segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Conjunto Musical Big Brasa - “50 Anos de Lembranças” um ciclo de ouro!

Conjunto Musical Big Brasa - “50 Anos de Lembranças” um ciclo de ouro! 
Quando chegamos ao dia 29 de abril, que foi marco oficial de fundação de nosso Conjunto Big Brasa, iniciado em 1967, completamos assim 50 anos de música e de boas recordações. Por
coincidência também foi meu aniversário! E eu me senti feliz em poder compartilhar com todos os amigos a alegria de ter escrito mais dois livros sobre o período, que foi marcante em minha vida musical e acredito que na vida de muitos de nossos amigos e amigas que conosco conviveram naquela época dos Anos 60 e da Jovem Guarda”. Como líder do Conjunto Big Brasa mantenho um acervo de nossas participações e as compartilho ao máximo, no sentido de registrar uma história de sucesso para as gerações mais novas. Nesta oportunidade agradeço a todos aqueles que comemoraram nossos 50 anos de fundação e que conosco participam com muito carinho de nossas lembranças.

(*) 
João Ribeiro - “Beiró”

O Big Brasa, fundado em abril de 1967 teve forte presença nos Anos 60 e Jovem Guarda! Um ciclo de intensa felicidade e muita música! Após nossa juventude, a ideia de formação de um grupo musical, que em pouco tempo estaria consolidado! Quem pode esquecer o início do Big Brasa, com sua estreia no Balneário Clube de Messejana, tocando o seu prefixo And I Love Her, dos Beatles? Pouco a pouco fomos evoluindo, até sermos convidados para participar da televisão cearense, na extinta TV Ceará, Canal 2, da rede Tupi de Televisão.
Evolução rápida e pleno sucesso!



“O Conjunto Big Brasa em todo o seu brilhante ciclo conquistou milhares de fãs, os quais até a atualidade manifestam a saudade e o carinho com nosso grupo musical. Foi considerado pela imprensa cearense, em premiações, como o Conjunto Revelação em 1971 e em 1972, o Conjunto Big Brasa recebeu o Diploma da TV Rádio e Revista e Prefeitura Municipal de Fortaleza e o troféu “João Dummar”, frutos do Concurso “Os Melhores do Rádio e da TV”.
Efetivamente naquele ano o conjunto manteve um padrão de qualidade musical constante, fruto de bons e freqüentes ensaios, equipamentos e instrumental sempre com a melhor qualidade. Portanto, com toda a modéstia, nosso grupo fez por merecer as referidas homenagens.

Assim, o Conjunto Big Brasa participou de incontáveis eventos musicais por todo o Estado do Ceará e pelo nordeste, onde esteve em várias cidades do Maranhão, 
Piauí e Pernambuco, além da grande presença no cenário musical cearense, em especial na televisão, tendo alcançado pleno sucesso durante toda a sua existência. O grupo teve a honra de acompanhar inúmeros artistas de projeção nacional, na TV Ceará, além de participar de diversos shows com muitos dos integrantes do Pessoal do Ceará, em especial com Ednardo Sousa (compositor da belíssima canção Beira-Mar, dentre outras), com o qual esteve em shows pelo nordeste e em Fortaleza.

Características do Conjunto Big Brasa
Alguns pontos que foram observados e merecem destaque: o repertório variado do grupo, com ênfase para os Beatles e Rolling Stones, mas sem esquecer os demais estilos de música efetivamente boa. O grupo manteve sempre como um de seus objetivos o comportamento exemplar de seus músicos, a busca constante pelo profissionalismo, além da inovação em termos de equipamentos musicais, inclusive no desenvolvimento da primeira distorção (um pedal de efeito sonoro) de forma caseira, jogos de luzes e mesas de som e de efeitos artesanais. Um vestuário elegante, compromisso nos horários, faziam parte de sua marca registrada. Publicações históricas sobre um período inesquecível Em 1999 marcava o Conjunto Big Brasa marcou a iniciativa cultural e histórica sobre a música dos Anos 60 e da Jovem Guarda no Ceará, com o primeiro livro publicado sobre o período, de autoria de seu fundador, João Ribeiro (Beiró) intitulado “O Big Brasa e Minha Vida Musical”!

Mais livros, lançados em 2017, contam a história do Conjunto Big Brasa



E em 2017 o Conjunto Big Brasa recebeu mais duas publicações inéditas, históricas e culturais sobre a época, quando mais dois livros foram publicados sobre a Música dos Anos 60 e a Jovem Guarda no Ceará. Ambos escritos pelo fundador do grupo musical, João Ribeiro, conhecido no meio artístico como “Beiró”. O primeiro livro sobre o Conjunto Big Brasa, que completa 50 Anos de Música (período 1967/2017) e o segundo, que fala sobre a trajetória musical do guitarrista-solo e fundador do Conjunto Big Brasa, João Ribeiro, conhecido como “Beiró”. O aniversário do Conjunto Big Brasa coincide com o de seu nascimento, dia 29 de abril. Estão previstas comemorações alusivas aos 50 Anos de Música durante o ano de 2017.

