terça-feira, 24 de setembro de 2013

O trânsito infernal, descontrole e muita violência em Messejana

UMA NOITE DE PÂNICO!


Parece brincadeira, mas não é. Leia até o final porque o desfecho é incrível! É realmente um desabafo, mas de cabeça fria, porque conheço os fatos e sei da incompetência dos gestores, em várias esferas, para solucionar os problemas existentes

TRÂNSITO EM MESSEJANA - Pense em uma confusão grande hoje à noite! Com a mudança no trânsito de algumas ruas e uma batida perto do viaduto o negócio virou (?) um caos. Eu que moro aqui faz muito tempo FIQUEI PERDIDO QUE SÓ CEGO EM TIROTEIO!

Um guarda da AMC, ao ser por mim indagado sobre porque ele indicava que eu teria que dobrar à direita, respondeu grosseiramente: "teve uma batida lá na frente, quer tentar?" com um ar de deboche incrível. Acatei as "boas maneiras" daquele cidadão (que é um servidor público e deveria ser mais educado para lidar com o público) e procurei meu caminho.

Bem, fiz umas voltas e peguei ENFIM a Washington Soares, mas no sentido PRAIA - SERTÃO, quando queria na realidade ir até o Via Sul... Pois bem: consegui fazer o único retorno uns três quilômetros à frente, porque TIRARAM um retorno apropriado que ficava próximo às tapioqueiras. Ninguém de Messejana reclamou e - eu acho que se reclamasse também não daria jeito.

Puva vida, chegam uns caras novatos, não fazem pesquisa nenhuma e conseguem piorar o que já estava ruim!

E para terminar, quando parei o carro no sinal que fica em frente ao Liceu, bem antes da faixa, como manda o figurino, velocidade de 40 por hora, a porcaria daquele fotosensor ficou disparando o tempo todo! Agora é só esperar para conferir - e pagar a multa, se ela vier, porque recurso mesmo nos nunca ganhamos. Nem a resposta deles. Fim do mundo, fim da picada... Antigamente nós dirigíamos olhando para a frente. Hoje temos que dirigir olhando para os lados !!!!!! Por causa da verdadeira ÂNSIA PARA MULTAR, desesperadamente para tomar nosso dinheiro arrecadar mais e mais... Se os índices de acidentes melhorassem ainda bem. Mas pioram cada vez mais.

POR ÚLTIMO - Ao dobrar para a rua onde moro encontrei uma TOPIQUE estacionada na esquina e o pessoal todo do lado de fora. UM ASSALTO TINHA OCORRIDO HÁ POUCOS MINUTOS. Polícia, nada!!!!!!!!

É isso pessoal desarmem todos os cidadãos e deixem somente os bandidos com armas. Aí eles ficam do jeito que querem. Assaltando direto, explodindo caixas eletrônicos quase todo dia, matando quem quer etc etc. Estamos realmente dominados...


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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Uma atitude que prejudicou as Atividades de Inteligência no Brasil


No início do Governo Collor de Mello houve uma atitude do ex-presidente que prejudicou demais no país, em nosso entendimento. Ele adotou uma medida que modificou uma estrutura de inteligência que estava se aperfeiçoando dia a dia e cujos efeitos eram extremamente benéficos para os governos. Ocorre é que em razão dessas atividades serem reservadas e da população brasileira não ser nem um pouco esclarecida sobre o assunto, tudo passou despercebido. O povo só reclamou mesmo do bloqueio das Cadernetas de Poupança.

A Atividade de Inteligência era exercida pelo Sistema Nacional de Informações (SISNI), que tinha como órgão central o Serviço Nacional de Informações – o SNI. Por outro lado havia as Divisões de Segurança e Informações, nos ministérios, e as Assessorias de Segurança e Informações (ASI), ainda em órgãos especiais as AESI (Assessorias Especiais de Segurança e Informações).

Todo o Sistema agia de forma integrada com os diversos serviços reservados do país, em benefício da segurança e dos controles diversos. E acima de tudo a Presidência da República podia obter conhecimentos de todas as áreas, de todos os seus Ministérios, proporcionando uma fonte rica de dados concretos que lhe davam maior segurança em suas decisões.

