segunda-feira, 12 de março de 2018

Eu conheci a Messejana de outrora!



Partindo de uma brincadeira que surgiu nas redes sociais, lembrei de alguns fatos, locais, pessoas, desde que cheguei a Messejana, em 1963. E relembro algumas passagens para os amigos e amigas. Eles não estão em ordem cronológica e tem o objetivo apenas de avivar a memória de um tempo muito bom! Seguem-se locais, atividades e pessoas que merecem um destaque especial. Portanto é bom falar de Messejana, uma terra que me recebeu muito bem e que pude curtir muito aquilo que eu não fazia em São José dos Campos - SP - onde nasci, como jogar “bila” (bolinha de gude) em frente de casa, colocar navios de papel nas enxurradas, perto das calçadas, jogar futebol com os colegas, brincar de cowboy e muito mais, conforme veremos Que tempo bom!  
BAZAR DA FRANCISQUINHA LUCAS, perto da Praça da Matriz, na Avenida Frei Cirilo, onde comprei muitas vezes baralhos e outras utilidades. Ali trabalhava uma atendente muito prestativa (Mazé) e o Pedro Jorge;
A GARAPEIRA - também na mesma pracinha existia uma garapeira (não lembro o nome do dono), perto do local onde foi ponto do ônibus de Messejana por algum tempo.
RODOVIA BR-116 - apenas para os mais novos, vale dizer que a avenida que passa em frente à Igreja de Messejana era a rodovia federal “BR-116” naqueles tempos, passava por dentro de Messejana!
LAGOAS DE MESSEJANA E DA PAUPINA
Tomei muito banho na Lagoa de Messejana, tendo acesso pelo Balneário Clube de Messejana, onde em abril de 1967 estreou o Conjunto Musical Big Brasa. Mas também na Lagoa da Paupina! Existia um pequeno clube, de uma associação (FACIC) na entrada da lagoa da Paupina, que frequentávamos.
BALNEÁRIO CLUBE DE MESSEJANA
Fui sócio proprietário do Balneário Clube de Messejana, frequentei o clube muitas vezes e depois passaria a tocar nele, com o nosso Conjunto Big Brasa (inúmeras vezes). O Clube chegou a realizar grandes festas com orquestras do sul do país, renomadas. As tertúlias e as matinais também deixam saudade. Cheguei a tocamos até um carnaval no Balneário, com o Conjunto Big Brasa, além das centenas de matinais e tertúlias e outras comemorações.  Vale lembrar o “Coquinho”, um dos garçons gente muito boa que sempre atendia a nossa turma.
RADIOAMADORISMO – O “beco”, que hoje é uma rua muito movimentada, servia como ponto estratégico muito bom para os contatos locais e com outros países, através do radioamadorismo, por não ter interferências da rede de energia elétrica. Consegui falar com mais de 170 países nesta fase, além de participar da Rede de Emergência do Ceará, auxiliando os órgãos de segurança. Meu prefixo era PT7-JSN e PX7-10.245.
FUTEBOL DE BOTÃO - jogamos muito, com o Luís Peixoto (irmão das amigas e vizinhas Auristela e Auricélia), Pedro Sérgio e José Wellington, o Sérgio Alves e o Amaury Pontes. Eram partidas animadíssimas, nas quais nós mesmos ao jogar “irradiávamos” o jogo! Os campeonatos eram muito disputados. Ainda hoje tenho um time “Ceará” feito com capas de relógios, nas quais colávamos as fotografias dos jogadores retiradas dos “quadros” dos jornais. 
O CONJUNTO BIG BRASA
O nosso Conjunto Musical Big Brasa estreou, com sucesso, no Balneário Clube de Messejana, no dia 28 de abril de 1967, véspera de meu aniversário. Vivemos todos os anos do conjunto, um período inesquecível! O Conjunto Big Brasa completou 50 anos de fundado em abril de 2017. O grupo marcou uma significativa presença na televisão cearense, em bailes e outras apresentações em Fortaleza e pelo Nordeste.
Realizamos várias promoções musicais e bailes no Recreio dos Funcionários, no Balneário de Messejana e no Tremendão;
O meu pai, Alberto Ribeiro da Silva (in memoriam) também se envolveu muito por Messejana tendo sido diretor do Balneário por algumas temporadas, além de ser o mentor do Conjunto Big Brasa;
AMIZADES DE INFÂNCIA
Faziam parte de nossa turma de amigos e amigas o Aderson Alencar, Diony Maria Alencar, Fernando Hugo Colares, Cesar Barreto, Severino Tavares, Roberto Tavares, David Lélis (in memoriam), Luiz Antonio Alencar (o querido Peninha), Ruy Câmara, Dionísio Alencar, Zé Antônio, Luciano Vasconcelos, Salomão Sales, Rita Porto, Aurélio Barroso, Lúcia Ribeiro, Vera Lucia Colares, Didico, Everardo e Jamson Vasconcelos, “Titico” Benevides, Simone, Paulo Afonso, Célia e Eudásio, Liduína Barroso, Yolanda, João Guilherme, Lucinha, Verônica, Auristela, Auricélia e Socorro Peixoto, Fátima Oriá, Célia Alencar, Pedro Ricardo Eleutério (meu amigo - in memoriam) Chico Zé Alencar, Martiniano Coutinho, Penha Amorim, João Dummar Filho, Adalberto Lima, Carló (Carlomagno Lima (in memoriam) Cida Alencar, Solinésio Alencar, Célio Freitas (in memoriam), Loló e Raimundo José Vasconcelos, Antonio de Miranda Leitão, Chico Zé (do Valdir Bento), Adriana Célia, Rosângela Almeida, Adriano e Rogério Almeida, Clodomir, Fernando Hugo Colares, Edson Girão, Miguel Reinaldo, Luís Antonio Alencar e o Luís Antonio Oriá (Dr. Oriá), que estudou comigo no Colégio Cearense, Inácio Oriá, Pedro Sérgio Melo e José Wellington Freitas de Melo e muitos outros que a memória talvez tenha deixado escapar momentaneamente.     
O FUTEBOL EM MESSEJANA
Eram dois times principais, o Messejana Esporte Clube e o Salgado da Gama. Cada um com seu estádio próprio. Nas tardes de domingo era um das opções. Eu tive um pequeno time de futebol com amigos, dentre eles o Pedro Sergio Melo e Jose Wellington de Freitas Melo. Jogamos muito no Copacabana, no campinho, no Messejana e batemos bola no Campo do Salgado. Conheci muito o Pinha (in memoriam), que jogou no Salgado da Gama e no América Futebol Clube e em São Luís. Por vezes eu fazia ginástica no América Futebol Clube, quando o Pinha jogava na agremiação. Com o jogador “Zé da Senhora” eu aprendi afinar o meu violão, quando criança.
