quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um visual assustador - Barão de Aquiraz em Messejana

Pense em uma rua estragada! Pense mais!!! Achou... É a Avenida Barão e Aquiraz, no quarteirão entre a Rua Manoel Castelo Branco e a Rua José Hipólito (Estrada do Fio). Nela você encontra tudo. De ruim... De pior, do caos! E agora estamos entre duas frentes de som alto que pode se chamar de céu e inferno (de um lado igrejas e de outro lado bares, ou melhor, cabarés), que disputam entre si quem tira mais a paz dos vizinhos. E nenhum órgão, apesar de acionados muitas vezes, toma providências. Haja paciência.


Pense em um visual horrível

Há tempos que os esgotos a céu aberto existem no trecho assinalado. Agora a situação piorou, pois os esgotos invadiram a pista de rolamento e os transeuntes não tem mais calçadas para andar. Ficam, de um lado a mercê dos esgotos, da água fétida (podre) e do outro dos terrenos baldios, sem calçadas, com muito lixo e sujeira por toda a extensão. Qual escolha você pode fazer? A única alternativa é disputar sua vida andando lado a lado com os carros que passam... E seja o que Deus quiser.
 
Em alguns quintais, com muros derrubados, podem ser observados até mesmo alguns varais, com roupas estendidas, o que realça a "beleza" do local. Em outros (vários) as pichações, as faixas, as propagandas em muros, enfim, uma bagunça realmente formada, tudo sem controle mesmo, a chamada "esculhambação".

Assim, para quem se desloca a pé pela Avenida Barão do Aquiraz, tanto indo em sentido da Manoel Castelo Branco em direção à Paupina, quanto voltando, a situação é idêntica.

Como diria um apresentador de televisão que hoje é um dos nossos bons representantes na área política, o nobre deputado Ely Aguiar: "pense numa bagunça, macho veío"... Pense numa esculhambação grande!

E não sabemos como os comerciantes que mantém seus tímidos negócios no trecho ali permanecem. E os moradores como são passivos em não reclamar seus direitos. Acho que caíram naquela vala comum daqueles que pensam "não adianta fazer nada mesmo, não vou reclamar"... Infelizmente parece que aconteceu isto aqui também. Seria o fim ???

O problema do saneamento

Os órgãos fiscalizadores da Saúde Pública deveriam agir com mais rigor nessas situações, ou pelo menos agir. Se não há saneamento básico (rede de esgotos) os moradores simplesmente não podem despejar suas águas na rua, a céu aberto, sob pena de colocar em risco toda a área, os vizinhos, os transeuntes etc. 

A poluição visual

Ao atravessar este quarteirão, dos muitos parecidos que existem em Messejana, sentimos que a coisa está piorando de forma assustadora. Qualquer um coloca sua propaganda, derruba muro para fazer estacionamento ilegal, comércio ou vendas ilegais ou simplesmente fazer locais de depósito de lixo. Pode ser assim mesmo? Ou seria a hora exata de começar a dar um basta, a colocar um ponto de partida para reorganizar Messejana?

O direito de ir e vir – pelas calçadas

No trecho mencionado há até pequenas árvores com espinhos que adentram a área das calçadas, forçando o pedestre a desviar para a água dos esgotos ou transpor para a via dos veículos, colocando em risco a própria vida. Pode??? O direito de ir e vir: até isso acabou em determinados locais em Messejana. Nos finais de semana em muitos lugares não se pode mais nem andar pelas calçadas. São vendedores informais que armam seus pontos de venda, de jogo do bicho, de venda de tudo que é mercadoria.Em frente ao Banco do Brasil e adjacências o caos é total. No trânsito, nas calçadas, em tudo.  E se você porventura for reclamar de alguma coisa pode esperar que, no mínimo, vai passar vergonha. Porque não é caso policial... Os órgãos fiscalizadores (do saneamento, da saúde pública, do estado das vias públicas não se fazer presentes na área, como se diz comumente: "não estão nem aí "...

O pior é quando se observa o estado de "ânimo" das pessoas, que parecem inanimadas e não sentem nada com a situação, ou se sentem paracem anestesiadas. É que e esperança parece que já se esvaiu dessas pessoas ou a falta de cidadania para a cobrança não existe.


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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Continuam as aulas de bandidagem pela televisão, um absurdo em nosso entender


Muitas emissoras de televisão continuam suas aulas de bandidagem pela mídia, ensinando as técnicas policiais, o “modus operandi” dos criminosos etc. Nossas autoridades policiais deveriam agir com os parlamentares para alterar as leis que permitem esses programas.

