segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Papa Francisco, humildade, simplicidade, sabedoria e muito carisma. Um ser iluminado!

Sobre a entrevista com o Papa Francisco, concedida para o repórter Gerson Camarotti, levada ao ar pela televisão. 

Fique impressionado com o brilhantismo das respostas e dos comentários feito pelo Papa Francisco, pouco antes de sua despedida do Brasil. Carismático, sensato, inteligente, sereno, humilde, enfim - tudo de bom que um religioso precisa ser. Está sendo um exemplo muito grande para a religião católica e todos nós.

A esse respeito gostaria de destacar que, além disso, tudo que o Papa Francisco demonstrou durante toda sua entrevista, foi ainda humilde ao não responder sobre as manifestações dos jovens brasileiros, por desconhecer seu conteúdo e o assunto, propriamente. Mais uma vez foi SÁBIO e nãoopinou enfaticamente sobre um assunto que desconhecia. Falou, sim, de forma genérica, de todos os jovens. Muito sensato e muito inteligente. Demonstrou que conhece também Lógica e domina bem todos os estágios da mente humana, como poucas pessoas o fazem.

Eu, simplesmente vou orar por ele todos os dias de agora em diante, como ele pediu. Embora afastado da religião católica por motivos de atrasos da própria Igreja em relação à sociedade de hoje (coisa que o Papa diz que vão estudar muitas mudanças!). Parabéns Papa Francisco! Aprendi muito com sua visita. O melhor religioso que eu já conheci em minha vida! 

Um Papa realmente MUITO LEGAL! O melhor que conheci até hoje. Já entrou para a história. E deverá promover muitas mudanças no mundo e nos corações das pessoas. Eu também fiquei emocionado várias vezes com esse santo padre. Tornei-me fá dele, na boa mesmo! E vou procurar aprender o que for possível da sabedoria que nos transmitiu e ainda vai transmitir.

Um exemplo de bondade do Papa Francisco, do qual me tornei fá incondicional

Soube que o Papa Francisco ao sair pela manhã no Vaticano deparou-se com um guarda da equipe de segurança da Santa Sé. O soldado se encontrava estático e em posição de vigília. O Papa Francisco chegou-se a ele e perguntou há quanto tempo estava daquela forma (em pé). Ao que respondeu o soldado que “era sua missão e tinha que cumpri-la conforme as determinações” etc. etc. Continuou o Papa indagando quanto tempo ele estava em pé. Ao saber que tinha ficado a noite inteira, em pé e sob um frio intenso, saiu e voltou pouco depois com uma cadeira para o soldado e o mandou sentar. Quando o segurança disse que não poderia, ele, calmamente, disse que ele era o Papa e como tal determinava o que sua segurança deveria fazer. Depois disso o Papa ainda trouxe uma bandeja com café, leite e mais alguns lanches e colocou para que o soldado se servisse.

Um exemplo de vida que também me transformou

Sobre esse belíssimo exemplo humano gostaria de registrar que o Coronel do Exército Mário Ramos Soares, que foi meu Chefe durante determinado período (pessoa responsável pelo meu avanço na área de Inteligência), fazia coisas semelhantes com seus subordinados, muitas vezes. Dava exemplos de vida. Era simples, justo e leal.

No serviço em uma das oportunidades chegou de súbito, à noite, para fazer refeição no quartel que comandava. Foi levado de imediato para o restaurante dos oficiais, quando relutou e disse: “eu quero fazer a refeição com os soldados!”

Desse modo, quando provou o “rancho” como dizem os militares, achou a comida imprestável para seus homens. Imediatamente mandou jogar tudo fora e determinou que os cozinheiros preparassem uma nova refeição digna de um soldado, de um ser humano... E assim foi feito.