Às vezes também joguei bola no quintal da casa do Fernando Hugo (que ficava ao lado do Banco do Brasil de hoje). Bons e saudosos tempos. Bom destacar também as partidas de futebol de salão na URJA, sempre disputadas. 
Mais recentemente, através do Portal Messejana, fiz uma entrevista com o Dodô, que jogou no Salgado da Gama e no Messejana Esporte Clube.
O RESTAURANTE TREMENDÃO
Ficava às margens da Lagoa de Messejana era um recanto muito agradável. Passou por muitas administrações. Frequentei o Tremendão dezenas de vezes e realizei o lançamento de meu primeiro livro sobre o Conjunto Big Brasa lá, em 1999, em uma festa muito animada da qual participaram excelentes bandas locais, como Os Faraós, O Túnel do Tempo, Remember Beatles, O Conjunto Big Brasa, com muitos componentes e Os Rataplans.
A FEIRA DE MESSEJANA
Frequentei e ainda vou de vez em quando à feira, considerada uma das maiores do Ceará. Lá se encontra de tudo! Havia uma loja, localizada na praça da feira, que era do Sr. Alfredinho. Muito boa e cheia de utilidades. Era uma das melhores.
SERENATAS
Participamos muito de serenatas para nossas colegas, uma época em que a tranquilidade reinava em Messejana e podíamos nos divertir em paz. Fizemos muitas serenatas para as colegas de infância e juventude.
A IGREJA, O PATAMAR e O PADRE PEREIRA
Joguei muito futebol no patamar da Igreja, à noite, com os colegas. Diversão garantida. Em princípio ajudei algumas missas com o Padre Pereira, mas desisti no dia que levei um “carão” dele certamente por ter invertido uma das orações (eram em Latim e a gente conhecia apenas a sequencia). Uma hora ele me disse: “Reza direito, menino” e me mandou para a Sacristia.
O SEU ROCHA
É importante destacar que eu conheci muito o seu Rocha, que era uma excelente pessoa e um farmacêutico que me ajudou muito em minha infância e juventude. Messejana era longe de tudo e pessoas como ele ajudavam a população local demais. Prestou inestimáveis serviços para a comunidade de Messejana. E hoje em dia sou amigo dos filhos dele, em particular o Kildare Rios, um excelente músico.  
A CRISMALHAS
Conhecemos muito o Seu Vasconcelos (da CRISMALHAS - quem lembra?). Pai do Luciano Ciano Vasconcelos, Jamson Vasconcelos e Everardo Vasconcelos, todos bons amigos até hoje. Uma curiosidade: estava eu em Manaus, na Zona Franca, quando ao fazer algumas comprar avistei uma camisa, em um mostruário, que para mim era a mais bonita de todas. Pedi imediatamente para o vendedor me mostrar. E ao examinar a bonita camisa notei a etiqueta, que dizia “Crismalhas – Messejana – Fortaleza – Ceará”. Era uma das camisas que a fábrica usava para exportação! Belíssima. 
AS OFICINAS
Temos que destacar as oficinas do Faúna, que ficava na BR-116, quase em frente ao Seminário Seráfico, local que passamos muitas horas para consertar nossos jipes e outros transportes, no início. Havia também a oficina do Zé Amarelim, como era chamado, que ficava perto do Porto do Zé Serpa, embaixo de umas mangueiras. Ali trabalhava o mecânico “Maracanã”, que naquele tempo, quando era chamado para consertar os nossos carros, dizia antecipadamente, sorrindo: “pode comprar um condensador e um platinado”, sem nem verificar o defeito... E todo mundo ria disso.
A DONA CHIQUINHA
Ela fazia nossas camisas e calças. E muito bem! Ainda mora em Messejana. E a ela somos muito gratos.
O SEU CAPOTE
Era torneiro mecânico e de vez em quando solicitado para os reparos nos motores e tubulações em nossos poços.
O “SEU ZÉ” 
Andei muito de ônibus com o “Seu Zé” (Zé Bitu), motorista calmo e gente boa, que nos levava ao Colégio Cearense todos os dias; a turma dizia sempre para ele “tira o pé do freio, Seu Zé!”, porque ele dirigia sempre com a velocidade normal e correta!
OUTRAS BRINCADEIRAS
- Montamos triciclos, com o Luciano Vasconcelos e conheci um poço que dava vazão a gasolina por um período – (descobrimos o mistério depois que era por conta de um vazamento da bomba de gasolina do pai do Zé Antonio, da Panificadora Nogueira, cujo depósito teve uma avaria e começou a vazar).
- Fazíamos, por pura brincadeira, umas passeatas cantando e segurando velas, como se fosse alguma seita. O Luciano Vasconcelos certamente lembra como eram. Normalmente iniciadas em frente da antiga casa dele, na Frei Cirilo, até a pracinha da Igreja; 
- Frequentei também algumas vezes o Zé Leão para comer bifes com coca-cola;
- Jogava sinuca com colegas e amigos, inclusive o Sr. Crispim (in memoriam), que era o dono da Farmácia) bem em frente onde é hoje a farmácia principal da família; conheci também o Seu Neto (farmácia na pracinha).
- Fui muitas vezes acampar na Abreulândia (era a maior tranquilidade), passei finais de semana na COFECO, fui festas no clube de lá também; 
- O barzinho “SUBMARINO AMARELO”, na estrada do fio onde nossa turma se encontrava muitas vezes antes de sair em nossos jipes para passear!
O JOSÉ BARCELOS – O “TREM”
Estudei três anos no José Barcelos. Alguns dos professores que lembro: Isolda (inglês), João Batista (Ciências), Sérgio Benevides, Paulo Aguiar (Matemática), Zuleika Oriá, Bartolomeu Brandão dentre outros. O Sindô (não sei a grafia se está certa) era o vigia e porteiro. A Dona Célia Benevides foi uma das diretoras na época. 
A MÁXI INFORMÁTICA
Montamos, mais à frente, a primeira Escola de Informática de Messejana - a MÁXI INFORMÁTICA, que atendeu e formou mais de dois mil alunos;
O PORTAL MESSEJANA
Criamos depois o Portal Messejana (um Instituto Portal Messejana, com a finalidade de divulgar Fortaleza e o Ceará. Atualmente o Instituto Portal Messejana é uma Associação sem fins lucrativos, reconhecida pelo governo federal, estadual e municipal (uma OSCIP);
MESSEJANA, UMA TERRA QUE MUITO BEM NOS ACOLHEU
Um abraço aos amigos e amigas! E se Deus quiser ainda faremos mais alguma coisa aqui pelo bom distrito de Messejana.  