Há tempos escrevi um artigo sobre o assunto intitulado “Aula completa de violência, criminalidade e de bandidagem pela televisão”.  O que na época tratei como um absurdo, nesta semana de fevereiro de 2013 confirmei minha ideia de que o tema é mesmo vergonhoso e deveria ser do interesse das autoridades. Na certa vão alegar que é pela liberdade de imprensa. Mas no meu entender é uma irresponsabilidade muito grande as tais reportagens que demonstram tudo para a sociedade e os erros cometidos pelos criminosos para que se aperfeiçoem cada vez mais em suas ações.

EXPLOSÕES DE CAIXAS ELETRÔNICOS EM BANCOS POR TODO O PAÍS

A Rede Globo de Televisão, no dia 17 de fevereiro, exibiu uma reportagem (programa completo) sobre as explosões em caixas eletrônicos dos bancos que ocorrem em todo o país. Isso seria normal se os fatos fossem apenas noticiados. Mas não: além dos fatos a tônica das matérias foi sobre como se compra explosivos para detonar os caixas e agências bancárias que às vezes são destruídas completamente (como comprar, onde, por qual preço).

Na matéria os editores reportam até que as medidas de segurança (tingir as cédulas de vermelho quando os caixas são explodidos) não estão mais funcionando porque os criminosos conseguem lavar o dinheiro roubado. Mostram ainda a fragilidade e o medo de policiais, que cedem entrevistas sem se identificar.

Um dos repórteres mostra “in loco” onde são comprados os explosivos. Os fornecedores dão detalhes de tudo o que não seria coerente aqui repetir. No vídeo são apresentadas simulações dos ataques e dos assaltos, com o roubo de carros e armas dos policiais e o quadro detalhado de cada crime. Impressionante.  

Seria enfadonho aqui enumerar os casos, mas são centenas de matérias, vídeos e comentários inoportunos que só ajudam à marginalidade.

AS AULAS QUE ORIENTAM AÇÕES CRIMINOSAS CONTINUAM

As matérias do programa e da semana avançaram ainda mais: afirmaram que as agências explodem, danificando prédios ao lado, por causa da falta de conhecimento dos criminosos sobre que quantidade de explosivo colocar para este ou aquele fim.

BANDIDOS CALCULAM MAL A QUANTIDADE DE EXPLOSIVOS

Ou seja, com uma série de programas, vídeos e matérias na internet, a disposição de todos, agora os bandidos vão contratar pessoal especializado para economizar tempo e aumentar a sua segurança.

Uma pergunta que não quer calar: a divulgação desses detalhes operacionais dos roubos, dos assaltos, das explosões, teria algum benefício para o cidadão comum, direito, honesto? Saber onde se compram explosivos (dinamite), como se coloca, o que é errado, as falhas etc.? Claro que não. Mas para aqueles que possuem mentes voltadas para o crime em todo o país certamente obtiveram um “incentivo” e uma aula multimídia, de graça, pela televisão.

PROPAGANDA CONTRA ORGANISMOS POLICIAIS BRASILEIROS

Quase não se fala no assunto, mas você sabe o que é propaganda subliminar? Não sabe? É uma idéia que pode ser transmitida por veículos de comunicação de forma que a pessoa receba a mensagem real e outra – embutida no contexto. Um país pode ganhar uma guerra contra outro sem disparar um só tiro, sem usar seu exército, mas com uma propaganda forte, capaz de destruir os valores morais, espirituais e culturais de outra nação.

No caso do Brasil, recebemos uma infinidade de ataques indiscriminados contra nossa cultura, nossos valores éticos e morais e outras tantas que pregam a violência, incentivam a criminalidade de uma forma sub-reptícia.


O INTERESSE EM DEMONSTRAR E DIVULGAR ASSUNTOS POLICIAIS

As televisões divulgam dados de valor inestimável para os criminosos, como efetivos policiais pequenos em determinadas cidades ou regiões, técnicas utilizadas (estas mostradas em pormenores) e dicas para que o crime venha a compensar, pelos acertos dos criminosos e pela impunidade existente.

Se nem na televisão existe um controle de tais mecanismos, que dizer das locadoras e da liberdade sem freios para alugar, vender, copiar e disseminar tais mídias e tais conceitos nitidamente do mal em nossa sociedade. Estamos mesmo encrencados e o pior é que ninguém se manifesta sobre o assunto. Bico calado e pronto. Estamos dominados?