Outra vez socorreu um desconhecido que estava caído na sarjeta. Levou o cara para um hospital, às suas custas, e foi preciso que esse homem fosse operado de um ferimento em sua perna proporcionado assistência até que se recuperasse totalmente. Durante o período de internação o Cel. Mário e sua esposa levavam lanches, frutas para que o homem logo melhorasse. Depois de uns dois meses a pessoa se recuperou e voltou ao mundo. Não se sabe o destino que tomou. Mas ele, o Cel. Mário Ramos, cumpriu a sua missão com muita propriedade e ainda por cima me deixou um belo exemplo, tanto que após uns 30 anos ainda lembro o fato e repasso a todos que conheço. O meu pai, Alberto Ribeiro, após te conhecido o Cel. Mário por algum tempo, dizia que ele “era uma espécie em extinção no mundo”. E eu digo que se no Brasil encontrássemos um Cel. Mário Ramos em cada Estado da Federação o país estaria salvo! Hoje o Coronel Mário ainda está conosco, em casa, com 98 anos e perfeitamente lúcido, graças a Deus. 

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Pontos de vista e julgamentos imprecisos, um perigo que podemos evitar!

Resolvi falar de um assunto que pode até gerar muitas controvérsias, mas é muito importante em nossas vidas. Trata-se de quem fala, comenta, escreve ou assevera alguma coisa sobre um determinado assunto, pessoa ou qualquer coisa, sem ter certeza do que diz. E esses fatos acabam por serem levados ao conhecimento público, com seus efeitos muitas vezes devastadores ou no mínimo prejudiciais. É muito comum hoje em dia as pessoas afirmarem ou atribuírem fatos a autoridades, governantes, sem ter a certeza do que falam ou escrevem. Nas redes sociais a situação se complica porque há aqueles que usam de pseudônimos, apelidos, para não de identificar corretamente. E pelo bem que isso pode proporcionar em favor de sua segurança usam essas características para “se esconder”, se abrigar, e assim poder falar o que querem sobre qualquer assunto, muitas vezes de forma irresponsável.     

O meu pai dizia, quando ouvia duas pessoas discutirem sobre a veracidade ou não de alguma coisa, ambas se dizendo com a “razão” e com “certeza”, que: “quando duas pessoas afirmam que têm “certeza” sobre um assunto e suas ideias são distintas, uma delas está errada, logicamente. Não é mesmo? Um pensamento conhecido é aquele que diz “Abra sua mente antes da boca”, muito inteligente, por sinal. Significa que devemos pensar mais antes de emitir conceitos que poderão estar completamente equivocados. 

Ouve-se no dia-a-dia, comentários às vezes maliciosos ou mesmo aqueles que sem más intenções podem ser tendenciosos e não obedecem aos princípios básicos de sabedoria por parte de quem os produziu. Desse modo quase sempre são prejudiciais a alguém, a uma empresa ou a uma causa.

Quem nunca ouviu, por exemplo, uma pessoa chegar e dizer: “olha, disseram que você fez isso ou aquilo...”, “comentaram que alguém disse ou comentou sobre...”, “estão dizendo por aí que foi fulano ou sicrano que fez tal coisa...”. Ora, uma providência acertada, antes de transmitir ou aprofundar o boato seria perguntar para quem lhe fala: Quem disse? Você mesmo ouviu isso? Como as respostas quase sempre são evasivas e quem transmite um boato ou uma notícia da qual não tem certeza, não quer se comprometer. Regra geral que deveria ser empregada é a de que não se deve retransmitir uma notícia sem fundamentação, nunca escrever o que não pode assinar embaixo, ou levar adiante acusações ou pré-julgamentos sem provas.

A própria Justiça pode cometer erros, os quais muitas vezes são descobertos anos depois de alguém ter sido condenado injustamente. Os erros nestes casos quase sempre são irreparáveis.  

Os pontos de vista (os seus ou os meus)?

Cumpre aqui comentar a temática dos pontos de vista. Vamos supor que duas pessoas estejam no sopé de uma montanha, sendo que de lado opostos. E observam uma fumaça negra após uma explosão imediatamente que um avião passou por cima daquela montanha, saindo de um ponto que nenhuma delas pode observar com precisão.