João Ribeiro da Silva Neto
Em março de 2018

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

As mesas, suas histórias e as lembranças que trazem para nossas vidas


Ao observar rapidamente um dia desses a nossa sala de jantar, com uma mesa de madeira para seis lugares, comecei em um relance a imaginar as posições que as pessoas de nossa família ocuparam nela antigamente e as que ocupam os mesmo lugares hoje em dia. Foi tão interessante aquela ideia, nascida de um fragmento de memória, que voltei meu pensamento para a grande mesa que tínhamos outrora em nossa casa, para doze lugares, posteriormente as duas mesas de seis lugares nos sítios que tivemos em Ubajara, a de oito lugares em nossa casa de praia e viajei no tempo mesmo. Foram muitas mesas que recordei e que me trouxeram lembranças felizes, pelas circunstâncias e pessoas que as ocuparam!

Doces lembranças de todas as pessoas que as ocuparam, inclusive com várias histórias engraçadas e marcas eternas que ficaram retidas em minha mente, de modo especial de nossos antepassados. Impressionante como as mesas, em seus diferentes locais e situações, servem de um marco importante para nossas vidas.

Em Fortaleza lembrei-me de nossa primeira casa, no Bairro de Fátima, onde nos hospedamos na chegada. Possuímos uma mesinha bastante simples. Posteriormente a mesa da casa no Bairro 13 de Maio, na Rua Mário Mamede.

Outra mesa ocupada por mim, Aliete e os nossos filhos, Alberto Neto e Cristiane foi uma mesa redonda, para quatro lugares somente, que ainda hoje nos pertence e ainda muito bem conservada. Esta servia para nossas refeições e principalmente para nossas pequenas reuniões, realizadas a maior parte depois do horário do jantar, onde eu procurava mostrar para nossos filhos a importância do estudo, da organização, do planejamento para a vida. Tenho certeza de que ficaram boas marcas de fortalecimento do caráter para cada um deles. Em vista do que são hoje, cada um com seus filhos, os bons resultados e exemplos demonstrados foram perfeitamente assimilados, sem nenhum esforço ou cobrança.

As memórias me levaram também até as cabeceiras de mesa que o papai, Alberto Ribeiro, ocupou por anos, com a grande família de outrora em volta, conversando animadamente e a participação incrível e sempre alegre de papai e da minha mãe Zisile. Tudo isso veio como uma forte marca de lembranças, avivada por sua vez por fotografias, filmes, que mantemos até hoje, os quais são de valor inestimável.

Na casa da praia, a grande mesa, com a meninada jogando “Stop” com grande animação (filho, filha e sobrinhos em volta) e várias outras brincadeiras animadas como jogos de perguntas, com fichinhas. Que tempo bom. Esta mesa de praia serviu, lembro perfeitamente, para o dia em meu primo e cunhado Carló (in memoriam), a meu pedido e com toda a sua boa vontade e gosto que tinha pela Cristiane, fizesse com ela toda uma revisão de seus estudos (principalmente Matemática e Física), em uma época anterior a seu vestibular, e ao final de mais de duas horas, chegasse para mim e dissesse: “João Ribeiro, não tenho mais nada para fazer. Ela está preparada e sabe tudo”. O que realmente se concretizou no vestibular da Cristiane, com nota 10 em ambas as matérias, “fechando a prova”, como se dizia.

Paralelamente o mesmo se repetia em nosso sítio na Serra de Ibiapaba, em Ubajara. A mesa servia até como palco e suporte para mágicas que eu fazia para a criançada se divertir. A Aliete preparando as sobremesas, descascando mangas, as refeições em família com muita felicidade. Em algumas noites, com mais convidados em casa, jogávamos em grupo perguntas e respostas, com as fichinhas. O papai sempre mudava a regra, no sentido de facilitar a sequência para todos, de modo que cada pessoa perguntava um cartão inteiro para o outro, e assim sucessivamente. Os quitutes e lanches quentes eram servidos carinhosamente, feitos pela mamãe Zisile e pela Aliete. E este tempo maravilhoso também se esgotou.

Por último a nossa mesa da sala de jantar, de seis lugares (fotografia, como simples ilustração), na qual ficaram marcados os locais onde comumente ficavam a Tia Terezinha e a mamãe Zisile (in memoriam) e que hoje são ocupadas diariamente, para nossa felicidade, por nossa filha Cristiane e nossas netinhas queridas, Isabela e Bárbara, ao lado da Aliete.