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Karatê e a Música – uma relação interessante

Os Kata executados nos treinamentos de Karatê e suas relações com a Música


Em virtude de minha formação acadêmica e práticas musicais ao longo de minha vida musical e também por admirar a prática das artes marciais desde cedo, o Judô, quando criança e particularmente o Karatê (estilo Shotokan), observei repetidas vezes os movimentos variados dos Kata empregados nos treinamentos de Karatê e verifiquei que todos são harmoniosos, independentes de sua velocidade de execução e de suas finalidades. A partir daí notei as semelhanças entre as Artes, o que poderá, em princípio, parecer estranho para muitas pessoas.

Deste modo é importante ressaltar que estes comentários não têm a menor pretensão de teorizar sobre a Música, muito menos sobre o Karatê, mas sim mencionar muitas semelhanças entre as duas Artes, a da Música e do Karatê. Karatê e Música? Não tem nada a ver, diriam alguns impensadamente.

O que são os Kata no Karatê e a Harmonia, na Música?



Explicação básica: os Kata consistem basicamente em várias séries de movimentos e golpes de ataque ou defesa que podem ser utilizados na Arte do Karatê.

Por outro lado a Harmonia, na Música, consiste em uma série de acordes, encadeamentos de acordes musicais, que devem ser aprendidos de forma a acompanhar e “fazer suporte” à melodia.

Se por um lado sem o conhecimento dos movimentos dos Kata não se aprende Karatê, da mesma maneira sem o conhecimento de Harmonia não se pode aprender Música.
Quais seriam as aplicações e as vantagens dos movimentos dos Kata?

Ora, fácil de explicar: com a cadência e ordem de cada Kata e com a continuidade dos treinamentos o karateca passa a dispor de várias combinações de movimentos (que podem ser de ataque ou de defesa) que podem ser utilizados em diferentes oportunidades.

Como tudo isso acontece? Através da prática, experiência, mentalização. E quando esses movimentos de tão assimilados, passam a fazer parte de uma cadeia harmônica de golpes e passos. Neste texto você vai verificar que as semelhanças são tantas que é difícil separar algumas ideias, por sua similitude entre o Karatê e a Música. 

E o que tem o Karatê a ver com a Música? Alguns podem perguntar...
 
A música se divide em melodia, harmonia e ritmo. Música - É a arte de combinar sons de uma maneira agradável e a Melodia significa uma combinação de sons sucessivos; a Harmonia é a combinação de sons simultâneos (acordes); Ritmo, que é uma combinação de valores das notas dispostas no tempo em que são executadas;

Em primeiro lugar uma simples comparação: se a melodia em cada canção é variada, no karatê as lutas, os combates também são variados. A partir de inúmeras situações as semelhanças aumentam em todos os sentidos.

Na Música, os instrumentistas precisam de muita técnica (treinamentos duros e repetitivos, ensaios exaustivos); precisam também da força da mente, do espírito, concentração e de dedicação extrema. Como assimilar e gravar as notas, os acordes, tudo de acordo com o ritmo? Só desta forma, com muito estudo e dedicação.

E no Karatê, é a mesma coisa?

A resposta é sim. Os karatecas dedicam horas aos ensaios (treinamento dos Kata, por exemplo), exercícios físicos, muito concentração para conseguir os movimentos e praticas das atividades de forma correta.

A Harmonia na Música e os Kata no Karatê
 
Um instrumentista desde o começo de seu aprendizado passa por inúmeros e variados treinos e estuda muito Harmonia, que por sua vez tem intensa relação também com a matemática em virtude de sua relação obrigatória com o ritmo.

Na Música, em Harmonia musical estudamos desde a formação dos acordes, nas diversas tonalidades e com suas peculiaridades (acordes menores, maiores, diminutos, com quartas ou quintas aumentadas, dissonantes, relativos etc.).

Apenas como exemplo, um acorde pode ser produzido em um violão ou em um teclado de diferentes maneiras e posições. Existem as mudanças de tonalidades que forçam as posições serem diferentes para acordes idênticos e assim por diante.

Para um leigo em música pode parecer estranho pela nomenclatura utilizada. Se você esta interessado em aprender teoria musical, faz muito bem, afinal ela é uma parte importante na formação de uma pessoa, independentemente da profissão a ser seguida a formação musical é importante culturalmente.

É por meio da teoria musical que os sons produzidos nos instrumentos através da ntação musical, tornam-se notas, acordes, sustenidos, bemóis etc. A correta leitura e interpretação de partituras também está dentro desta disciplina que atrai cada vez mais adeptos.

E os Kata, no Karatê?

As seqüências e os próprios movimentos dos Kata têm um nome específico. Para um leigo também a nomenclatura pode ser estranha. Como exemplo vejamos alguns dos 26 Kata praticados no Karatê Shotokan, com as respectivas quantidades de movimentos: Heian Shodan (21); Heian Nidan (26) e Heian Sandan (20) os quais são sequências, desenvolvidas para treinamento e aperfeiçoamento de técnicas básicas do Grupo HEIAN - Paz (Hei) e tranqüilidade (an).