Pois bem, nesse caso uma poderia pensar: “O avião caiu do outro lado e explodiu”. A outra poderia chegar à mesma conclusão. E ambas estariam erradas! Um terceiro ponto de vista foi omitido propositadamente no exemplo. Uma terceira pessoa poderia estar no topo da montanha e ter observado que o avião a sobrevoou normalmente e pouco depois se ouviu uma explosão seguida de muita fumaça, mas partindo de uma mineração ali existente, explosivos em uma pedreira, que seja... Não ouve má intenção em “achar” que o avião poderia ter caído, mas simplesmente ambos acreditaram em formulações mentais baseadas em dados não concretos! Ninguém viu o avião cair, mas sim, “presumiram” que o avião poderia ter caído.

Os quatro estágios que a mente pode atuar

No estudo da Lógica existe uma parte que aborda os quatro estágios em que a mente humana pode agir. São eles:

1º IGNORÂNCIA
2º OPINIÃO
3º DÚVIDA
4º CERTEZA

No primeiro estágio, o da IGNORÂNCIA, a mente não sabe, não conhece nada do objeto e assim não tem como formular uma ideia. O próprio nome diz: Ignora o objeto.

Por sua vez no estágio da OPINIÃO a mente tem alguns dados para se basear, mas que não são suficientes para uma verdade. Então é o que se chama de “dar um palpite” sobre determinado assunto. A pessoa às vezes ouve uma coisa, entende outra e repassa mais outra, diferente das duas anteriores. Uma opinião pode estar CERTA, vamos admitir. Mas esta certeza veio sem base alguma de conhecimentos sólidos e verdadeiros.

No terceiro estágio, o da DÚVIDA, a mente humana se encontra em uma situação diferente: exposta a determinado assunto ou objeto sua mente possui conhecimentos que a levam a pensar em duas posições. Como exemplo, após ouvir várias testemunhas em um tribunal, os jurados por vezes tem motivos (indícios, provas, fatos) que podem o levar para uma absolvição ou para uma condenação do réu. Eles podem ficar em DÚVIDA e terão de decidir por seus próprios julgamentos e aferição das verdades apresentadas com o que sua mente realmente considerou. Quem está no estágio da DÚVIDA pode errar ou acertar, mas o fez baseado em dados que recebeu e que lhe proporcionou um estado de avaliação ou julgamento.

E o último estágio é o da CERTEZA. Ocorre quando a pessoa está diante de uma situação, fato ou estória e possui elementos suficientes (provas, evidências) para afirmar de maneira correta. Assim há uma plena convicção de que o objeto é coerente com todos os fatos, o que leva a mente a identificar claramente uma situação.

Ainda assim, no estágio da Certeza, a mente humana pode errar e nos trair, por nossa própria qualidade de seres falhos.

Assim concluímos que devemos ter muito critério ao externarmos nossos pensamentos sobre pessoas ou fatos dos quais não possuímos dados suficientes para aferir ou verificar sua veracidade.

Uma boa regra de conduta seria a de nos indagar, antes de emitir um conceito: “posso assinar embaixo do que escrevi?” 

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

A independência dos Poderes da República favorece a desigualdade social

Sempre pensei algumas vezes sobre o significado do tema independência dos poderes da República. Acho que tem alguma coisa que não está bem explicada, caracterizada, ou que pelo menos não funciona direito, em detrimento de alguns poderes, particularmente do Executivo. Diz a Constituição Federal que “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. (Título I, Dos Princípios Fundamentais, Art.2º). Com o meu simples entendimento da matéria e dentro de minhas limitações, resolvi expor aqui o que penso e colocar algumas dúvidas com o objetivo de que pessoas com maior capacidade jurídica possam também se expressar livremente sobre o assunto e outras, que nem tenha idéia sobre isso, comecem a pensar no assunto. Como analista que sou tenho vários questionamentos sobre variados temas. E procuro, na medida do possível, aprender mais. Neste sentido exponho meu pensamento e minhas dúvidas sobre esta relevante questão.

Meu objetivo apenas é o de tentar informar (ou pelo menos tornar conhecido o tema) para a grande maioria dos brasileiros, o que significa a interdependência dos poderes da República, a qual, salvo melhor juízo, é prejudicial para a Nação algumas vezes, senão vejamos.