Sobre o autor(*)
João Ribeiro (conhecido no meio musical por Beiró) foi o guitarrista-solo do Conjunto Big Brasa, além de produtor musical na televisão cearense, dentre outras atividades musicais. Assim, é uma pessoa voltada para a música, informática, fotografia, filmagem, leitura e escrita. Gosta também de outras áreas, como eletrônica, radioamadorismo e tecnologia. Aprecia esportes radicais, tiro ao alvo, viagens e aventuras na natureza. Com muita simplicidade registra seus escritos porque “alguma coisa que possa servir de conhecimento para a sociedade em geral". Mostra-se assim voltado para as iniciativas, visando o bem estar e o desenvolvimento da comunidade. Uma iniciativa de sucesso, com as publicações sobre o Conjunto Big Brasa!Fundador e guitarrista-solo do Conjunto Musical Big Brasa, banda de muito sucesso em Fortaleza nos Anos 60, período da Jovem Guarda, escreveu o seu primeiro livro “O Big Brasa e Minha Vida Musical – Anos Dourados”, em 1999. Com o acervo do Big Brasa, gosta de relembrar a presença nas redes sociais de vídeos e episódios do Conjunto Musical Big Brasa. Aprecia trabalhos em edição de imagens, sonoplastia e toda a área técnica. João Ribeiro exerceu por alguns anos as funções de sonoplasta e diretor musical das televisões TV Ceará, Canal 2, da extinta Rede Tupi e da TVE – TV Educativa do Ceará. Em Messejana teve mais uma iniciativa de sucesso, quando se voltou para a área da Informática e da tecnologia, com base em seus trabalhos anteriores, tendo fundado a primeira escola de Informática, a Máxi Informática, que durante 11 anos formou centenas de alunos para o mercado de trabalho. Atualmente é um dos diretores do Instituto Portal Messejana, entidade de utilidade pública, reconhecida pelos governos federal, estadual e municipal, onde desenvolve a parte técnica e a edição de textos e de imagens. Mantém o “Blog do João Ribeiro”, no qual escreve suas impressões a respeito de temas variados e outros relativos aos campos de expressão do Poder Nacional.

João Ribeiro - "Beiró" fundador do Conjunto Big Brasa


Em outra importante etapa de sua vida também serviu como Analista de Informações, cargo denominado atualmente como Oficial de Inteligência, na Área de Inteligência do governo federal, no Ministério do Trabalho e na Presidência da República, período considerado como de relevantes serviços à pátria, do qual muito se orgulha. Por último, João Ribeiro volta-se novamente para a música, desta vez com dedicação à suas composições e técnicas em sua guitarra e teclados, tudo com o objetivo de alcançar a plenitude de sua vida com a Música. Acredita que sua missão ainda precisa ser continuada. Incentiva novos talentos, sempre e os ajuda no crescimento profissional.

Em dezembro de 2017. 



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Uma pessoa especial em minha vida


A princípio gostaria de afirmar que Ariadna Santiago é mais do que minha amiga e faz parte das pessoas com quem mantenho um grau de afinidade em muitos setores da vida. Dinâmica, alegre, esportista, Ariadna é fisioterapeuta com várias especializações e possui treinamento especializado no método Pilates. Ariadna, como simplesmente eu a chamo, tem uma conversa agradável e fluente e sempre me incentiva muito por ocasião dos exercícios físicos que me propõe, além de trocarmos ideias sobre assuntos os mais diversos possíveis. Em síntese, Ariadna é para mim uma pessoa interessante demais, aplicada no trabalho de fisioterapia e Pilares que pratica atlética, bonita, muito educada, atenciosa e alegre, se veste de forma que eu aprecio muito, além de muitos adjetivos e afinidades que eu poderia mencionar.

Nossas relações, sentimentos e amizades são marcados por laços fortes que a própria vida nos apresentou, desde o início de nosso relacionamento, comigo e com nossa família. Mas tudo isso, em meu entendimento, tem um significado forte e um motivo. Nada é por simples acaso. Este texto eu faço como agradecimento pela nossa amizade e por tudo de bom que ela me proporcionou. Eu gosto muito da Ariadna por tudo o que ela representa em nosso convívio, quer no Pilates, viajando  ou passeando conosco.

O Tempo, que foi tema de inúmeros artigos meus, é importante para assinalar a presença de determinadas pessoas em nossa vida. E determinar como nós estamos juntos no Trem da Vida. Uma dessas pessoas, a quem eu devo muita gratidão, carinho e que por mim é considerada como uma linda musa grega é Ariadna Santiago.  Ela sorri, quando eu relembro esta história. Foi uma primeira imagem que eu formei sobre ela, há alguns anos, não sei por que. Poderia afirmar que há entre nós o fenômeno da empatia, que leva as pessoas a ajudarem umas às outras. E está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.

Ariadna, como excelente fisioterapeuta desenvolve seu trabalho unindo todos os seus conhecimentos, tratamentos físicos e também, valendo-se de nossos importantes contatos pessoais, nos quais conversamos sobre diversos assuntos do cotidiano, esportes, saúde, família dentre outros. Já afirmei para ela, algumas vezes, em nossas sessões, que sua presença é muito importante para mim e a recíproca sempre me pareceu verdadeira. Inclusive, a respeito de palavras, de vez em quando em nossas conversas em afirmo que a amo, ficando nitidamente evidenciada a maneira fraterna e respeitosa pelo qual este amor é externado e mantido. 
 
Assim, Ariadna Santiago, minha querida personal Pilates, está junto à nossa família há muitos anos, onde marca forte presença em muitas ocasiões. Dentre as suas características é importante mencionar sua independência e dinamismo, que são atributos de uma líder. É assim que eu a vejo. Com frequência é procurada para assumir projetos e empreendimentos, pois sua autoconfiança e facilidade em enfrentar os obstáculos são qualidades notórias, e as pessoas acreditam na sua eficiência em tomar conta das situações. É o tipo de pessoa que não se deixa afetar quando existe oposição à suas idéias ou ações. Por agir com equilíbrio sempre tem o apoio dos que o seguem e acreditam na sua liderança.

De minha parte, em nossas conversas sempre procuro transmitir alguma experiência de vida no sentido de que minha amiga Ariadna, com seu espírito dinâmico e rápido para aprender possa utilizar o mínimo que seja para seu benefício e de sua família. Por outro lado aprendo demais com ela. E essa troca de informações é muito salutar para nós, tenho certeza. 