As semelhanças aparecem novamente

Os Kata são no Karatê como equivalentes às sequências de acordes em harmonia musical. Ambos servem para desenvolver as técnicas do Músico e do Karateca, respectivamente. O emprego das centenas de acordes musicais em suas diferentes tonalidades e dos variados movimentos dos Kata nos diferentes níveis são utilizados conforme as necessidades de cada arte.

Na harmonia musical os treinamentos servem para fornecer suporte à melodia e combinar com o ritmo. E no Karatê os movimentos do Kata podem ser utilizados para defesa ou ataque de acordo com as necessidades ou oportunidade. Tudo muito parecido mesmo, no Karatê e na Música!

Há a necessidade de o Karateca aprender todos os Kata e seus movimentos?

É claro que sim, pois à medida que o karateca vai assimilando, mentalizando e incorporando à sua mente os diversos movimentos dos Kata (cada um com sua ordem e sequência), as possibilidades de sucesso em sua Arte são maiores e progressivas. A utilização deste ou daquele movimento ou golpe em um luta em uma defesa ou ataque é mais bem sucedida de acordo com a eficácia do treinamento.

Há a necessidade de um Músico conhecer todos os acordes? A pergunta também poderia ser feita.

Conhecer todos os acordes e suas variações é praticamente impossível para um músico. Em virtude das variantes que podem ser adicionadas a eles de acordo com as experiências e a criatividade de todos os músicos do mundo... Mas o conhecimento de todos os acordes básicos, que poderiam ser chamados os “Kata Musicais”, digamos, é de fundamental importância, tanto para a qualidade da harmonia, diversidade, sonoridade e emprego adequado. Do modo que a formação dos acordes é infinita, as diversas variantes dos movimentos dos kata que existem e que podem ser criadas todos os dias por novos praticantes também o são.

As técnicas e as velocidades de execução, na Música e no Karatê (mais semelhanças)

Na música

Quanto mais um músico possui técnica e exercícios constantes, melhores ficam suas execuções musicais. O conhecimento teórico é importante – os acordes, toda a notação musical, as notas, as escalas, o ritmo e suas ligações matemáticas, além da própria História da Música, tudo isso para complementar um praticante de uma arte tão sublime e maravilhosa.

No Karatê

Para o Karateca é essencial a técnica e o conhecimento dos movimentos, bases, sequências e suas finalidades. Possuidor destes elementos há que associar à força e às técnicas o espírito, a mente, que coordenam todas as ações. E os princípios também, como a História do Karatê, são de fundamental importância para um aprendiz desta Arte Marcial.

A disciplina na Música e no Karatê
 
Outro aspecto interessante: o músico ou musicista, nas verdadeiras acepções das palavras, possuem uma disciplina de treinamento, de ensaios, de estudos harmônicos, de leitura de partituras, para bem desempenhar suas funções em um instrumento musical ou como para reger uma orquestra. Tudo isso sem dispensar a formação do caráter, o profissionalismo, a conduta pessoal, o estilo e por aí vai. São anos a fio, e quando mais se aprende mais se descobre que não sabe quase nada ainda...

E no Karatê é a mesma coisa. O karateca de verdade tem que ter o respeito necessário ao local de trabalho – o DOJO - pelos seus mestres, treinar com afinco e atenção, aprender os Kata em sua plenitude, desenvolver sua mente para poder coordenar sua força e sua técnica e bem empregar sua arte marcial com oportunidade ou necessidade.

A disciplina que o Karateca desenvolve não serve apenas para a luta. É incorporada ao espírito e passa a ser parte integrante do ser com reflexos positivos até em sua estrutura familiar.

Bem, ao chegar até aqui acho que demonstrei algumas fortes semelhanças entre estas duas artes magníficas, que utilizam as técnicas, a disciplina, os exercícios, a concentração, a inspiração e todo o trabalho da mente para coordenar as ações, os intuitos, os pensamentos, a vontade.

Ao final deste texto ficou para mim uma dúvida que terei que resolver logo... Estabelecer algumas prioridades: deverei treinar com mais afinco e recuperar as técnicas, a agilidade, a desenvoltura e todas as outras condicionantes que me proporcionaram a tocar alguns instrumentos musicais ou então me concentrar nas técnicas e nos movimentos dos primeiros Kata do Karatê, para não decepcionar o meu próprio espírito? Mas estou propenso a fazer as duas coisas, porque sou novo e ainda terei muito tempo, se Deus quiser.