Quantas pessoas que você conhece sabem quanto são os poderes da República, quais suas atribuições e suas finalidades? Acredito que poucas. Tente isso com seus colegas, auxiliares etc. para ver o que acontece. O despreparo e desconhecimento do assunto são muito grandes. E isso contribui negativamente para a melhora do país.

Quais são os Poderes da República?

A primeira pergunta que gostaria de comentar e elucidar para aqueles mais leigos no assunto:

Os poderes são três: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Cada um com suas atribuições específicas. Tudo certinho até um ponto, que será ressaltado durante este texto, conforme a seguir. Assim, basicamente são estes Poderes, com suas atribuições, em uma forma bastante simplificada, para melhor entendimento:  

Poder Executivo é chefiado pelo Presidente da República e tem várias incumbências, dentre elas a de ser responsável pela arrecadação de impostos, custear as despesas do governo e devolver o restante para a população em forma de serviços, assistência e benefícios. Desta forma ele arrecada dinheiro dos contribuintes através dos diversos impostos, sendo o Brasil o que possui uma das mais altas taxas de tributação, ou seja, o que recebe mais dinheiro do povo. Em São Paulo fizeram até um “impostômetro”, que mede a quantidade de impostos paga no país minuto a minuto.

Por sua vez o Poder Legislativo é responsável por elaborar as leis do país, de acordo com as necessidades da sociedade. E também tem o dever de acompanhar as ações do Executivo. Ou seja, os nossos representantes, políticos de diversos partidos, fazem as leis, modificam o que acham necessário e aprovam ou não propostas ou projetos de lei enviados pelo governo.

E o Poder Judiciário, tem a atribuição de julgar, de acordo com a legislação existente, todas as questões de Direito.

Mas e daí? O que tem a ver esse texto? Você pode perguntar... E eu coloco minhas dúvidas sobre o seguinte:

Como podem os três poderes serem independentes entre si, se um depende do outro, por exemplo, para fazer o pagamento de salários de seu funcionalismo? 

Se o Executivo tem um orçamento ele pode controlá-lo da forma conveniente. Mas e se o Legislativo, por outro lado, votar aumentos em escalas superiores à capacidade do que arrecada a União, o governo? Aí é que a coisa pega. É exatamente o que acontece. O Legislativo vota muitas vezes projetos de aumento de salário em benefício próprio e o Executivo se vê “obrigado” a aprová-los por que necessita de apoio dos parlamentares para aprovação de suas medidas administrativas, colocando-as na forma da lei ou as regulamentando. A imprensa menciona os fatos muitas vezes como “troca de favores” entre o Executivo e o Legislativo.  

A equidade (igualdade) de pagamento para funções assemelhadas

Em minha modesta opinião, o pagamento do funcionalismo INTEIRO, dos três poderes, deveria ser igual. As carreiras, cargos, funções etc. deveriam ser definidas ou equiparadas, nos três poderes e daí para frente os aumentos seriam mais coerentes.

Como isso não ocorre a disparidade é gritante. Não se justifica ascensoristas, servidores da Câmara dos Deputados, em Brasília, receberem salários muito maiores do que profissionais mais qualificados, por exemplo, pilotos de aviões caças, da Força Aérea. 

Mas infelizmente é o quadro existente. Em razão da necessidade de o Executivo precisar do Legislativo para votar a favor das matérias de seu interesse há uma troca de favores extremamente prejudicial ao país e, por conseqüência direta, ao povo brasileiro.

E para fortalecer minhas idéias a indagação: por que o Legislativo vota por aumentos de 6% por cento para o salário mínimo e para ele próprio (parlamentares) vota reajustes de 60% (sessenta por cento) – ou seja, dez vezes mais?

Segundo a Constituição Brasileira todos somos iguais perante a Lei. Mas é lamentável que essa igualdade no Brasil seja limitada muitas vezes às obrigações de votar, de recolher impostos e não na hora de receber salários justos, benefícios iguais, tratamento igual. O pobre no Brasil, quando se aposenta, após viver miseravelmente quase toda a existência, recebe ínfimos salários como benefícios da seguridade social, enquanto servidores do Legislativo e do Judiciário são aposentados com quantias significativas. E no caso dos parlamentares, com pouquíssimo tempo de serviço.