Fica externada a minha gratidão por mais este ano de amizade e de ajuda recíproca, renovando os nossos laços de amizade indefinidamente e desejando a Ariadna Santiago um Natal de 2017 com muita felicidade, no sentido que realize todos os seus sonhos e anseios, também para o Ano Novo que está por chegar!


Com um grande abraço e um beijo carinhoso de seu amigo

João Ribeiro da Silva Neto
Em dezembro de 2017


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Brasil: a culpa da crise é também dos maus políticos e pouco se fala nisso!

Um quadro de situação lamentável                                            


Atualmente o Brasil atravessa uma dificuldade enorme em vários setores. Aspectos econômicos internacionais que afetaram a economia, má gestão de nossas próprias contas, crise política, crise moral, ética, muita corrupção, uma roubalheira intensa que vem sendo revelada dia após dia e que nos fazem sentir um verdadeiro pesadelo, tudo gerando mais problemas sociais que e população não está mais tolerando. Isto sem falar no aumento da criminalidade, da inadimplência, dos problemas na área de Saúde, Educação, Segurança Pública em geral etc. Estaríamos perto do fundo do poço? Acho que chegamos muito perto diminuímos a velocidade de nossa queda, mas nada que possa nos alegrar muito.

Muitas condicionantes contribuem para a crise

Mas do que adianta falar somente de um aspecto? Nada.
Eu particularmente não aprecio o governo atual depois de descobertos os mais recentes escândalos e envolvimentos com a corrupção em vários escalões. Mas culpar somente ele pelos problemas é demais, no meu entendimento. Há que se observar os nossos maus políticos, que em sua grande maioria não atendem ao que lhes foi confiado.

- Os maus políticos NÃO trabalham bem e são muito nocivos ao país. Acusam o governo não por boa intenção, mas para esconder os seus reais e escusos interesses.
- Os maus políticos NÃO contribuem para a resolução de nossos problemas, esta é a verdade.
- Os maus políticos SIM, votaram descaradamente contra um processo de investigação contra o Presidente da República, simplesmente o engavetando, pela troca de cargos, de mais dinheiro para seus projetos. Ou seja, vendem suas almas pelo poder.

O que foi feito na Reforma política?

Há em curso uma oportunidade para que a classe política, com todos os seus partidos colabore com o Brasil através de uma reforma política. Mas o que fizeram até agora? Praticamente nada que nos interesse. Nada. Não modificaram aquilo que realmente era necessário, como o fim do voto obrigatório (que os reelege), uma modificação do Estatuto do Desarmamento, este que desamparou totalmente os cidadãos de bem e favoreceu aos bandidos, a redução da maioridade penal para todos os crimes etc.

É uma negociata total. Enquanto o País precisa de reformas sérias para sair da crise os maus políticos, de partidos diversos, estão praticando chantagem contra o governo para conseguir seus interesses. E principalmente, não querem ajudar nosso país a se recuperar da situação que se encontra. Existem exceções, mais que são muito raras e compõe uma minoria que não consegue suplantar os aproveitadores da classe política brasileira, boa parte interessada apenas no “quanto pior, melhor”...

Alguém poderia citar um tema relevante que a Reforma Política consertou ou melhorou: duvido. As manifestações populares perderam forças após inúmeras tentativas, sem obtenção dos resultados esperados.

O Congresso Nacional, completamente inchado e ineficiente

Entre os deputados e senadores o número de parlamentares é muito grande para o Brasil. Acaba tudo aquilo ficando recheado de políticos incompetentes e gerando cada vez mais despesas para o país. Na reforma política poderiam ter reduzido o número de parlamentares para a metade, no mínimo. E seus salários também. O problema, além do Congresso Nacional, é o fato de que tudo é levado a todos os rincões do país pelos efeitos cascata.

Nas redes sociais observamos uma parcela de internautas, cansados e cada vez mais perplexos ante os acontecimentos. A salvação nacional no momento é a Operação Lava-Jato, desencadeada pela Polícia Federal, com esforço hercúleo, e Ministério Público Federal. Circulam vídeos com opiniões de associações ligadas a militares, alertando que eles estão atentos e que a própria falta de ação dos políticos pode gerar para o futuro uma condição para que a própria sociedade clame por uma intervenção.  

Tudo isso nos faz pensar em uma triste realidade: temos um governo ruim, formado por algumas pessoas denunciadas por ilícitos, que tenta acertar um pouco na economia para desviar a atenção do público de seu lado negativo. Ainda consegue se manter às custas de uma maioria de maus políticos que protegem até mesmo o Presidente da República de uma investigação, jogando tudo para as gavetas.

Um pesadelo sem fim

Não vislumbro um estadista de porte que pudesse substituir o atual governo. A palavra que serve de “norte” para os larápios de todo o país, nas mais diferentes camadas sociais e segmentos da sociedade, é IMPUNIDADE. E para mudar isso os políticos é quem podem alterar as leis, mas não o fazem. Uma verdadeira “sinuca de bico” onde o povo continuará perdendo o jogo, enfrentando dificuldades na Saúde, na Segurança Pública, na Educação e em vários outros setores.

Foram descobertas falcatruas de todas as espécies e ainda tem muito mais por aí, quando for aberta a caixa-preta sobre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Os achacadores da pátria realmente meteram à mão, desviaram, furtaram, de todas as maneiras. Políticos, empresários, empreiteiros, doleiros, gerentes e funcionários etc. Em breve veremos mais este capítulo da história do maior caso de corrupção descoberto no Brasil.

Lentidão da Justiça

Falta em nosso entendimento um trabalho mais rápido, ações mais rápidas da Justiça Brasileira, frente à situação atual. Há muitos privilégios, muitos foros privilegiados, muita condescendência e favorecimento das leis que poderiam ser alteradas. De nada adianta milhões de processos tramitando sem que não haja final para todos. Fica a impressão de IMPUNIDADE, levada pela lentidão da justiça em muitos casos.

Alguma saída à vista?