Dedico estas simples palavras à Escola Shotokan CGK-DOJO e ao Sensei Ulisses Moreira e ao Sensei Ulisses Júnior, por tudo quanto têm realizado pelo Karatê no Ceará e em particular na formação moral da juventude local. 

Oss!


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Nossa convivência e separação

Foram muitos anos passados e nossa convivência plena e harmônica. No princípio, quando éramos mais novos, havia as dificuldades inerentes à idade de cada um. Mas com o passar dos anos as mudanças foram ocorrendo. E nós melhoramos de forma conjunta. E assim nossa adolescência passou de forma muito rápida. Fizemos muitas mudanças em nossas vidas ao longo da caminhada. Todas elas muito frutíferas. Dizem que as mudanças físicas não são importantes, mas não há como deixar de reparar nelas. Os traços, as formas, tudo enfim. Em algumas oportunidades nossa forma de pensar ou de agir sofreu transformações.


Com a chegada dos filhos mais mudanças, com adaptações naturais de uma vida. A educação e a segurança estiveram sempre em primeiro lugar. E você sempre contribuiu para isso, correspondendo às alterações e fornecendo o suporte necessário para nossa vida.

Há histórias mil a serem desvendadas sobre nós, as quais nem o tempo saberá ou deixará contar. Não que sejam segredos, mas sim, coisinhas miúdas, detalhes que se passarão entre nós e que ninguém tomou conhecimento. Alguns deixaram marcas profundas e até hoje se fazem notar.

Os laços de união foram feitos há muitos anos. Durante todo nosso trajeto uma cumplicidade, de forma que cada um procurou o bem-estar do outro, como verdadeiras provas de amor. Aprendi a gostar muito de você, apesar de seus inúmeros defeitos, como aqueles que também possuo. Mas isso é coisa da vida. Quem não tem defeito?
Agora chega a vez de falar sobre suas virtudes. Você, que sempre nos acolheu de forma materna, proporcionando todos os cuidados e nos mantendo de maneira ideal. Como deixar de falar nisso? Impossível!

Com o passar do tempo algumas mudanças físicas foram surgindo. Isso é natural. O envelhecimento de cada um. Mas como para quase tudo existe um remédio os devidos reparos foram sendo executados, inclusive às vezes com cirurgias e outros tratamentos, que ao final deixaram um resultado sempre melhor para nós.

As separações bruscas que tivemos conhecimento e algumas possibilidades levantadas sobre nossa própria separação sempre me trouxeram preocupação.

Em algumas oportunidades houve tentativa de interferência por parte de terceiros, mas o nosso relacionamento e a presença constante um na vida do outro prevaleceu.

Mas tudo tem seu tempo. Assim como a vida termina ou tem continuidade após à morte, depois de uma separação definitiva a vida tem que prevalecer. Agradeço e sempre agradecerei o quanto fizeste por todos nós. Mas tenho que começar a pensar em viver separado de você. Outras certamente poderão cumprir o seu papel, não vão lhe substituir, mas sim fazer parte de uma nova vida. Fiz, durante nossa convivência, todo o possível para lhe dar tudo de bom.

Enfim, muito obrigado e esperemos que nossa separação seja bem feliz, após sua desapropriação, se vier a ocorrer. Gosto muito de você minha casa.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Aulas de criminalidade" pela televisão?


Faço há tempos um questionamento que envolve a liberdade de imprensa, os programas policiais sensacionalistas e a responsabilidade pelas informações levadas ao público, particularmente na divulgação de conhecimentos não necessários (referentes a crimes em geral). Para ter uma opinião mais abalizada do assunto passei a observar por meses os canais de televisão e os programas policiais e cheguei a algumas conclusões que serão expostas a seguir.

O papel da imprensa e os excessos em alguns programas policiais

Sem dúvida e pelas características democráticas em que vivemos há que se respeitar incondicionalmente a liberdade de imprensa, desde que esta não prejudique objetivos de segurança ou interfiram em assuntos policiais que não deveriam ser divulgados. Minha formação é voltada para a análise na Área de Inteligência que trata em sua enorme abrangência, também, da proteção dos conhecimentos sobre segurança operacional.  

Há vantagens em divulgações do "modus operandi" dos criminosos?

Vamos analisar primeiramente da seguinte forma: qual a vantagem da imprensa, dos repórteres, divulgarem detalhes dos crimes praticados em seus programas? Na maioria das vezes o que ocorre nas reportagens sobre a criminalidade, (seqüestros, assaltos, roubos ou furtos) é que as técnicas utilizadas pelos marginais são divulgadas em detalhes, para todo o Brasil, o ano inteiro.  