Acreditamos ter lançado uma idéia para reflexão dos brasileiros e principalmente da classe política. Essa cada vez mais desmoralizada pela falta de ação e de ética em muitos setores que atingem direta ou indiretamente a vida nacional. Estamos dominados ou ainda nos resta alguma esperança? 


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quinta-feira, 18 de julho de 2013

A importância da Atividade de Inteligência e um breve histórico da Atividade no Brasil

Poucos sabem da verdadeira importância que a atividade de Inteligência tem para o País, outrora chamada no Brasil de Atividade de Informações. Trata-se de uma atividade científica, nobre, séria e por demais útil para todos os segmentos da sociedade e atua em todos os campos de expressão do Poder Nacional. Não é uma atividade ligada a um partido político. Sim, uma atividade para servir aos governos, independente de conotações partidárias.

Continuo a escrever alguns artigos sobre a importância da Atividade de Inteligência, hoje é desenvolvida pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), que muitas vezes é atingida de forma grotesca e ignorante por pessoas que nada sabem da Atividade e de sua nobre missão ou que propositadamente desejam denegrir sua imagem e sem o menor interesse que suas ações tenham efeito, deixando-lhes um campo fértil para a prática de ações ilícitas. 

Assim muitas vezes lemos, através da própria internet, frases como: pra que serve a ABIN? E outras colocações pejorativas a respeito de uma atividade tão necessária e nobre para a Nação. Vale ressalta que é importante que haja confiança dos governantes em seu próprio assessoramento para que uma interatividade seja levada a efeito e os benefícios, que são substanciais, venham para o País.   

João Ribeiro (*)

Um breve histórico (extraído do site da ABIN)

“A história da Atividade de Inteligência no Brasil teve origem em 1927, quando foi criado o Conselho de Defesa Nacional, órgão diretamente subordinado ao Presidente da República. Até então, a atividade era exercida apenas no âmbito dos ministérios militares.

Diversas foram as reformulações introduzidas na então atividade de Informações ao longo do processo político nacional. Entre elas, cabe citar a criação, ocorrida em 6 de setembro de 1946, do Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (SFICI).

O Brasil, no início da década de 60, apresentou um cenário interno bastante conturbado, gerando manifestações de segmentos da sociedade. O quadro evoluiu para uma intervenção militar no processo político nacional a partir de março de 1964. Na ocasião, foi extinto o SFICI e criado o Serviço Nacional de Informações (SNI).

Foi criado, em 1970, o Sistema Nacional de Informações (SISNI), integrado por todos os órgãos de informações dos ministérios civis e militares. O SNI era o órgão central desse sistema.

A partir de 1979, procurou-se ajustar as estruturas de Informações aos novos tempos, pois já estava em andamento o processo de redemocratização do país. Os governos da época buscaram alternativas no sentido de reposicionar a atividade de Informações em seu correto espaço e devido limite.

Em 1990, no contexto de ampla reforma da Administração Pública Federal, o SNI foi extinto. O exercício perene da atividade, todavia, foi preservado com a criação da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), que absorveu as atribuições do SNI.

Em 7 de dezembro de 1999, o Presidente da República instituiu o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e criou a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). A criação da Agência proporcionou ao Estado brasileiro institucionalizar a atividade de Inteligência, mediante ações de coordenação do fluxo de informações necessárias às decisões de Governo, no que diz respeito ao aproveitamento de oportunidades, aos antagonismos e às ameaças, reais ou potenciais, para os mais altos interesses da sociedade e do país.”


A FALTA DO SISNI EM TODA SUA AMPLITUDE

O SISNI (Sistema Nacional de Informações) prestou um importante papel para o Brasil. O Sistema se aprimorava dia a dia, qualificava seus analistas e demais agentes em todo o território nacional e contribuía de forma efetiva para o governo, em todos os campos de expressão do Poder Nacional.

No entender do editorialista do Portal Messejana, O ex-presidente Collor de Mello cometeu um erro gravíssimo ao “extinguir” o SNI (Serviço Nacional de Informações) que era o órgão de cúpula do Sistema de Inteligência no Brasil, particularmente quando encerrou as atividades de inteligência no âmbito dos Ministérios, realizada pelas Divisões de Segurança e Informações e pelas Assessorias de Segurança e Informações.

