida material e a procura do espiritualismo. Com suas dúvidas decorrentes.

O respeito, a importância do bem-querer, as respostas que nem sempre atendem ao esperado. Ofertas não bem interpretadas, a boa (e a má) vontade.

Volta o tempo. Passa, passa, passa e continua a passar como em queda vertiginosa. Um corpo caindo em conformidade com as leis estruturais.

O tempo e a mente. A mente com a juventude não perene, mas sempre bela. Juventude que se esvai com o tempo. E o tempo que consolida uma juventude por uma vida.

Eternidade, o que será? O tempo futuro dirá. Marchas e contramarchas. Nem sempre foi assim. Mas com o tempo começaram a ocorrer. Fenômenos vitais, atrações (ou não), impressões também. Fases repentinas.

O tempo volta. Impulsos novamente. O tempo e a relação com a energia. Energia positiva em busca do prazer, da felicidade. A seqüência natural da vida e suas relações. O tempo e as interferências devidas (ou não) e os contratempos. As expectativas em sociedade. Sim, a família! Quem a conduz realmente? Seria o destino?

O tempo, novamente o tempo, o poder incontrolável do tempo. As respostas íntimas dos que nos cercam. As amizades (?), difíceis relacionamentos que se fazem – e se desmancham - com o tempo. A pressa e sua relação com o tempo. As idéias, os pensamentos e os relacionamentos, poucos ou quase nulos, mais uma vez controlados pelo tempo.

A vida e o tempo. Como seria o tempo atual se o tempo passado tivesse sido alterado? A idade, a consciência, o respeito, a amizade, o entendimento, seriam condicionantes para a felicidade? O que seria a felicidade? Ela existe ou não passa de condições momentâneas de sucesso, material ou não?

O tempo. Mais uma vez sua marcação. Algumas pessoas só conhecerão o tempo com a própria passagem do tempo, quando passarão a respeitá-lo. A incógnita maior – as encruzilhadas da vida, as dúvidas, as incertezas, tudo ocorre com a vivência do tempo. Mais ele continua a correr célere. Bem mais ágil, ele voa, viaja, atravessa fronteiras inimagináveis, que às vezes nem mesmo ele poderia permitir.

O tempo e a família. Mas uma vez ele ganha a batalha, no tempo em que a família se finda, se transforma e ele permanece incólume, sem alterações. A rispidez das palavras e o tempo. Os mal-entendidos ao longo do tempo. A procura de tempo para ser feliz. As ilusões da vida. Novamente emergem as glórias, os sucessos e os fracassos, que de nada valem em confronto com o tempo.

O entendimento chega ou falta com o tempo. E ele continua a passar, como o vento, as nuvens, a imaginação, as fantasias e os sonhos. Os sonhos e o tempo.

O tempo e os desenganos. Sorrisos com o tempo e do tempo. Chorar ou sorrir. A seriedade e o tempo. Sim, a seriedade e o tempo. Fator de influência positiva para a vida. Positiva de que modo? Só o tempo poderá dizer. O que vale a pena fazer com o tempo? As negativas que o tempo nos apresenta – e as positivas também!

As pessoas e o tempo. Os registros do tempo. O tempo e a história. Um diário sobre o tempo? Não, simples observações sobre ele – o mais importante fator material abstrato (?) que passo a notar.

As variantes do tempo e das pessoas. As amizades (?) mais uma vez. O afeto jogado contra o tempo e devolvido pelo próprio tempo. Ingratidão? O tempo de reconhecer limitações a tempo. O tempo de aprender mais sobre a vida. A firmeza que o tempo nos dá quando nos auxilia em nossa energia. E ao mesmo tempo tira em algum tempo nossa parcela material de vida. As coleções de venturas e desventuras durante todo o tempo. O caminho difícil ao longo desse tempo. As respostas - ou a falta delas - com o tempo. O interesse voltado, o permitido, o proibido, tudo muda com o tempo. Labirintos, voltas, curvas, indecisões, dúvidas, tudo isso nos acompanha como o próprio tempo. A franqueza nas idéias, as convicções, os convencimentos pessoais interpessoais.

O percurso da vida e do tempo... A impossível volta no tempo. Viagem sem destino (?), mas por ele orientada e marcada. Tempo para viver, tempo para morrer, para sorrir e para chorar. Tempo para lembrar e tempo para esquecer.

Para que tanto tempo? Novamente os contratempos. As trilhas da vida e os caminhos guiados ou marcados pelo tempo. O tempo na eternidade. Como será? Perguntas e o silêncio. Ninguém me fala nada. Só o tempo me responderá!!!

Ofertas generosas, boas intenções, vida, relações, tudo perdido no tempo? Os desencontros do tempo. Companhia e amizade, juntas no tempo. Ajuda? Nem sempre... As traições e trapaças que o tempo nos oferece. Sobras, escuridão, silêncio... Uma voz que ecoa no tempo – e que soa em outro tempo. Um sentido de busca e uma perda de tempo. A sinceridade, que atravessa a vida e consegue ganhar do próprio tempo. E a verdade? Onde fica esta condicionante? É sempre consolidada pelo tempo. Mas a sinceridade pode mudar, e daí???

Culpa do tempo? De uma vida no tempo ou de uma falta de tempo? Palavras, conexões, sentenças, idéias, juízo, jogados no tempo. Quem terá tempo para perder com isso tudo? As palavras se perdem também com o tempo. Algumas delas – mais quais? – permanecerão mais tempo? As interrogações que a vida nos apresenta e as respostas que oferecemos (ou não), de acordo com cada tempo. Condições que o tempo nos apresenta. O tempo e o clima. Sim! A importância do clima de nossos espíritos. A verdade mais uma vez retorna, a firmeza nos ampara.