Quero dizer com isso que os crimes, os atos delituosos, devem sim ser noticiados sem a menor sombra de dúvida. Mas não os detalhes das operações policiais, o acompanhamento e divulgação dessas operações e seus detalhes pela imprensa, o modo de agir dos criminosos, as técnicas utilizadas para os assaltos, seqüestros etc.

Assim, na maioria das entrevistas sobre crimes, os integrantes de órgãos policiais ao serem entrevistados, muitas vezes pelo despreparo, informam todos os detalhes "ao vivo" e às vezes em "rede nacional", detalhes esses que deveriam possuir características de sigilo para as investigações e que em nada levam de proveitoso para a população.

Essas ocorrências deveriam ser observadas pelas autoridades que se dizem entendedoras de segurança pública e da operacionalidade policial e todas as questões nela envolvidas.

Seria importante que os próprios organismos policiais divulgassem com maior freqüência suas Dicas de Segurança para a população, com informações sobre locais mais perigosos da cidade, cuidados a serem tomados, procedimentos utilizados pelos bandidos e como a sociedade pode se defender disso tudo.

Verdadeiras aulas de criminalidade

A televisão é vista em todo o Brasil através de suas redes nacionais. Apenas por exemplo: quando um crime é praticado em uma cidade do interior do Estado de São Paulo, e esse crime é alvo de uma reportagem sensacionalista por parte da imprensa, o que ocorre mesmo é a disseminação das técnicas utilizadas pelos marginais para a prática do delito para todo o país, nas mais diferentes e distantes regiões brasileiras.

Ora, caso uma pessoa já seja praticante de pequenos delitos em qualquer parte do país, vamos supor, no interior de estados nordestinos, essa pessoa vai se "enriquecer" com os conteúdos ministrados pela televisão, ou seja, todos os detalhes da prática delituosa, horários, "modus operandi", formas que a polícia usou (ou não usou) para o combate etc. Saberão o que "deu certo" e o que deu errado e assim poderão melhorar seus esquemas criminosos.

"Material didático" para o aprendizado ou aperfeiçoamento do crime

Nesta semana mesmo vimos na televisão as últimas técnicas da "saidinha bancária" empregadas em alguns estados brasileiros, mas que logo estarão sendo aplicadas em praticamente todos, porque foram muito bem explicadas pela televisão!  É como se os telejornais e os programas policiais, que tomam os principais horários, tivessem de forma implícita uma seção "Aprenda as últimas novidades e pratique seu delito com mais qualidade".

Os programas destinados à divulgação de ocorrências de crimes, sobre a área policial, violência urbana etc. dão IBOPE, como se diz. E as emissoras, por defenderem seus interesses econômicos e pela própria concorrência, usam e abusam do sensacionalismo, com suas poucas exceções, é claro.

Assim, no atual quadro se situação, não observamos ainda nenhuma autoridade se pronunciar sobre o assunto. E em um ano político, pelo menos, seria por demais oportuno que o tema fosse investigado, pois a persistir do jeito que está os "alunos" têm em suas casas farto "material didático" para o aprendizado do crime, como entrevistas, filmes, gravações, escutas, tios de golpe e de assaltos, modalidade de roubos etc.


Países mais avançados têm uma legislação que permite apenas a divulgação dos fatos, de forma apenas a dar o conhecimento com o objetivo do cidadão se proteger, ou das autoridades melhorarem a segurança. Exemplo de notícia correta: houve um assalto a banco em determinada localidade e os assaltantes tiveram êxito (ou não). Mais nada deveria ser falado, coisas como: chegaram à cidade, foram à Delegacia e prenderam primeiramente os policiais e em seguida praticaram o assalto com relativa tranqüilidade. Custei a escrever aqui o detalhe e só o fiz porque a televisão faz isso todos os dias! Um absurdo, em se tratando de segurança pública.

Nos casos de assaltos a banco ou a terminais bancários, as reportagens exibem as filmagens, dizem quantas pessoas (assaltantes) participaram da ação, as técnicas empregadas, o horário, como transportaram o produto do roubo (tipo de veículo utilizado), o armamento que os meliantes usaram e por aí segue. Mais uma vez, em cada caso os praticantes de delitos aprendem detalhes, aprimoram suas técnicas, observam os locais que são mais policiados e assim evoluem dia a dia! Com a ajuda da televisão e complacência das autoridades e das leis que permitem esse tipo de divulgação.