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sentimentos de Vida


Estou meio perdido. Tenho que atualizar meus resumos de vida e avaliar muitas situações que mudaram. Talvez seja pelo próprio tempo ou por circunstâncias que não consegui definir ainda ou quem sabe, por decisões difíceis de serem tomadas ou mesmo impossíveis a esta altura dos acontecimentos.

O fato é que sempre dediquei minha vida primeiramente ao aprendizado, como até hoje, e com o próprio crescimento físico e idades certas, aos trabalhos que desenvolvi em cada período de vida. Mas tudo levando à meta principal, que é a família. Um sacrifício desde novo para conseguir proporcionar um bem-estar para todos, sempre, sempre. Muito trabalho, estudo e dedicação. A saúde (ou a falta dela) recebe hoje os reflexos de algumas atitudes advindas do tipo de trabalho, iniciado praticamente desde meus 15 anos de idade.

A vida é assim: quando os filhos se afastam e desenvolvem suas próprias famílias aparece certo vácuo, muitas vezes preenchido pela presença dos netos. É como se fosse uma repescagem, um resgate que ajuda a seguir em frente. Por outro lado, face à rotina e convivência pessoal o diálogo não é mais o mesmo, nem de perto. Parece que tudo se tornou apenas obrigação, ou seja, tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo e nada parece ter fim ou trazer uma saciedade, apesar de meus esforços. Observo que isso ocorre talvez em razão de uma relativa segurança.

Vou perdendo gradativamente o interesse por algumas causas, talvez motivado pelas inúmeras tentativas e resultados nada satisfatórios. Acho que acertei ao me preocupar com o equilíbrio financeiro da família, ao transmitir os princípios básicos do planejamento, em seu sentido mais amplo, e também de traçar para todos o que em minha visão seria o melhor. Pelos resultados acho que atingi este objetivo.

E continua o tempo: penso em melhorias para todos, procuro organizar, planejar e manter o que há de melhor dentro de nossas possibilidades. Mas a sensação de que estou remando contra a maré persiste. Tento repassar alguns conhecimentos de vida, mas a relutância por parte de algumas pessoas a aprender ou pelo menos a continuar tentando aprender diminui meus limites de paciência e de tolerância. Neste ponto tenho que aceitar um de meus erros, o de desejar que todas as pessoas sejam rápidas, que assimilem logo, perguntem, critiquem o que achar necessário, francamente, elogiem e apresentem ideias e soluções.   

Sempre em meus trabalhos, em especial como músico, procurei avançar o que fosse possível. E me espelhava nos melhores músicos para o alcance de melhoras. E consequentemente este meu jeito de ser, de notar falhas, apontar soluções, cobrar determinadas mudanças no estilo ou maneira de trabalhar, fez com que em diversas vezes eu ouvisse expressões do tipo: “você reclama muito nos ensaios”. E eu repliquei um dia dizendo: “E vocês nunca apontam erros”, forma pela qual nunca iremos nos desenvolver. E insistia: apontem minhas falhas porque os ensaios têm esta finalidade mesmo. São para o aperfeiçoamento, portanto muito importantes.

Aliado a estes fatores a vida, ao mesmo tempo em que o tempo e a idade nos favoreceram muito em diversos aspectos, nos proporcionaram também algumas decepções inesperadas. Tenho a impressão de que não há limites para a satisfação de todos. O copo d’água da satisfação de muita gente não enche nunca! As dificuldades aumentam na proporção em que os dias passam.

O meu saudoso e inteligente pai disse algumas vezes, quando tinha mais de 75 anos, que “há momentos para falar e outros para calar”. E eu ficava sem entender a razão dessa afirmação. Agora parece que comecei a entender perfeitamente o que ele queria dizer. O mundo é composto de vários ciclos de vida. Os mais novos se tornam adultos e quase todos pensam que sabem muito mais que os seus pais, um conceito que aqui no ocidente é muito diverso do que ocorre nos países orientais, onde existem conselhos, formados por pessoas de mais idade, que são respeitados pelos mais jovens.

Vou procurar o afastamento de certas atividades profissionais que já não fazem tanto sentido para mim como antes. Como eu tive chances de aprender os melhores caminhos para a organização do trabalho, através da atividade de Inteligência, que exerci plenamente e da qual me orgulho muito, outras pessoas não passaram pelo mesmo processo, vivências ou simplesmente não possuem características semelhantes para tal. O que é uma constatação, tendo em vista que até nossos dedos são diferentes...


Como disse no início deste texto “Estou meio perdido”. Acrescento: e ansioso também, pelo que virá a seguir nesta breve e efêmera passagem. Mas tenho certeza de que isso não é privilégio meu. Com o tempo virá para todos. E por isso mesmo temos que viver todos os instantes de forma intensa. 

domingo, 20 de agosto de 2017

As amizades virtuais e os tempos modernos


Quem diz ou aconselha que é preciso termos cuidado para não nos fecharmos ao mundo real e adotar o mundo virtual como uma fuga tem razão, em parte. Mas por outro lado, a sociedade sofre alterações dia a dia, os meios de comunicação também, as distâncias são encurtadas de certa maneira que podemos conversar com amigos, amigas, parentes, enfim, pessoas de qualquer natureza à distância. E isso é muito bom!

Sou uma pessoa que gosta de novidades e de acompanhar a evolução dos tempos. E está aí exatamente o ponto chave da história: descobri que as inúmeras redes sociais possuem particularidades diversas. E dentro deste princípio aderi a elas, gradativamente.

Em razão disso conheci várias pessoas muito interessantes, encontrei amigos e amigas que há tempos não falava, localizei muito parentes pelo Brasil afora e também encontrei espaços para colocar no mundo um pouco de minhas ideias. Através de um blog, de vídeos familiares, fotografias. A comunicação ficou muito mais fácil, não resta a menor dúvida. Quem possui o famoso Whatsapp sabe disso.