Em outros artigos procurarei escrever mais detalhes sobre os acontecimentos que levaram a esta estupidez do Presidente Collor. Em primeiro lugar porque ele não extinguiu nada. O SNI apenas sofreu uma mudança de nome. Mas – é aí o ponto chave – o sistema possuía as Divisões se Segurança e Informações (DSI) e as Assessorias de Segurança e Informações (ASI) que funcionavam nos Ministérios, sob a supervisão técnica do SNI. Assim, esses órgãos prestavam assessoramento para o Sistema no que se refere a assuntos pertinentes a cada ministério.

A história e os fatos já estão demonstrando essa falha de Collor de Mello, o qual, por razões pessoais decidiu erroneamente “acabar” com a atividade de inteligência no Brasil. E não conseguiu isso, por razões óbvias. Mas dificultou as ações de inteligência com o fim da atividade nos ministérios civis e outros órgãos governamentais de suma importância para o Brasil. 

A classe política e o próprio governo deveriam analisar e refletir sobre a real importância da atividade e corrigir um erro crasso quando ao tentar extinguir o SNI acabou por afetar a estrutura do próprio Sistema. Os mais novos devem tomar conhecimento desses fatos e os bem intencionados reconhecer a importância das atividades de inteligência em todas as áreas do governo.  

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sábado, 13 de julho de 2013

O álcool também é uma droga que mata!


Há tempos o governo federal vem adotando algumas medidas contra o uso do cigarro, para inibir ou limitar as áreas que os fumantes podem utilizar. A legislação que permite demonstrar os diversos males causados pelo cigarro (dentre eles o câncer) e que figura nas carteiras de cigarro também foi um grande avanço.

Enfim, infelizmente, hoje em dia só começa a fumar quem não resiste ao forte impacto publicitário que ainda existe por parte dos fabricantes de cigarros. E tenho certeza que o governo tem prejuízo no final, primeiramente porque não protege o povo contra uma armadilha mortal, lenta, mas fatal. Tem a ânsia da arrecadação de impostos mas não contabiliza o prejuízo com as mortes de seus cidadãos e com as despesas dos sistemas de saúde em razão dos tratamentos para doenças respiratórias e outras provocadas pelo tabagismo. Todos saímos perdendo, até mesmo quem não fuma!

Uma das principais razões para o tabagismo ser a mais importante doença no mundo atual, deve-se ao fato de existir grupos poderosos interessados em produzir e vender tabaco. E, para isto, contam com o prestimoso auxílio de legiões de publicitários, sempre, e cada vez mais, criativos. Bem, esse tema já é bem conhecido e vamos abordar uma ameaça ainda pior!

E as bebidas alcoólicas não mereceriam legislação similar?

As bebidas alcoólicas também não constituem um perigo, não são uma droga?

No meu ponto de vista o álcool, quando ingerido de forma excessiva, tira a razão, o juízo das pessoas, diminuem de forma brutal os reflexos, dão uma falsa ilusão de “coragem” ao volante, incentivam o jovem em seus variados ímpetos e leva um contingente enorme de pessoas a morrer precocemente. E o pior, às vezes a matar pessoas inocentes.

Os números de acidentes no trânsito decorrentes de embriaguês ao volante é assustador. Das duas uma: ou temos a visão bastante apurada para esses fatos ou as autoridades estão plenamente cegas e não enxergam esse problema de forma a aumentar as penas para aqueles que dirigem sob o efeito do álcool e fazer cumprir a legislação existente, pelo menos, acabando com a impunidade, que grassa no Brasil em muitos setores.

Nos acidentes fatais com embriaguez ao volante o que acontece normalmente no país é que as vítimas de atropelamentos sofrem as conseqüências de imediato porque morrem e perdem o seu bem maior, sua vida! E os atropeladores quando muito sofrem um processo, com muitos recursos e no final das contas caem na impunidade, ou quase isso, na maioria das vezes. Há uma infinidade de casos (só não contata quem não quer ver) que retratam o problema acima.