Ao escrever este texto constatei que temos como referência vários pontos de memória que jamais serão perdidos. É só procurar que eles estão guardados. E assim tive a oportunidade de lembrar cada vez mais uma infinidade de detalhes que foram muito importantes em minha vida os quais compartilho com você, no sentido de que pense e responda: “que significado as mesas tiveram em sua vida?” 


João Ribeiro


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A canalhice acompanha o Brasil. Até quando?

Efetivamente não dá mais para suportar o que acontece neste país. E como muitos concordam o tema é enfadonho porque existe um lenga-lenga nos acontecimentos, a maioria dos maus políticos e gestores acaba escapando ou mesmo após de julgados e presos são soltos rapidamente. É uma lástima. A população tentando sair da crise, melhorar, trabalhar e, por outro lado, os políticos preocupados em se livrar das acusações de ilicitudes diversas, os gestores loteando cargos públicos em troca de votos, comprando a liberdade de políticos envolvidos com ilícitos através de votações espúrias, com muito dinheiro em emendas parlamentares. 

Em todos os setores controlados pelo Estado nós encontramos muitas falhas. Basta uma rápida olhada para a área da Saúde, da Segurança Pública, Educação, para ver o quanto estamos dominados. O crime organizado começa a expandir os seus domínios por todo o país. Assaltos a bancos, homicídios, chacinas, tráfico de drogas, acontecem cada vez mais em uma escalada vertiginosa, tanto que a polícia se encontra em desvantagem de pessoal, de equipamentos, armamentos e de leis que a resguarde para que possam agir. O Estatuto do Menor é uma brincadeira, pois serve de incentivo ao crime e dá asas à impunidade. O Estatuto do Desarmamento impede que cidadão de bem possam exercer o seu direito à defesa. Assim, os criminosos agem na certeza de que a polícia não os conseguirá deter e que sempre encontrarão cidadãos comuns indefesos. 

O tal do foro privilegiado é em nosso entender um entrave para a moralidade, para o bom andamento da justiça e principalmente para a Constituição Brasileira, que diz claramente que todos os brasileiros são iguais perante a lei.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988, previu o princípio da igualdade de forma expressa em seu art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […]”. Mas todos nós sabemos que isso na realidade não funciona. Aqueles que possuem mais dinheiro ou poder conseguem sempre todos os inúmeros benefícios que a lei concede para todos, usam os recursos de forma a terem, por muitas vezes, o seu processo extinto, melhor dizendo, prescrito. E outras pessoas, por não possuírem altos cargos, poder, prestígio ou simplesmente muito dinheiro, são condenados rapidamente ou ficam jogados no falido sistema prisional brasileiro, passando muitas vezes anos na prisão sem ter acesso nenhum à defesa.

O maior dos problemas, entretanto, está centrado na classe política, que detém o direito de legislar (muitas vezes em causa própria). O número excessivo de políticos e suas estruturas em todo o país representam despesas incalculáveis, que nada condizem com as possibilidades do Brasil. E mesmo assim parece (entre eles, políticos) que nada está ocorrendo neste sentido. Pelo contrário, aumentam as benesses, usam os jatinhos da Força Aérea Brasileira como os cidadãos utilizam táxis, com a diferença de que os cidadãos pagam os transportes.

As reformas propostas, quando sérias, são esvaziadas rapidamente pelos políticos. Neste ano de 2018 podemos adiantar um quadro de muita movimentação pelo interesse das eleições, nada mais. E aliado a este conjunto todo teremos o Carnaval, a Copa do Mundo, mais de 16 feriadões para amenizar a “crise”... 

Como esperança temos a justiça, que através da operação Lava-Jato, Ministério Público, Polícia Federal, têm se esforçado muito para mostrar e fixar na mente do brasileiro que houve mudanças. Pelos menos com alguns, das centenas de criminosos de colarinho branco, devidamente enjaulados como merecem estar.



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Conjunto Musical Big Brasa - “50 Anos de Lembranças” um ciclo de ouro!

Conjunto Musical Big Brasa - “50 Anos de Lembranças” um ciclo de ouro! 
Quando chegamos ao dia 29 de abril, que foi marco oficial de fundação de nosso Conjunto Big Brasa, iniciado em 1967, completamos assim 50 anos de música e de boas recordações. Por
coincidência também foi meu aniversário! E eu me senti feliz em poder compartilhar com todos os amigos a alegria de ter escrito mais dois livros sobre o período, que foi marcante em minha vida musical e acredito que na vida de muitos de nossos amigos e amigas que conosco conviveram naquela época dos Anos 60 e da Jovem Guarda”. Como líder do Conjunto Big Brasa mantenho um acervo de nossas participações e as compartilho ao máximo, no sentido de registrar uma história de sucesso para as gerações mais novas. Nesta oportunidade agradeço a todos aqueles que comemoraram nossos 50 anos de fundação e que conosco participam com muito carinho de nossas lembranças.

(*) 
João Ribeiro - “Beiró”

O Big Brasa, fundado em abril de 1967 teve forte presença nos Anos 60 e Jovem Guarda! Um ciclo de intensa felicidade e muita música! Após nossa juventude, a ideia de formação de um grupo musical, que em pouco tempo estaria consolidado! Quem pode esquecer o início do Big Brasa, com sua estreia no Balneário Clube de Messejana, tocando o seu prefixo And I Love Her, dos Beatles? Pouco a pouco fomos evoluindo, até sermos convidados para participar da televisão cearense, na extinta TV Ceará, Canal 2, da rede Tupi de Televisão.
Evolução rápida e pleno sucesso!



“O Conjunto Big Brasa em todo o seu brilhante ciclo conquistou milhares de fãs, os quais até a atualidade manifestam a saudade e o carinho com nosso grupo musical. Foi considerado pela imprensa cearense, em premiações, como o Conjunto Revelação em 1971 e em 1972, o Conjunto Big Brasa recebeu o Diploma da TV Rádio e Revista e Prefeitura Municipal de Fortaleza e o troféu “João Dummar”, frutos do Concurso “Os Melhores do Rádio e da TV”.
Efetivamente naquele ano o conjunto manteve um padrão de qualidade musical constante, fruto de bons e freqüentes ensaios, equipamentos e instrumental sempre com a melhor qualidade. Portanto, com toda a modéstia, nosso grupo fez por merecer as referidas homenagens.