Dentro dos limites impostos pela privacidade ou pela segurança, que cada um de nós deve procurar manter, de acordo com suas próprias convicções ou necessidades, tudo isso, o Facebook, o Twitter, o Instagram, o Google Plus e outros mais, são ferramentas que ficam disponíveis para nosso bom uso. Dizem que as redes sociais fazem parte das maravilhas do mundo, pois através delas pessoas se comunicam a todo instante de qualquer lugar do planeta, compartilham suas experiências e, até no comércio, as mais inexperientes marcas fazem esforço para se comunicarem com seus clientes.

Vale dizer que as restrições a determinados temas, que aprendi no tempo em que eu era um radioamador muito ativo, tendo feito milhares de contatos que envolveram 172 países, também são até certo ponto válidas nas redes sociais de hoje em dia. Por exemplo, Política, Religião e Futebol são temas que possibilitam muitas discórdias. Mas a diferença do que existe hoje em termos de comunicação social, através das diversas redes, é que podemos e devemos externar nossos pensamentos ou ideias de forma a que não ofenda a quem conosco não concordar.

O convencimento de alguém a adotar algum conceito através de imposições ou de pressões não existe. Quando pessoas acreditam, de boa fé ou de má fé em determinada causa, não há jeito mesmo. Então o que fazer? Não aceitar provocações, evitar choques desnecessários de ideias de forma a provocar o rompimento até de amizades. E escrever sempre os conceitos, iniciando ou intermediando os termos “em meu entendimento” ou expressões similares. O que indica claramente ao leitor que ele pode ter outra ideia. E que pode apresentá-la, desde que o faça dentro dos mesmos parâmetros do respeito, educação e cordialidade.

O que virá a seguir é muito fácil. Se você acha que determinada pessoa ou grupo está prejudicando o seu espaço, simplesmente não responda e não aceite provocações. E se ao adicionar um novo amigo virtual constatar que ele também não é o que você pensava, é bem mais fácil desfazer essa amizade virtual.

Em suma, tenho as amizades virtuais como plenamente legítimas. Passo a conhecê-las primeiramente pelo espírito, que é bem desenhado através da palavra. E sempre que possível gostaria de conhecer mais a todos, o que certamente é impossível. Mas o fundamental talvez é que algumas de nossas amizades virtuais, são na realidade nossas amizades reais, as quais nossos contatos são apenas mais facilitados com o uso da tecnologia.     

(*) João Ribeiro é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); atuou também na Chefia da Segurança Orgânica, de Informática e da Documentação, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente é Diretor do Instituto Portal Messejana e escreve também em seu blog, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional. Prático e racional e com múltiplos interesses, gosta de música e aprecia Artes Marciais e a natureza, com ênfase para técnicas de sobrevivência na selva e ambientalismo.

sábado, 19 de agosto de 2017

Quem fará uma verdadeira faxina no País?

Uma difícil situação


Estamos em uma difícil situação. A economia do país foi estraçalhada em anos de má gestão, corrupção praticamente generalizada. Nunca houve neste país um número de desempregados tão grande, uma violência crescente e sem controle em todos os Estados, um crescimento avassalador do crime organizado, as áreas de Saúde e da Educação apresentando precariedades de todo tipo e com um Judiciário totalmente emperrado dentre um sem número de mazelas. Ou seja, a população brasileira come o pão que o diabo amassou.

É difícil, praticamente impossível e enfadonho enumerar tantos males no Brasil. A população brasileira, pelo que se observa, já não acredita mais nas manifestações. Acreditamos que se houvesse uma operação Lava-Jato em cada município brasileiro ainda assim seria muito difícil. Em todo lugar que se procura são encontradas irregularidades, desvios, maracutaias. Inúmeras autoridades estão altamente envolvidas com os ilícitos. A polícia vai prendendo e, por conta de recursos e interferências mil, os acusados vão sendo soltos. A impunidade é um verdadeiro combustível para o crime.

Uma reforma política necessária!

Além das inúmeras reformas propostas pelo Poder Executivo, em uma tentativa de tirar o país do buraco em que se encontra, é importante observar o comportamento da classe política, no Congresso Nacional. As prioridades são esquecidas e se trava uma eterna luta pela perpetuação dos cargos, dos mandatos, com a finalidade específica de ficar perto do Poder e dele usufruir cada vez mais. As negociatas pelos votos continuam como em outros governos. O troca-troca, o “toma lá, dá cá” são os artifícios mais utilizados como articulações e manobras políticas. Todos estão, na realidade, indiferentes para a situação do país. Como exemplo das verdadeiras imoralidades e absurdos é um juiz ganhar em um só mês mais do que R$ 500 mil reais e dizer, ao ser questionado: “pouco estou me lixando com isso. No próximo mês irei receber 750 mil e vou postar no Facebook”... A que ponto chegou o país? E tudo dentro da legalidade! Ou seja, as leis é que fornecem os aspectos legais para que as imoralidades com o erário público aconteçam.

Com 13,5 milhões de desempregados a tônica no Congresso é se o “Distritão” é melhor do que o Distrital Misto ou o que quer que seja.

O teto salarial do funcionalismo público

A lei determina que haja um teto para os salários dos servidores públicos. Mas isso na realidade nunca aconteceu, porque existem mil artifícios que tornam as inúmeras gratificações e auxílios ou penduricalhos salariais de qualquer espécie sejam incorporados aos salários.

E na situação de crise intensa o Poder Executivo pode apenas determinar os cortes em seu pessoal. Como o aumento de impostos, da contribuição previdenciária, do teto para as carreiras, valendo a ressalva: sempre com exceção dos militares. 