Com a mudança (perda das DSI e das ASI), na ocasião em que Collor de Mello acabou a estrutura ministerial de Inteligência, houve em meu entendimento uma perda lastimável para a confiabilidade e acompanhamento dos serviços nos Ministérios Civis. E ampla facilidade para a prática de condutas inapropriadas por pessoas de má fé.

A quem interessaria tais mudanças? Não se pode afirmar com certeza. Uma dedução lógica seria a de que, sem as estruturas de inteligência tudo poderia ocorrer sem mais controles. As facilidades para a ocorrência de irregularidades e os riscos de desvios e mesmo de um acompanhamento falho das atividades ministerial e das diversas superintendências ministeriais espalhadas por todo o país aumentaram indubitavelmente. 
 
Vale observar e enxergar o quadro atual, onde os governantes dizem não saber de nada ou só tomam conhecimento de irregularidades após denúncias através da imprensa. São pegos de surpresa porque não possuem os conhecimentos necessários a respeito de cada pasta. Exemplo disso a nota divulgada na imprensa no dia 3 de setembro de 2013 “PF prende suspeitos por desvio de dinheiro do Ministério do Trabalho”. Verba era dada a ONG para a criação de centros de emprego em SP e RJ. “Polícia apurou irregularidades nos repasses de R$ 47,5 milhões”.

Urge que alguém, de sã consciência, possa vislumbrar esse fato e possa, através de medidas legais, novamente criar mecanismos, os quais, integrados à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) possam fortalecer a produção de conhecimentos em todos os poderes da República em favor de um Brasil melhor.

Já pensaram se as Agências Reguladoras do governo, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário tivessem mecanismos de inteligência, como funcionariam melhor? Mas isso, certamente e por motivos óbvios, os maus políticos não iriam gostar nem um pouco. Deveria valer o conhecido ditado: “que, não deve, não teme”, não é verdade?


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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A espionagem, a busca e a coleta de dados pelos serviços secretos

Desde que o mundo tem registros é fácil se encontrar indícios de espionagem. Durante as guerras na Idade Média até os conflitos recentes em todo o mundo. Os serviços de Inteligência utilizam vários métodos para obter informações e conhecimento sobre determinado assunto ou alvo em particular. Isso é inevitável e com a tecnologia a obtenção de conhecimentos sensíveis se tornou mais fácil. 

A espionagem no mundo moderno

É difícil, digamos mesmo impossível, um país admitir que faz ou que fez espionagem e coleta dados de outro país, porque a atividade é ilegal. Mas o certo é que no mundo moderno a busca, por diferentes métodos, por conhecimentos sensíveis – e que lhes possa beneficiar de algum modo – é inevitável. Alguns países alegam que coletam dados para sua segurança. É o que eles podem alegar. Mas quem sabe quais dados são coletados, a finalidade etc.? E a privacidade das pessoas, dos governos?

A verdade sobre tudo

Temos que admitir, sem hipocrisia, que somos espionados constantemente. Nossos dados são vulneráveis com a tecnologia existente. Por meios de satélites, por exemplo, outros países podem ter mais conhecimento do Brasil que talvez nós mesmos. O sobrevôo constante de satélites pode indicar hoje, com uma precisão “cirúrgica” como dizem os deslocamentos de tropas, veículos militares, como identificar reunião ou campos de treinamento de grupos extremistas ou de terroristas. Uma pessoa, um veículo, um aeroporto, qualquer coisa pode ser definida como um alvo com facilidade pelos meios tecnológicos existentes em todo o mundo. E quem quiser (ou quem puder) que se cuide. Os conhecidos GPS – Sistemas de Posicionamento Global refletem uma parte bem simples dos avançados sistemas semelhantes já utilizados por países avançados, mas que nós não conhecemos.  

E então, o que fazer?

A proteção dos conhecimentos sensíveis

Cada um tem que cuidar do que é seu e proteger seus conhecimentos da melhor maneira. O discurso de que “é proibido espionar”, que “não admitimos isso com o Brasil” é mera tentativa de esboçar uma reação para atender a satisfação de pessoas que não conhecem o problema. A verdade é que os países têm que buscar, através de seus governos e de seus serviços de inteligência, os melhores equipamentos tecnológicos que possam pelo menos dificultar a invasão de privacidade em seus territórios ou nas vidas e atividades dos governantes.