Assim, o Conjunto Big Brasa participou de incontáveis eventos musicais por todo o Estado do Ceará e pelo nordeste, onde esteve em várias cidades do Maranhão, 
Piauí e Pernambuco, além da grande presença no cenário musical cearense, em especial na televisão, tendo alcançado pleno sucesso durante toda a sua existência. O grupo teve a honra de acompanhar inúmeros artistas de projeção nacional, na TV Ceará, além de participar de diversos shows com muitos dos integrantes do Pessoal do Ceará, em especial com Ednardo Sousa (compositor da belíssima canção Beira-Mar, dentre outras), com o qual esteve em shows pelo nordeste e em Fortaleza.

Características do Conjunto Big Brasa
Alguns pontos que foram observados e merecem destaque: o repertório variado do grupo, com ênfase para os Beatles e Rolling Stones, mas sem esquecer os demais estilos de música efetivamente boa. O grupo manteve sempre como um de seus objetivos o comportamento exemplar de seus músicos, a busca constante pelo profissionalismo, além da inovação em termos de equipamentos musicais, inclusive no desenvolvimento da primeira distorção (um pedal de efeito sonoro) de forma caseira, jogos de luzes e mesas de som e de efeitos artesanais. Um vestuário elegante, compromisso nos horários, faziam parte de sua marca registrada. Publicações históricas sobre um período inesquecível Em 1999 marcava o Conjunto Big Brasa marcou a iniciativa cultural e histórica sobre a música dos Anos 60 e da Jovem Guarda no Ceará, com o primeiro livro publicado sobre o período, de autoria de seu fundador, João Ribeiro (Beiró) intitulado “O Big Brasa e Minha Vida Musical”!

Mais livros, lançados em 2017, contam a história do Conjunto Big Brasa



E em 2017 o Conjunto Big Brasa recebeu mais duas publicações inéditas, históricas e culturais sobre a época, quando mais dois livros foram publicados sobre a Música dos Anos 60 e a Jovem Guarda no Ceará. Ambos escritos pelo fundador do grupo musical, João Ribeiro, conhecido no meio artístico como “Beiró”. O primeiro livro sobre o Conjunto Big Brasa, que completa 50 Anos de Música (período 1967/2017) e o segundo, que fala sobre a trajetória musical do guitarrista-solo e fundador do Conjunto Big Brasa, João Ribeiro, conhecido como “Beiró”. O aniversário do Conjunto Big Brasa coincide com o de seu nascimento, dia 29 de abril. Estão previstas comemorações alusivas aos 50 Anos de Música durante o ano de 2017.

Sobre o autor(*)
João Ribeiro (conhecido no meio musical por Beiró) foi o guitarrista-solo do Conjunto Big Brasa, além de produtor musical na televisão cearense, dentre outras atividades musicais. Assim, é uma pessoa voltada para a música, informática, fotografia, filmagem, leitura e escrita. Gosta também de outras áreas, como eletrônica, radioamadorismo e tecnologia. Aprecia esportes radicais, tiro ao alvo, viagens e aventuras na natureza. Com muita simplicidade registra seus escritos porque “alguma coisa que possa servir de conhecimento para a sociedade em geral". Mostra-se assim voltado para as iniciativas, visando o bem estar e o desenvolvimento da comunidade. Uma iniciativa de sucesso, com as publicações sobre o Conjunto Big Brasa!Fundador e guitarrista-solo do Conjunto Musical Big Brasa, banda de muito sucesso em Fortaleza nos Anos 60, período da Jovem Guarda, escreveu o seu primeiro livro “O Big Brasa e Minha Vida Musical – Anos Dourados”, em 1999. Com o acervo do Big Brasa, gosta de relembrar a presença nas redes sociais de vídeos e episódios do Conjunto Musical Big Brasa. Aprecia trabalhos em edição de imagens, sonoplastia e toda a área técnica. João Ribeiro exerceu por alguns anos as funções de sonoplasta e diretor musical das televisões TV Ceará, Canal 2, da extinta Rede Tupi e da TVE – TV Educativa do Ceará. Em Messejana teve mais uma iniciativa de sucesso, quando se voltou para a área da Informática e da tecnologia, com base em seus trabalhos anteriores, tendo fundado a primeira escola de Informática, a Máxi Informática, que durante 11 anos formou centenas de alunos para o mercado de trabalho. Atualmente é um dos diretores do Instituto Portal Messejana, entidade de utilidade pública, reconhecida pelos governos federal, estadual e municipal, onde desenvolve a parte técnica e a edição de textos e de imagens. Mantém o “Blog do João Ribeiro”, no qual escreve suas impressões a respeito de temas variados e outros relativos aos campos de expressão do Poder Nacional.

João Ribeiro - "Beiró" fundador do Conjunto Big Brasa


Em outra importante etapa de sua vida também serviu como Analista de Informações, cargo denominado atualmente como Oficial de Inteligência, na Área de Inteligência do governo federal, no Ministério do Trabalho e na Presidência da República, período considerado como de relevantes serviços à pátria, do qual muito se orgulha. Por último, João Ribeiro volta-se novamente para a música, desta vez com dedicação à suas composições e técnicas em sua guitarra e teclados, tudo com o objetivo de alcançar a plenitude de sua vida com a Música. Acredita que sua missão ainda precisa ser continuada. Incentiva novos talentos, sempre e os ajuda no crescimento profissional.

Em dezembro de 2017. 