Um verdadeiro absurdo!

Em um programa recente na televisão foi demonstrada a quantidade de mortes no Brasil em decorrência de acidentes de trânsito (causados a maior parte por motoristas bêbados). Impressionante! O número de mortes no Brasil em um só ano supera aos da Guerra no Golfo, ao atentado do World Trade Center (torres gêmeas), Guerra no Iraque e o Tsunami no Japão!

Ora, se todos sabem que álcool e direção nunca deram certo, pois suas uniões resulta em sofrimentos, fim de sonhos ou até mesmo a morte, por que não tomamos providências no sentido de melhorar a situação?
Viver numa sociedade integralmente prudente parece estar cada vez mais distante, pois os meios de comunicação sempre noticiam cada vez mais acidentes automobilísticos com vítimas fatais.
Assim é importante levantar uma bandeira de luta contra o álcool ao volante, no sentido de que as autoridades e os legisladores endureçam a fiscalização e as penalidades para aqueles que insistem em irresponsavelmente assumir o risco de matar ao dirigir alcoolizado.

A sociedade pode e deve repassar suas reivindicações e compartilhar esta campanha em todas as mídias. É, sem dúvida, um manifesto em favor da Vida...


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quinta-feira, 11 de julho de 2013

A violência e a insegurança que se alastram no Ceará e no Brasil inteiro


A vulnerabilidade da segurança em Messejana, Fortaleza e no Ceará
 
A segurança pública chegou aos limites extremos. Nossas casas estão cercadas de grades, de cercas elétricas, de câmeras, sensores e outros equipamentos de segurança. Foram transformadas em verdadeiras “prisões domiciliares de segurança máxima”. Para dar a sensação de segurança pelo menos no lar, para aqueles que podem fazer isso. Mas o que acontece quando saímos de casa? Ficamos totalmente à mercê de bandidos, de assaltantes de celulares (que muitas vezes matam após roubar), de menores de idade bem armados e que podem nos atingir com um tiro a qualquer momento. Existem casas e prédios abandonados, terrenos baldios, que servem unicamente para abrigo de marginais e usuários de drogas. Esses ficam nos locais a espera de uma oportunidade e saem para fazer “suas paradas”, como usado no vocabulário dos criminosos. As rondas de vigilância efetuadas pela polícia diminuíram sensivelmente. As abordagens policiais também. Essas ações, no centro da cidade e periferia deveriam fazer parte das rotinas policiais o que de certa forma inibiria a ação dos bandidos.

Não há mais nenhum “local seguro” para viver

Ao entrar ou sair de um banco você poderá estar marcado para ser assaltado. Da mesma forma os bandidos atacam cada vez mais em restaurantes (arrastões), nas redes de supermercados, farmácias, postas de gasolina, lotéricas   e estabelecimentos comerciais diversos. Muitos comerciantes são assaltados várias vezes e temendo pela vida são obrigados a fechar seus locais de trabalho. Até mesmo assaltos contra profissionais liberais, como dentistas, tem tido um aumento constante. Muitas das ações com uma violência extrema, a ponto de os assaltantes matarem suas vítimas queimadas. Até mesmo em condomínios a segurança também começa a falhar, pela ação cada vez mais audaciosa dos bandidos.

Falta de Planos e Ações de Segurança Pública

O que mais nos admira é que as autoridades da área de segurança sempre apresentam respostas que são “satisfatórias” (somente para eles) porque a população não sente isso. Assim, dizem freqüentemente através da imprensa que os patrulhamentos e os efetivos policiais estão distribuídos de maneira correta e parará parará... E pronto, nada mais! Mas o que acontece não é bem isso. Ao verificarmos a situação facilmente observamos que a criminalidade aumenta em todos os setores: assaltos, roubos, furtos, assassinatos, latrocínios, roubos a bancos, estupros, roubo de carros, de motos, as conhecidas “saidinhas bancárias” etc. Não há tranqüilidade de forma alguma. Nem se pode fazer caminhadas ou exercícios pelas redondezas que você se tornará presa fácil de meliantes.