Uma mentalidade de Segurança

Todos os governos em geral deveriam ter um relacionamento bastante estreito com seus órgãos de inteligência e capacitar todo o seu pessoal no sentido da formação de uma mentalidade de segurança. Usar os equipamentos certos, meios criptográficos nas mensagens, na telefonia, enfim, na transmissão de qualquer tipo de informação ou de conhecimento sensível. Seria de bom alvitre um investimento maciço e um apoio aos órgãos internos responsáveis por essas atividades, digamos, de proteção ao conhecimento. O Brasil dispõe de uma boa estrutura para isso. Agora não se sabe o quando poderia ser melhorada ou aprimorada. Cabe ao governo definir suas prioridades.


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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A importância de um conhecimento prospectivo na área de Inteligência

Os serviços de Inteligência em todo o mundo servem 

para assessorar seus respectivos governos e abastecê-los de informações úteis para a consecução de seus objetivos, em todas as áreas. São conhecidos como serviços secretos exatamente pela sensibilidade da atividade por eles desenvolvida. Dentre muitas outras nuances que os serviços de inteligência possuem esta é uma das maneiras de evidenciar a importância da Atividade de Inteligência. Mas como a Atividade de Inteligência se manifesta? Como produz seus documentos para assessorar os governos? E que tipo de documentos produz para os governos? São muitas as interrogações que uma pessoa leiga no assunto pode ter.  

Um Relatório de Inteligência ou qualquer outro nome que um documento possa receber, nos diferentes serviços de inteligência e países, pode tratar especificamente de um caso, um fato em andamento e conter descrições sobre o que já ocorreu (sobre o passado) ou mesmo o presente que está em vias de uma evolução. Quando um assessoramento informa que tal fato “já ocorreu” não dá chances para a autoridade mudar nada. Ela simplesmente vai acompanhar os acontecimentos. É como se fosse uma notícia de jornal, apenas.

Os conhecimentos prospectivos

Em nosso entendimento uma importância absolutamente maior deveria ser atribuída àqueles documentos “prospectivos”, que são elaborados de acordo com técnicas específicas, cientificamente, após muito trabalho mental, de coleta e de busca de dados, com o objetivo de conseguir projetar para um futuro (ou prever) um fato que possa ocorrer (ou não, se evitado). Isso é que tem um real significado e pode influir decisivamente na esfera dos gestores maiores de um país.

Exemplo: a seca no nordeste brasileiro, quando informada depois que acontece ou quando está acontecendo, seu acompanhamento vai ajudar nas decisões governamentais certamente, mas não de forma que possa prevenir o governo para se antecipar a situações calamitosas no campo com a falta d’água, tanto para o homem do campo, a agricultura e as criações de animais. 

Por outro lado se documentos prospectivos fossem produzidos (estudos de larga abrangência, amplitude e principalmente voltado para um futuro pré-definido), as situações poderiam ser analisadas antes dos fatos ou situações ocorrerem. Isso possibilitaria uma tomada de providências, de um conjunto de ações bem mais efetivo, certamente.   

Uma das orientações que os próprios governos deveriam receber de forma contundente de seus serviços de inteligência seriam essas: a de incentivar e de solicitar pedidos para a confecção de tais tipos de documentos. Como exemplo, no Brasil, não seria interessante um estudo de como ficariam as despesas com a Copa do Mundo 5 (cinco anos) depois do evento? Que benefícios ou prejuízos o evento poderia trazer para o país? Muito importante seria uma previsão dessa natureza. E outra mais: a persistir o atual estado da área da saúde e da segurança, como estará o Brasil daqui a 10 (dez) anos? Com estes dados, estas previsões, elaboradas por quem sabe e de forma científica, seria bem mais fácil administrar o futuro quando ele chegasse. Ou então agir de forma a mudar esse futuro, quem sabe?

Concluindo, o conhecimento prospectivo é uma forma INTELIGENTE de tratar e de assessorar os governos em toda parte. E se são chamados Serviços de Inteligência, Atividades de Inteligência, porque não utilizá-los?


João Ribeiro da Silva Neto  

(*) É Analista de Informações do governo federal, cargo denominado atualmente como Oficial de Inteligência, com serviços prestados na Área de Inteligência para o Ministério do Trabalho e para a Presidência da República. Hoje, aposentado da Atividade de Inteligência é Diretor do Instituto Portal Messejana. 


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