Ilusão geral

Todos aqueles que acreditam na representatividade dos políticos no sentido de trabalharem em prol da sociedade estão redondamente enganados. As diversas agremiações existentes, em sua maioria, estão voltadas para seus interesses. Portanto alheias ao que acontece no Brasil. Buscam apenas as condições ideais, os financiamentos de suas campanhas para se eternizarem no poder.

Em última análise, raciocine: você ser obrigado, através dos impostos que paga, a financiar as campanhas daqueles que estão eternamente espoliando o país? Ora, na verdade o certo seria que cada político ou partido fizesse, arcasse com os custos de suas campanhas. E ponto final.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Uma alegria indescritível!


Era tarde, uma brisa agradável tomava conta de nós. Tínhamos passado muito tempo conversando, com troca de olhares, sorrisos e brincadeiras. O clima de tão descontraído estava muito envolvente. Uma espécie de amor e ternura nos impregnava. Tudo aconteceu no dia nove de julho de 2017!

Passava o tempo e em nossa casa continuava o encontro, sorrisos e um sentimento que não dá mesmo para ser descrito fielmente. Com um violão por perto, uma rede que balançava ao sabor do vento naquele terraço tão gostoso e acolhedor.

O dia parecia que estava marcado para acontecer algo de novo, imaginei. Conversa vai, conversa vem, acenos e trejeitos de lado a lado, uma atmosfera ingênua, emocionante e alegre. Até nos filmamos e fotografamos para registrar aqueles momentos mágicos.

E assim a tarde foi nos envolvendo, o sol cedendo suas forças para um pôr-do-sol magnífico naquele local. Eu não poderia saber o que nos aguardava... Mas as conversas não paravam! Vários momentos de abstração total, de descontração e alegria, tudo quase ao mesmo tempo!

E eis que tinha chegado o momento da grande experiência. Foi por total iniciativa minha. Seria para ela uma grande descoberta, um pequeno passo na vida que significaria certamente uma sequência magnífica para o amanhã. E tomei a grande decisão!  

De repente, quase do nada, decidi que minha netinha Bárbara, com apenas três meses de idade, iria tocar os pezinhos no chão pela primeira vez! Eu a segurei pelos braços e delicadamente a coloquei de forma a encontrar o piso de nossa casa, simplesmente isso!

E foi lindo ver a alegria dela ao sentir aquele friozinho gostoso, que descarregava suas energias para a terra. Era como se estivesse correndo. Pela sua expressão de felicidade ela andava igualmente a todos nós! Foram momentos intensos e guardarei para sempre o sorriso de felicidade de minha querida Bárbara. Uma verdadeira princesa que já aprendi a amar muito!

A felicidade pode ser encontrada sem que a esperemos!



quinta-feira, 22 de junho de 2017

O 5º Encontro dos Filhos e Amigos de Balsas e a inesquecível apresentação do Conjunto Big Brasa no Clube Recreativo Balsense, em 1967!

  
Considerações iniciais aos filhos e amigos de Balsas – Maranhão

 (*) João Ribeiro da Silva Neto
 
Necessário este breve histórico para aqueles que não conhecem nossas origens familiares. Meu nome é João Ribeiro da Silva Neto. Meus avós, João Ribeiro da Silva, que foi uma referência local e Maria Ribeiro da Silva nasceram em Balsas, no sul do Maranhão. Os meus pais, Alberto Ribeiro da Silva e Francisca Amasile Pereira da Silva também nasceram na mesma cidade. Na cidade de Balsas as famílias praticamente todas se uniam e quase todo mundo era primo ou parente próximo ou amigo. Nas férias todos se encontravam e assim ocorriam encontros muito felizes durantes essas saudosas e inesquecíveis temporadas. 

Em razão da grande afeição pela cidade de Balsas, que o meu pai sempre manteve, além das amizades e parentescos existentes, logo surgiu a ideia de uma apresentação musical em Balsas, com o nosso Conjunto Big Brasa, fundado em abril de 1967 e que completaria hoje 50 Anos de Lembranças! O grupo nasceu com as novidades de um dos maiores movimentos musicais do Brasil, a Jovem Guarda, nos chamados “Anos 60”, o que se estende até hoje em dia marcando sempre sucesso. A intenção deste texto é unicamente associar um grande evento de amigos, em Balsas, através de uma festa organizada pelo meu primo Esmaragdo Neiva, aos 50 anos de existência do Conjunto Big Brasa e sua participação como primeiro conjunto musical da Jovem Guarda a se apresentar no Clube Recreativo Balsense, que acredito ser de muita importância para todos que preservam os aspectos culturais e históricos. Além de oferecer essas lembranças a todos os nossos amigos e parentes.

O Encontro dos Filhos e Amigos de Balsas

No dia 29 de julho de 2017 vai ser realizado mais um grande Encontro dos Filhos e Amigos de Balsas, já em sua quinta edição. O brilhante evento bienal é realizado pelo nosso primo Esmaragdo e Silva Neiva e tem conquistado mais sucesso a cada ano. A festa congrega amigos, filhos de Balsas e pessoas que admiram a cidade, muitas delas que se encontram morando em praticamente todo o Brasil.
Assim, em 2017 este Encontro será novamente realizado no Clube Recreativo Balsense! E com um detalhe, com músicas dos Anos 60 e de Jovem Guarda. O fato fez surgir uma ideia, de minha parte, no sentido de comemorar também os 50 anos da primeira apresentação em Balsas de um conjunto que utilizava as ainda não tão conhecidas “guitarras” e a música da Jovem Guarda, quando o Conjunto Big Brasa se apresentou de forma marcante e inesquecível no mesmo Clube, em Balsas, no final de 1967! Seria um registro fundamental desta participação musical em Balsas.

Em Balsas, uma festa marcante em 1967, há 50 anos, com o Conjunto Big Brasa!