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Uma pessoa especial em minha vida


A princípio gostaria de afirmar que Ariadna Santiago é mais do que minha amiga e faz parte das pessoas com quem mantenho um grau de afinidade em muitos setores da vida. Dinâmica, alegre, esportista, Ariadna é fisioterapeuta com várias especializações e possui treinamento especializado no método Pilates. Ariadna, como simplesmente eu a chamo, tem uma conversa agradável e fluente e sempre me incentiva muito por ocasião dos exercícios físicos que me propõe, além de trocarmos ideias sobre assuntos os mais diversos possíveis. Em síntese, Ariadna é para mim uma pessoa interessante demais, aplicada no trabalho de fisioterapia e Pilares que pratica atlética, bonita, muito educada, atenciosa e alegre, se veste de forma que eu aprecio muito, além de muitos adjetivos e afinidades que eu poderia mencionar.

Nossas relações, sentimentos e amizades são marcados por laços fortes que a própria vida nos apresentou, desde o início de nosso relacionamento, comigo e com nossa família. Mas tudo isso, em meu entendimento, tem um significado forte e um motivo. Nada é por simples acaso. Este texto eu faço como agradecimento pela nossa amizade e por tudo de bom que ela me proporcionou. Eu gosto muito da Ariadna por tudo o que ela representa em nosso convívio, quer no Pilates, viajando  ou passeando conosco.

O Tempo, que foi tema de inúmeros artigos meus, é importante para assinalar a presença de determinadas pessoas em nossa vida. E determinar como nós estamos juntos no Trem da Vida. Uma dessas pessoas, a quem eu devo muita gratidão, carinho e que por mim é considerada como uma linda musa grega é Ariadna Santiago.  Ela sorri, quando eu relembro esta história. Foi uma primeira imagem que eu formei sobre ela, há alguns anos, não sei por que. Poderia afirmar que há entre nós o fenômeno da empatia, que leva as pessoas a ajudarem umas às outras. E está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.

Ariadna, como excelente fisioterapeuta desenvolve seu trabalho unindo todos os seus conhecimentos, tratamentos físicos e também, valendo-se de nossos importantes contatos pessoais, nos quais conversamos sobre diversos assuntos do cotidiano, esportes, saúde, família dentre outros. Já afirmei para ela, algumas vezes, em nossas sessões, que sua presença é muito importante para mim e a recíproca sempre me pareceu verdadeira. Inclusive, a respeito de palavras, de vez em quando em nossas conversas em afirmo que a amo, ficando nitidamente evidenciada a maneira fraterna e respeitosa pelo qual este amor é externado e mantido. 
 
Assim, Ariadna Santiago, minha querida personal Pilates, está junto à nossa família há muitos anos, onde marca forte presença em muitas ocasiões. Dentre as suas características é importante mencionar sua independência e dinamismo, que são atributos de uma líder. É assim que eu a vejo. Com frequência é procurada para assumir projetos e empreendimentos, pois sua autoconfiança e facilidade em enfrentar os obstáculos são qualidades notórias, e as pessoas acreditam na sua eficiência em tomar conta das situações. É o tipo de pessoa que não se deixa afetar quando existe oposição à suas idéias ou ações. Por agir com equilíbrio sempre tem o apoio dos que o seguem e acreditam na sua liderança.

De minha parte, em nossas conversas sempre procuro transmitir alguma experiência de vida no sentido de que minha amiga Ariadna, com seu espírito dinâmico e rápido para aprender possa utilizar o mínimo que seja para seu benefício e de sua família. Por outro lado aprendo demais com ela. E essa troca de informações é muito salutar para nós, tenho certeza. 

Fica externada a minha gratidão por mais este ano de amizade e de ajuda recíproca, renovando os nossos laços de amizade indefinidamente e desejando a Ariadna Santiago um Natal de 2017 com muita felicidade, no sentido que realize todos os seus sonhos e anseios, também para o Ano Novo que está por chegar!


Com um grande abraço e um beijo carinhoso de seu amigo

João Ribeiro da Silva Neto
Em dezembro de 2017


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Brasil: a culpa da crise é também dos maus políticos e pouco se fala nisso!

Um quadro de situação lamentável                                            


Atualmente o Brasil atravessa uma dificuldade enorme em vários setores. Aspectos econômicos internacionais que afetaram a economia, má gestão de nossas próprias contas, crise política, crise moral, ética, muita corrupção, uma roubalheira intensa que vem sendo revelada dia após dia e que nos fazem sentir um verdadeiro pesadelo, tudo gerando mais problemas sociais que e população não está mais tolerando. Isto sem falar no aumento da criminalidade, da inadimplência, dos problemas na área de Saúde, Educação, Segurança Pública em geral etc. Estaríamos perto do fundo do poço? Acho que chegamos muito perto diminuímos a velocidade de nossa queda, mas nada que possa nos alegrar muito.

Muitas condicionantes contribuem para a crise

Mas do que adianta falar somente de um aspecto? Nada.
Eu particularmente não aprecio o governo atual depois de descobertos os mais recentes escândalos e envolvimentos com a corrupção em vários escalões. Mas culpar somente ele pelos problemas é demais, no meu entendimento. Há que se observar os nossos maus políticos, que em sua grande maioria não atendem ao que lhes foi confiado.

- Os maus políticos NÃO trabalham bem e são muito nocivos ao país. Acusam o governo não por boa intenção, mas para esconder os seus reais e escusos interesses.
- Os maus políticos NÃO contribuem para a resolução de nossos problemas, esta é a verdade.
- Os maus políticos SIM, votaram descaradamente contra um processo de investigação contra o Presidente da República, simplesmente o engavetando, pela troca de cargos, de mais dinheiro para seus projetos. Ou seja, vendem suas almas pelo poder.

O que foi feito na Reforma política?

Há em curso uma oportunidade para que a classe política, com todos os seus partidos colabore com o Brasil através de uma reforma política. Mas o que fizeram até agora? Praticamente nada que nos interesse. Nada. Não modificaram aquilo que realmente era necessário, como o fim do voto obrigatório (que os reelege), uma modificação do Estatuto do Desarmamento, este que desamparou totalmente os cidadãos de bem e favoreceu aos bandidos, a redução da maioridade penal para todos os crimes etc.