Ações que demonstrem resultados efetivos

Agora mesmo a polícia ampliou a gama de crimes que podem ser denunciados através da internet, através do Boletim de Ocorrências eletrônico, como é chamado. O fato foi noticiado pela imprensa local. Muito bem, agora podemos denunciar pela net vários tipos de crimes. Mas para que mesmo? Quando sabemos que na maioria das vezes os crimes não são desvendados? Vai ser interessante para a Polícia ter estatísticas melhores a fim de aperfeiçoar seus planejamentos, mas a população necessita mais que isso. Quer ver e se sentir segura em todos os locais. 

No interior do Estado a situação também é crítica

E no interior do Estado? Pensamos que as ações delituosas praticadas no interior do Estado são voltadas mais especificamente para roubo a bancos, pela fragilidade da segurança nas localidades e pouco efetivo policial. Só para falar um pouco no assunto, que mais poderia se transformar em um livro, a segurança “é uma brincadeira”, como se diz. Os bandidos chegam, muitas vezes prendem os policiais, primeiramente, e depois vão explodir as agências bancárias “na boa”. Saem na tranqüilidade, atiram para todo lado, amedrontam a todos, fazem reféns e tudo isso continua sem parar.

A segurança em todo o País

No sudeste do país a coisa ainda é pior... Há uma guerra entre a polícia e o tráfico no Rio de Janeiro. A polícia perde nitidamente. Porque enquanto os bandidos se articulam à vontade, fazem contrabando de armamentos pesados, a polícia fica limitada a licitações, com seus poucos efetivos, coletes à prova de bala (muitos deles vencidos)...

A impunidade no Brasil

A diferença do Brasil para outros países mais avançados se faz principalmente com base na LEI CUMPRIDA. E os governos e parlamentares brasileiros insistem na morosidade quanto à reforma dos códigos, da legislação penal... E o Judiciário, por sua vez, também não pressiona para que a situação mude. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) precisa ser revisto com urgência. Os “menores de idade”, por exemplo, alguns com até 17 anos e 11 meses e 20 dias, agem de forma ameaçadora. Usam drogas, assaltam, usam armas, matam, tomam motocicletas, violentam e agridem pessoas e passaram a não temer a própria polícia, que não os pode atingir – ou seja, a polícia prende o menor de idade (criminoso), o Delegado autua e a Justiça tem que mandar soltar ou encaminhar apenas para uma instituição – fundação Casa ou similar.

O adolescente apreendido em flagrante, com drogas, é ouvido na presença dos Pais ou responsável ou ainda, na presença do Conselho Tutelar e depois, ele é apresentado ao Ministério Público. A depender do fato, ele poderá ser encaminhado para uma instituição de apreensão de menores ou, liberado sobre a responsabilidade da família e, aguardar o chamado do Juizado da criança e do adolescente, e em audiência haverá decisão ser o adolescente será apenas advertido e encaminhado a programas do governo. Na pior das hipóteses será apreendido e ficará até completar 18 anos, quando retornará para a sociedade com a ficha inteiramente limpa. Está certo isso?

O problema das drogas que se alastra pelo país inteiro

A droga é um dos problemas gritantes no Brasil e as autoridades parecem que estão anestesiadas quanto a isso. Os diferentes tipos de entorpecentes tomaram conta do Brasil, praticamente de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Estamos praticamente sendo dominados por uma força grande chamada “crime organizado”. E perdendo a batalha, infelizmente. 
Conclui-se assim que os problemas da violência urbana e das drogas no Brasil merecem um tratamento de urgência.

Um Planejamento de Segurança eficaz é necessário

As forças policiais precisam ser amparadas por melhores equipamentos, treinamento intenso e capacitação dos efetivos, melhoria da remuneração e, acima de tudo, por uma legislação que não proteja menores praticantes até mesmo de crimes considerados hediondos no país. E que gestores federais, estaduais e municipais, aliados aos representantes do povo no Legislativo possam atacar o problema de frente e não apenas se preocupar com temas eleitorais, como se observa hoje em dia. 

Tudo isso poderia ser contornado de uma vez só, se a IMPUNIDADE no país fosse eliminada em todos os setores.  


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