Entrevistas com policiais e outras autoridades da área de segurança

Quando agentes policiais são entrevistados (soldados, oficiais, delegados) por vezes respondem a perguntas infelizes sob o ponto de vista da segurança, (mas felizes para o lado da criminalidade). As respostas dos entrevistados às vezes por despreparo, outras para atender ao próprio "ego", solta o verbo... E falam demais. Dizem quem já foi identificado, quem não foi, as dificuldades da operação, ou o pior: como os criminosos foram presos, porque, quando, onde, que falhas cometeram etc. Essas respostas policiais são bem intencionadas, mas como diz o ditado "inferno é cheio de boas intenções"... 

E assim, como resultado ou conseqüências: os outros criminosos que assistem às matérias aprendem e podem, com os dados obtidos, corrigir, aperfeiçoar suas técnicas no crime. E isso tudo divulgado no país inteiro de graça. Um verdadeiro Curso Técnico do Crime com aulas diárias.

Poderia escrever mais dezenas de exemplos, tendo em vista que o assunto é muito sério e merece uma avaliação mais profunda. As autoridades, governantes e legisladores (municipais, estaduais e federais) devem se voltar para o estudo deste problema.

Esta matéria é destinada ao público em geral, aos políticos (legisladores) e às autoridades das áreas de segurança. É preciso que a lei assegure a liberdade de imprensa, desde que essa liberdade não provoque prejuízos lamentáveis para a própria população, como as aulas de criminalidade diárias que o Brasil disponibiliza em suas mídias, particularmente pelas televisões, em seus programas policiais.

Cópias deste artigo deverão ser remetidas para órgãos de segurança, políticos e para a imprensa em geral, com o objetivo de contribuir de forma positiva para o bem da comunidade, como é uma das propostas básicas do Instituto Portal Messejana. 

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Comunidade, uma coisa do passado?

Recordar é viver novamente. E lembrar as coisas boas do passado é muito salutar. As cidades, os costumes, as amizades, as festas, as escolas e os namoros da juventude, tudo era muito diferente.

E hoje, evoluímos ou não? Uma pergunta que merece ser bem estudada para ser respondida.

Em alguns aspectos a evolução foi muito grande, principalmente no que se refere à tecnologia. A Medicina avançou aceleradamente e os benefícios para a humanidade são uma vitória. Nas comunicações nem se fala. Hoje podemos ver e ouvir o que se passa do outro lado do mundo em tempo real. As movimentações financeiras e as pesquisas pela internet ganham espaço cada vez maior entre a população.  Os meios de transporte, cada vez mais rápidos contribuíram para esta mudança.

Mas parece que falta alguma coisa.  Em meio a tudo isso existe certo egoísmo, talvez provocado pela necessidade do ser humano de sobreviver, literalmente. Preocupado com a segurança, o seu sustento e o de sua família, fecha-se em um círculo cada vez menor.

O sentido de comunidade, com a presença de todos em uma área física mais ou menos delimitada parece que acabou. Estamos cercados de centenas ou milhares de pessoas e ao mesmo tempo nos encontramos solitários. Os encontros de família, de vizinhos, de amigos ou parentes vão ficando mais escassos, porque não dizer estão desaparecendo.

Fala-se de solidariedade. Mas torna-se difícil praticá-la, uma vez que dificilmente podemos abrir a porta de nossa casa para dar um simples copo d’água para um pedinte, tendo em vista que poderá ser um assalto, sei lá o quê... Um pedido de informação, de um endereço ou qualquer coisa que o valha, nos causa desconfiança. Seria paranóia? Acho que não. Apenas uma defesa lógica para um mundo mais cruel a cada dia.

Os maus exemplos vindos de cima nos chegam sem parar e nos tornam impotentes, pasmos e vão pouco a pouco diminuindo nossas esperanças. O que dizer para nossos filhos e netos, com a experiência que alguns anos de vida a mais que possuímos e por isso mesmo com uma grande carga emocional vivida?

Façamos um esforço e uma reflexão, cada pessoa, no sentido de que possamos encontrar caminhos para uma melhoria desse estado de coisas. Uma fraternidade maior, um afeto real, que a violência possa diminuir aos limites toleráveis, pelo menos.

E em Messejana sentimos que há certo clima de animosidade entre algumas pessoas que se acham ressentidas por observarem que alguém está fazendo, está construindo. Ora, nessa altura dos acontecimentos não há lugar para isso, pensamos assim. Se você quer efetivamente colaborar, colabore, participe, aja com eficácia. E não simplesmente critique, condene, use a chamada mente reativa com todos os seus aspectos negativistas. Transformar palavras e ideias em ações é o que realmente o mundo atual e a população precisa, particularmente a nossa comunidade.