É uma negociata total. Enquanto o País precisa de reformas sérias para sair da crise os maus políticos, de partidos diversos, estão praticando chantagem contra o governo para conseguir seus interesses. E principalmente, não querem ajudar nosso país a se recuperar da situação que se encontra. Existem exceções, mais que são muito raras e compõe uma minoria que não consegue suplantar os aproveitadores da classe política brasileira, boa parte interessada apenas no “quanto pior, melhor”...

Alguém poderia citar um tema relevante que a Reforma Política consertou ou melhorou: duvido. As manifestações populares perderam forças após inúmeras tentativas, sem obtenção dos resultados esperados.

O Congresso Nacional, completamente inchado e ineficiente

Entre os deputados e senadores o número de parlamentares é muito grande para o Brasil. Acaba tudo aquilo ficando recheado de políticos incompetentes e gerando cada vez mais despesas para o país. Na reforma política poderiam ter reduzido o número de parlamentares para a metade, no mínimo. E seus salários também. O problema, além do Congresso Nacional, é o fato de que tudo é levado a todos os rincões do país pelos efeitos cascata.

Nas redes sociais observamos uma parcela de internautas, cansados e cada vez mais perplexos ante os acontecimentos. A salvação nacional no momento é a Operação Lava-Jato, desencadeada pela Polícia Federal, com esforço hercúleo, e Ministério Público Federal. Circulam vídeos com opiniões de associações ligadas a militares, alertando que eles estão atentos e que a própria falta de ação dos políticos pode gerar para o futuro uma condição para que a própria sociedade clame por uma intervenção.  

Tudo isso nos faz pensar em uma triste realidade: temos um governo ruim, formado por algumas pessoas denunciadas por ilícitos, que tenta acertar um pouco na economia para desviar a atenção do público de seu lado negativo. Ainda consegue se manter às custas de uma maioria de maus políticos que protegem até mesmo o Presidente da República de uma investigação, jogando tudo para as gavetas.

Um pesadelo sem fim

Não vislumbro um estadista de porte que pudesse substituir o atual governo. A palavra que serve de “norte” para os larápios de todo o país, nas mais diferentes camadas sociais e segmentos da sociedade, é IMPUNIDADE. E para mudar isso os políticos é quem podem alterar as leis, mas não o fazem. Uma verdadeira “sinuca de bico” onde o povo continuará perdendo o jogo, enfrentando dificuldades na Saúde, na Segurança Pública, na Educação e em vários outros setores.

Foram descobertas falcatruas de todas as espécies e ainda tem muito mais por aí, quando for aberta a caixa-preta sobre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Os achacadores da pátria realmente meteram à mão, desviaram, furtaram, de todas as maneiras. Políticos, empresários, empreiteiros, doleiros, gerentes e funcionários etc. Em breve veremos mais este capítulo da história do maior caso de corrupção descoberto no Brasil.

Lentidão da Justiça

Falta em nosso entendimento um trabalho mais rápido, ações mais rápidas da Justiça Brasileira, frente à situação atual. Há muitos privilégios, muitos foros privilegiados, muita condescendência e favorecimento das leis que poderiam ser alteradas. De nada adianta milhões de processos tramitando sem que não haja final para todos. Fica a impressão de IMPUNIDADE, levada pela lentidão da justiça em muitos casos.

Alguma saída à vista?


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sentimentos de Vida


Estou meio perdido. Tenho que atualizar meus resumos de vida e avaliar muitas situações que mudaram. Talvez seja pelo próprio tempo ou por circunstâncias que não consegui definir ainda ou quem sabe, por decisões difíceis de serem tomadas ou mesmo impossíveis a esta altura dos acontecimentos.

O fato é que sempre dediquei minha vida primeiramente ao aprendizado, como até hoje, e com o próprio crescimento físico e idades certas, aos trabalhos que desenvolvi em cada período de vida. Mas tudo levando à meta principal, que é a família. Um sacrifício desde novo para conseguir proporcionar um bem-estar para todos, sempre, sempre. Muito trabalho, estudo e dedicação. A saúde (ou a falta dela) recebe hoje os reflexos de algumas atitudes advindas do tipo de trabalho, iniciado praticamente desde meus 15 anos de idade.

A vida é assim: quando os filhos se afastam e desenvolvem suas próprias famílias aparece certo vácuo, muitas vezes preenchido pela presença dos netos. É como se fosse uma repescagem, um resgate que ajuda a seguir em frente. Por outro lado, face à rotina e convivência pessoal o diálogo não é mais o mesmo, nem de perto. Parece que tudo se tornou apenas obrigação, ou seja, tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo e nada parece ter fim ou trazer uma saciedade, apesar de meus esforços. Observo que isso ocorre talvez em razão de uma relativa segurança.

Vou perdendo gradativamente o interesse por algumas causas, talvez motivado pelas inúmeras tentativas e resultados nada satisfatórios. Acho que acertei ao me preocupar com o equilíbrio financeiro da família, ao transmitir os princípios básicos do planejamento, em seu sentido mais amplo, e também de traçar para todos o que em minha visão seria o melhor. Pelos resultados acho que atingi este objetivo.

E continua o tempo: penso em melhorias para todos, procuro organizar, planejar e manter o que há de melhor dentro de nossas possibilidades. Mas a sensação de que estou remando contra a maré persiste. Tento repassar alguns conhecimentos de vida, mas a relutância por parte de algumas pessoas a aprender ou pelo menos a continuar tentando aprender diminui meus limites de paciência e de tolerância. Neste ponto tenho que aceitar um de meus erros, o de desejar que todas as pessoas sejam rápidas, que assimilem logo, perguntem, critiquem o que achar necessário, francamente, elogiem e apresentem ideias e soluções.   