O Clube que recebeu a festa com o Conjunto Big Brasa em 1967 há exatamente 50 anos ainda funciona no mesmo local da cidade, com uma estrutura bem melhor. É o conhecido Clube Recreativo Balsense (CRB). O Conjunto Big Brasa era integrado pelo Dummar, Carló, Marcos Oriá, Severino e eu (João Ribeiro). Chegamos à cidade e foi aquele sucesso estrondoso. Como grande novidade aquele grupo de jovens, muito novos, que com muito entusiasmo levavam o som de nossas guitarras. O fato de uma música nova, diferente, tocada por jovens e com instrumentos novos despertava muita atenção por parte de todos. Foto original de 1967, pertencente ao acervo do Conjunto Big Brasa.

Pensando nisso lembrei como seria importante uma homenagem para todas aquelas pessoas – e foram muitas - que participaram e incentivaram o evento, além logicamente dos componentes do grupo, (os irmãos e meus primos legítimos Carlomagno, "Carló" -in memoriam- e Adalberto Pereira Lima, ambos balsenses, que integravam o Conjunto Big Brasa de forma brilhante!  

E há outra feliz coincidência em 2017! O atual Prefeito da cidade de Balsas, Erik Silva, também meu primo e amigo, filho de José Bernardino Pereira da Silva (in memoriam), além de outras personalidades locais que deveriam ser homenageadas com os registros em meus livros que retratam a história, para que tudo pudesse ficar disponível nos centros culturais e históricos de Balsas!

E mais: a presença de componentes balsenses do Big Brasa!

E há outro motivo enriquecedor desata data. Dois componentes do Conjunto Big Brasa, que moravam em Fortaleza conosco, são de Balsas! Nada menos de que o nosso inesquecível Carlomagno Pereira Lima, o Carló (in memoriam) e seu irmão Adalberto Pereira Lima, os quais respectivamente tocavam contrabaixo e guitarra. Além disso, eu, João Ribeiro, guitarrista-solo do Big Brasa, que apesar de ter nascido em São José dos Campos, São Paulo, por uma contingência da vida, sempre me considerei balsense de coração, desde os tempos de infância até os dias atuais.

Uma verdadeira “Festa de Arromba” em Balsas, em 1967!

Os maiores entusiastas daquele evento foram sem dúvida o meu pai, Alberto Ribeiro e meu primo e amigo José Bernardino Pereira da Silva, conceituado e inesquecível médico da cidade, além de inúmeros outros parentes e amigos, como o Gonzaguinha e tantas outras pessoas. Os dois vibravam muito com a presença do Big Brasa, subiam ao palco, sendo visível a sua satisfação e gosto pela nossa apresentação, pela novidade apresentada e principalmente por sermos todos amigos e parentes! Assim o pessoal estava todo mobilizado e entusiasmado com a nossa presença.

A festa - muita curiosidade em torno das novidades!

A curiosidade e o desconhecimento de conjuntos faziam que surgissem confusões até mesmo de nomenclatura dos novos instrumentos (guitarras), quando uma pessoa da cidade perguntou para o meu pai Alberto Ribeiro, o “Mestre Alberto” como era chamado por muitos de seus amigos, logo após nossa chegada, se o nome daquele instrumento era “tarracha” ou guitarra. Ele sorriu pelo desconhecimento daquele termo e explicou direitinho, que o nome era mesmo “guitarra”. Seguimos do aeroporto de Balsas em cima de um caminhão, que rodou pelo centro e principais ruas de Balsas, acompanhado por outros carros (a maioria jipes), como uma “carreata”. O pessoal ficava olhando aquilo tudo, admirado e acenando das portas e janelas. Tudo aquilo foi realmente impressionante para nós e a responsabilidade pesava mais ainda, depois daquela recepção. E foi assim que o Big Brasa se tornou o primeiro conjunto com guitarras a se apresentar em Balsas. Daí se explicava toda aquela curiosidade e como muita gente ainda relembra com saudades dos acontecimentos.

A divulgação da festa no CRB, em Balsas, no ano de 1967!

Um panfleto circulou pela cidade, antes de nossa chegada, anunciando:

“A partir do dia 18 do corrente mês se encontrará em nosso meio o conjunto Big Brasa, autêntico representante da música popular moderna. Trata-se de um conjunto de jovens, onde figuram dois balsenses, e que vem alcançando grande sucesso no meio social de Fortaleza. Espera-se contar com o apoio integral do povo balsense para este acontecimento, que cumprirá uma dupla missão: recreativa e cultural”.

Componentes balsenses do Conjunto Big Brasa

Carlomagno Pereira Lima “Carló” - in memoriam

O nosso saudoso Carló era meu primo, amigo e cunhado. Contrabaixista do Conjunto Big Brasa, também exercia a função de um dos cantores do conjunto. Durante sua permanência fez parte da chamada “espinha dorsal” do Big Brasa. Moramos juntos por muito tempo, em Fortaleza, e o considero ainda como mais um irmão. Participamos de diversos momentos da juventude juntos, vivendo praticamente as mesmas emoções. Teve que deixar O Conjunto Big Brasa em virtude de ir cursar a faculdade na Escola de Agronomia de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde viria a se formar. Desenvolveu posteriormente projetos agrícolas em Balsas, assumiu por um período a direção técnica da Televisão Rio Balsas, afiliada da Rede Globo e foi professor de Física, Matemática e Ecologia na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em Balsas. Exerceu a função de diretor do Curso de Agronomia da UEMA.