Vamos assim nos tornar mais adultos e refletir sobre o que podemos realmente ajudar para o bem comum e de nosso próximo. Não cabe mais bater na mesma tecla e dizer que isso ou aquilo não funciona, não vai funcionar, não presta etc. O que Messejana – e porque não dizer o mundo todo – precisa é de pessoas com ideais verdadeiros, boas intenções que se reflitam em obras verdadeiramente voltadas para a ajuda de nosso povo, em especial da nossa juventude, contribuindo com o oferecimento de cursos, indicando os melhores caminhos a seguir, descobrindo opções de vida e salvando muita gente do caminho do mal.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Atividade de Inteligência e o Brasil da atualidade


Poucos sabem a verdadeira importância que a atividade de Inteligência tem para o País, outrora chamada no Brasil de Atividade de Informações. Trata-se de uma atividade científica, nobre, séria e por demais útil para todos os segmentos da sociedade e que atua em todos os campos de expressão do Poder Nacional.  

O Portal Messejana vai publicar mais artigos sobre a importância da Atividade de Inteligência, hoje é desenvolvida pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). A Inteligência quase sempre é atingida de forma grotesca e ignorante por pessoas que nada sabem da Atividade e de sua nobre missão ou que propositadamente desejam denegrir sua imagem e sem o menor interesse que suas ações tenham efeito, deixando-lhes um campo fértil para a prática de ações ilícitas.   

O ex-presidente Collor de Mello cometeu um erro gravíssimo ao “extinguir” o SNI (Serviço Nacional de Informações) que era o órgão de cúpula do Sistema de Inteligência no Brasil. Em uma série de artigos o Portal Messejana deverá publicar detalhes sobre os acontecimentos que levaram a esta estupidez do Presidente Collor. Em primeiro lugar porque ele não extinguiu nada. O SNI apenas sofreu uma mudança de nome. Mas – é aí o ponto chave – o sistema possuía as Divisões se Segurança e Informações (DSI) e as Assessorias de Segurança e Informações (ASI) que funcionavam nos Ministérios, sob a supervisão técnica do SNI.

A iniciativa de Collor de Mello pode ter sido levada por uma desavença dele com um dos chefes do SNI, na época que antecedeu sua eleição, quando Collor pediu ao General um “dossiê” que o SNI teria sobre ele e o general não o recebeu nem para uma entrevista. Falta de tato do general e falta de conhecimento da atividade por parte de Collor, isto se levarmos no bom sentido, mas o se viu foi um excesso de escândalos no Governo Collor que levaram o Congresso Nacional a votar o “impeachment”, processo político que tira o presidente do poder.

Mas o que levaria e a quem favoreceria uma extinção do SNI e das DSI e ASI nos Ministérios? Ora, basta ter uma inteligência mediana para perceber que tais órgãos, extintos, a corrupção tomaria proporções enormes. E deu no que deu. Logo no governo Collor os primeiros escândalos que se sucedem até hoje e que começou com o caso do PC Farias. E nos governos seguintes a verdadeira enxurrada de escândalos que hoje terminam em demissões quase que em massa de ministros, todos acusados de desmandos.

Aqueles que elogiam a atitude da presidente Dilma Rousseff de agir prontamente no caso dos ministros se enganam um pouco. Porque quando se age depois que as denúncias se tornam públicas através da imprensa e já se transformaram em escândalos não é mérito. Simplesmente uma obrigação de quem governa. O mérito seria se a presidente descobrisse as falcatruas antes que elas extrapolassem. E que tudo não terminasse em enormes pizzas com a impunidade grassando sem parar.

A ABIN passou a trabalhar somente por sua própria conta e perdeu uma ajuda significativa das DSI e das ASI nos ministérios, favorecendo assim o desenvolvimento das falcatruas, a impunidade e a falta de receio ou mesmo a certeza de que ninguém está observando nada, ou seja, “podemos fazer algo ilegal que não vão nem perceber”... É lastimável.

E por que os políticos não falam nisso? Por que não cobram um retorno das DSI e das ASI nos ministérios? Ora, acham que eles desejam fiscalização? Propomos sim, aos cidadãos que raciocinam bem, que incentivem e cobram de seus representantes para um retorno das Divisões de Segurança e Informações (que hoje seriam Divisões de Segurança e Inteligência) em todos os Ministérios para por fim, ou no mínimo diminuir muito às negociatas e à corrupção generalizada.


(*) João Ribeiro – É Analista de Informações do governo federal (cargo hoje equivalente a Oficial de Inteligência), possuidor dos cursos de Inteligência do mais alto nível no país, com larga experiência na área do trabalho. Atualmente é diretor do Instituto Portal Messejana. 




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