Sempre em meus trabalhos, em especial como músico, procurei avançar o que fosse possível. E me espelhava nos melhores músicos para o alcance de melhoras. E consequentemente este meu jeito de ser, de notar falhas, apontar soluções, cobrar determinadas mudanças no estilo ou maneira de trabalhar, fez com que em diversas vezes eu ouvisse expressões do tipo: “você reclama muito nos ensaios”. E eu repliquei um dia dizendo: “E vocês nunca apontam erros”, forma pela qual nunca iremos nos desenvolver. E insistia: apontem minhas falhas porque os ensaios têm esta finalidade mesmo. São para o aperfeiçoamento, portanto muito importantes.

Aliado a estes fatores a vida, ao mesmo tempo em que o tempo e a idade nos favoreceram muito em diversos aspectos, nos proporcionaram também algumas decepções inesperadas. Tenho a impressão de que não há limites para a satisfação de todos. O copo d’água da satisfação de muita gente não enche nunca! As dificuldades aumentam na proporção em que os dias passam.

O meu saudoso e inteligente pai disse algumas vezes, quando tinha mais de 75 anos, que “há momentos para falar e outros para calar”. E eu ficava sem entender a razão dessa afirmação. Agora parece que comecei a entender perfeitamente o que ele queria dizer. O mundo é composto de vários ciclos de vida. Os mais novos se tornam adultos e quase todos pensam que sabem muito mais que os seus pais, um conceito que aqui no ocidente é muito diverso do que ocorre nos países orientais, onde existem conselhos, formados por pessoas de mais idade, que são respeitados pelos mais jovens.

Vou procurar o afastamento de certas atividades profissionais que já não fazem tanto sentido para mim como antes. Como eu tive chances de aprender os melhores caminhos para a organização do trabalho, através da atividade de Inteligência, que exerci plenamente e da qual me orgulho muito, outras pessoas não passaram pelo mesmo processo, vivências ou simplesmente não possuem características semelhantes para tal. O que é uma constatação, tendo em vista que até nossos dedos são diferentes...


Como disse no início deste texto “Estou meio perdido”. Acrescento: e ansioso também, pelo que virá a seguir nesta breve e efêmera passagem. Mas tenho certeza de que isso não é privilégio meu. Com o tempo virá para todos. E por isso mesmo temos que viver todos os instantes de forma intensa. 

domingo, 20 de agosto de 2017

As amizades virtuais e os tempos modernos


Quem diz ou aconselha que é preciso termos cuidado para não nos fecharmos ao mundo real e adotar o mundo virtual como uma fuga tem razão, em parte. Mas por outro lado, a sociedade sofre alterações dia a dia, os meios de comunicação também, as distâncias são encurtadas de certa maneira que podemos conversar com amigos, amigas, parentes, enfim, pessoas de qualquer natureza à distância. E isso é muito bom!

Sou uma pessoa que gosta de novidades e de acompanhar a evolução dos tempos. E está aí exatamente o ponto chave da história: descobri que as inúmeras redes sociais possuem particularidades diversas. E dentro deste princípio aderi a elas, gradativamente.

Em razão disso conheci várias pessoas muito interessantes, encontrei amigos e amigas que há tempos não falava, localizei muito parentes pelo Brasil afora e também encontrei espaços para colocar no mundo um pouco de minhas ideias. Através de um blog, de vídeos familiares, fotografias. A comunicação ficou muito mais fácil, não resta a menor dúvida. Quem possui o famoso Whatsapp sabe disso.

Dentro dos limites impostos pela privacidade ou pela segurança, que cada um de nós deve procurar manter, de acordo com suas próprias convicções ou necessidades, tudo isso, o Facebook, o Twitter, o Instagram, o Google Plus e outros mais, são ferramentas que ficam disponíveis para nosso bom uso. Dizem que as redes sociais fazem parte das maravilhas do mundo, pois através delas pessoas se comunicam a todo instante de qualquer lugar do planeta, compartilham suas experiências e, até no comércio, as mais inexperientes marcas fazem esforço para se comunicarem com seus clientes.

Vale dizer que as restrições a determinados temas, que aprendi no tempo em que eu era um radioamador muito ativo, tendo feito milhares de contatos que envolveram 172 países, também são até certo ponto válidas nas redes sociais de hoje em dia. Por exemplo, Política, Religião e Futebol são temas que possibilitam muitas discórdias. Mas a diferença do que existe hoje em termos de comunicação social, através das diversas redes, é que podemos e devemos externar nossos pensamentos ou ideias de forma a que não ofenda a quem conosco não concordar.

O convencimento de alguém a adotar algum conceito através de imposições ou de pressões não existe. Quando pessoas acreditam, de boa fé ou de má fé em determinada causa, não há jeito mesmo. Então o que fazer? Não aceitar provocações, evitar choques desnecessários de ideias de forma a provocar o rompimento até de amizades. E escrever sempre os conceitos, iniciando ou intermediando os termos “em meu entendimento” ou expressões similares. O que indica claramente ao leitor que ele pode ter outra ideia. E que pode apresentá-la, desde que o faça dentro dos mesmos parâmetros do respeito, educação e cordialidade.

O que virá a seguir é muito fácil. Se você acha que determinada pessoa ou grupo está prejudicando o seu espaço, simplesmente não responda e não aceite provocações. E se ao adicionar um novo amigo virtual constatar que ele também não é o que você pensava, é bem mais fácil desfazer essa amizade virtual.

Em suma, tenho as amizades virtuais como plenamente legítimas. Passo a conhecê-las primeiramente pelo espírito, que é bem desenhado através da palavra. E sempre que possível gostaria de conhecer mais a todos, o que certamente é impossível. Mas o fundamental talvez é que algumas de nossas amizades virtuais, são na realidade nossas amizades reais, as quais nossos contatos são apenas mais facilitados com o uso da tecnologia.     

(*) João Ribeiro é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); atuou também na Chefia da Segurança Orgânica, de Informática e da Documentação, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente é Diretor do Instituto Portal Messejana e escreve também em seu blog, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional. Prático e racional e com múltiplos interesses, gosta de música e aprecia Artes Marciais e a natureza, com ênfase para técnicas de sobrevivência na selva e ambientalismo.