A companhia ou a solidão no tempo? O homem ao longo do tempo e o aprendizado com o passar da vida.
Mais indecisões. Passos certos ou errados? Pensamentos coerentes? Ou não? Erros e acertos no tempo. Tudo evidencia bem a fragilidade de nosso corpo, de nossa vida, de nossa existência, de nossa pouca sabedoria, de nossa insignificância diante da Energia Suprema, que controla o tempo.

Que tempo nos resta? Que tempo me resta? Não sei. Novamente só o tempo me responderá. Mais vida. Vida? Será que a continuaremos no outro lado? Só o tempo dirá. A corrida, a falta (e a sobra) de tempo. E mais perguntas e respostas virão certamente. E com elas novas perguntas e novas dúvidas. Isso mesmo!

O tempo passa e nós continuamos imperfeitos. Eu sou humano!!! Tudo tem uma inspiração e também um motivo. O entendimento virá?

Claro, com o tempo...


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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Qualidade Total, aprenda em poucas linhas!

Sabe o que é Qualidade Total? Para que serve? E o benefício de seu emprego?

É uma maneira fácil para realizarmos nossas tarefas de modo a facilitar as atividades de um conjunto de pessoas, de uma casa, de uma empresa, de um time de futebol, enfim, de qualquer atividade que você pense! Eis um modo simplificado e eficaz que aprendi durante minha vida e que gostaria de compartilhar com vocês!
Existem muitos cursos, estágios e treinamentos voltados para a Qualidade Total. São todos longos, pagos e caros, na maioria das vezes. Umas pessoas dizem que a Qualidade Total foi “inventada” por americanos, mas somente os japoneses a usam efetivamente.

Deixando de lado a brincadeira, vamos ver em rápidas palavras como você vai assimilar este conceito que mudará sua vida, de sua empresa ou de qualquer área que você atue.

Um dos conceitos originais de Qualidade Total

A gestão da qualidade total (em língua inglesa "Total Quality Management" ou simplesmente "TQM") consiste numa estratégia de administração orientada a criar consciência da qualidade em todos os processos organizacionais. É referida como "total", uma vez que o seu objetivo é a implicação não apenas de todos os escalões de uma organização, mas também da organização estendida, ou seja, seus fornecedores, distribuidores e demais parceiros de negócios. Compõe-se de diversos estágios, como por exemplo, o planejamento, a organização, o controle e a liderança.

O Conceito acima é abrangente e complicado demais para meu gosto. Também achou complicado? Então vou definir o conceito de Qualidade Total em apenas uma frase. É impossível? Não! Leia abaixo:

A minha definição: “Qualidade Total é fazer certo da primeira vez”

O que significa isso? Vou explicar utilizando um exemplo banal, mas que pode ser transferido para todas as atividades que você quiser!

Imaginemos que uma pessoa está digitando um documento para sua empresa e na pressa de logo entregar para seu chefe imprime tudo rapidamente e logo apresenta seu trabalho. O chefe, ao ler o documento, encontra um ou mais erros de digitação ou outros erros e devolve o documento para ser refeito, com as devidas correções.

Muito bem. O que houve neste caso? E eu respondo: falta do emprego da Qualidade Total! O servidor que agiu deste modo teria que retornar a seu computador e refazer todo o trabalho. Gastou tempo, papel, tinta e ainda não conseguiu o seu o objetivo! E na melhor das hipóteses ele teria um computador só para ele... Em algumas empresas o micro poderia estar sendo usado por outra pessoa... E das duas, uma: o cara espera o outro terminar o serviço ou o interrompe dizendo que seu trabalho tem prioridade para a chefia...

Imagine esta situação sendo repetida inúmeras vezes! O servidor ficará certamente desacreditado por seu chefe, que pensará: “... puxa, todas as vezes que eu peço um serviço para fulano ele me entrega errado... Nunca acerta...” Qualquer hora ele chamará outro, dará preferência ou fará um teste com outra pessoa, para que seus resultados sejam alcançados sem erros e mais rapidamente. E você “dançou”, como diz a gíria. 

Então, ao executar qualquer tipo de atividade, procure “fazer certo da primeira vez”. E assim terá aprendido esta lição, se promovendo como profissional e valorizando a sua eficiência, para si próprio e para as outras pessoas.

Execute suas tarefas de forma a não ter que repeti-la por motivos de erros banais. Uma letra faltando, um espaço a mais ou a menos, um erro de acentuação... Ao “terminar” o seu trabalho releia tudo e confira detalhadamente. Na realidade você só terminará a tarefa quando o texto solicitado para digitar for lido pelo seu chefe e aprovado! Aí sim, aquela tarefa acabou. Enfim, procure o aprimoramento em tudo o que faz!

Imagine o exemplo acima com qualquer outra tarefa: limpeza de uma casa, conserto de um carro, organização de seus pertences, documentação etc. Até para escovar os dentes é preciso usar o conceito de qualidade total. Pense em outros casos que a frase dará certo.

Se você gostou do tema divulgue este texto para seus amigos ou colegas de empresa.

Procure sempre “fazer certo da primeira vez”.

João Ribeiro da Silva Neto  

(*) Analista de Informações do governo federal, cargo hoje denominado como Oficial de Inteligência, com serviços prestados na Área de Inteligência para o Ministério do Trabalho e para a Presidência da República. Hoje, aposentado da Atividade de Inteligência, é Diretor do Instituto Portal Messejana e mantém o Blog do João Ribeiro, onde escreve suas impressões a respeito de variados temas, inclusive relacionados aos diversos campos de expressão do Poder Nacional.  

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