Adalberto Pereira Lima

O Adalberto (também meu primo e irmão do Carló) depois da ida do Conjunto Big Brasa a Balsas teve seu ingresso no Big Brasa no final de 1967, quando chegou a Fortaleza para estudar, pouco depois de nossa estada em Balsas. Preparou-se para ingressar no conjunto, aprendendo violão. Ao chegar, logo assumiu a função de guitarrista-base. Após algum tempo, em vista da necessidade do próprio conjunto em razão da falta de tecladistas e também de um  acidente automobilístico com ele ocorrido no autódromo de Fortaleza, passou a tocar órgão eletrônico, instrumento que aprendeu rapidamente. O Adalberto também fez parte da estrutura básica do conjunto por muito tempo. Além de tocar no conjunto, dirigia com grande habilidade, dividindo comigo a responsabilidade de levar e trazer “numa boa” todo o grupo para as viagens que fazíamos. Passamos por inúmeras situações difíceis, ao volante, mas graças a Deus sempre nos saímos bem. Hoje em dia é engenheiro agrônomo e mora em Fortaleza. Residiu em Balsas por muitos anos, onde exerceu função pública de Chefia no Instituto de Terras do Maranhão (ITERMA); também foi professor de Química e Biologia na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Atualmente é consultor da Tijuca Alimentos, grande empresa produtora de ovos e frangos do Estado do Ceará.

 
João Ribeiro da Silva Neto – (Beiró) - guitarrista-solo, tecladista e vocalista. Desde novo estudou música e se dedicou  à profissão com todo o entusiasmo possível. Como guitarrista-solo do conjunto usava sua guitarra para “tirar” todos os sons possíveis. E tentava os sons “impossíveis” com o auxílio de pedais de efeitos diversos. Pelos solos, efeitos e improvisos agressivos, chegou a ser considerado como um dos melhores guitarristas do Norte e Nordeste, segundo comentários da imprensa local sobre o meio artístico e publicação da TV Rádio e Revista. Em um dos shows do cantor Ednardo Sousa, no Teatro José de Alencar foi muito aplaudido por um dos improvisos na guitarra. Seu objetivo como músico era o profissionalismo: ser um músico correto, tanto com seus companheiros quanto com o público em geral. Sempre buscou o aprimoramento das técnicas musicais, procurando fazer o melhor possível dentro das possibilidades existentes. O que hoje em dia se chama de “Qualidade Total”, cujo princípio é, “fazer certo da primeira vez”. João Ribeiro, talvez por intuição, já empregava esses conceitos naquela época.

Três livros sobre o Conjunto Big Brasa

E continuam as comemorações relativas aos 50 Anos do Conjunto Big Brasa. A história completa do Conjunto Big Brasa, escrita por mim, João Ribeiro da Silva Neto, está em três livros sobre o período. Os mais recentes lançados em abril de 2017. Vale dizer que estas publicações são únicas em todo o Estado do Ceará e representam registros históricos e culturais de um período muito importante da música, os chamados Anos 60 e a Jovem Guarda!




Algumas das pessoas da comunidade de Balsas, muitos deles nossos parentes, que também incentivaram este grande evento realizado em 1967, no Clube Recreativo de Balsas (CRB) com o Conjunto Big Brasa.

Antonio Adolfo
Elísio Coelho
Francisco Coelho
Isaura Fonseca
Joaquim Coelho Júnior
Júnior Coelho
Lourdes Santos
Lucíola Santos
Luís Pires
Nathan Botelho
Nizete Queiroz
Vânia Solino Coelho
Wagner Pires Coelho
Wálber Queiroz
Walter Queiroz
Wellington Fonseca

(In memoriam) – em ordem alfabética

Alberto Ribeiro da Silva
Aluísio Soares
Antonio Pires
Geminiano (Gimi)
Gonzaguinha Pereira
Joaquim Coelho
José Bernardino Pereira da Silva
Leonizar Braúna
Moisés Coelho
Pedro Ulisses Coelho
Perolina Milhomem Coelho
Pimba
Raimundo Chaves


(*) João Ribeiro da Silva Neto: é formado em Música, guitarrista-solo e posteriormente tecladista do Conjunto Musical Big Brasa, banda que marcou forte presença em Fortaleza e no nordeste nos Anos 60 (Jovem Guarda); posteriormente desenvolveu a sua prática em diversos instrumentos musicais e foi por alguns anos produtor musical na televisão cearense na TV Ceará, Canal 2, da extinta Rede Tupi de Televisão e ainda sonoplasta na Televisão Educativa do Ceará (TVE).    

O autor dos livros sobre o Conjunto Big Brasa gosta também das atividades de Inteligência, eletrônica, radioamadorismo e tecnologia. Aprecia os esportes radicais, tiro ao alvo, viagens e aventuras na natureza. Com muita simplicidade diz que gosta também de escrever alguma coisa que possa servir de conhecimento para a sociedade em geral. 

Mantêm como registros musicais três livros sobre o Conjunto Musical Big Brasa, de Fortaleza, Ceará, obras únicas no cenário musical e literário cearense sobre o  assunto. 
Curte bastante o trabalho em edição de imagens, sonoplastia e toda a área técnica. 

Mantém publicações em diversas mídias a respeito do Conjunto Big Brasa no Portal Messejana, em Destaques, 20 Anos de Embalo! No Youtube, um espaço para sua eterna paixão – o Conjunto Musical Big Brasa.

Exerceu também por anos o cargo de Analista de Informações do Ministério do Trabalho, hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); atuou na Chefia da Segurança Orgânica, de Informática e da Documentação, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente é Diretor do Instituto Portal Messejana e escreve também no Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional. Prático e racional e com múltiplos interesses, defende com entusiasmo as causas em favor do Brasil, gosta de música e aprecia Artes Marciais e a natureza, com ênfase para técnicas de sobrevivência na selva e ambientalismo.

Atualmente tem o Portal Messejana, site do Instituto Portal Messejana, como uma de suas atividades principais. A fotografia digital como sua atividade mais prazerosa. Procura manter coleções de fotografias no Flickr e algumas delas já foram selecionadas pelo Getty Images.

No Instituto Portal Messejana (http://www.portalmessejana.com.br) João Ribeiro desenvolve a parte técnica e a direção editorial, área muito interessante por ser de utilidade pública.